Se Existir Guerra que Seja de Travesseiro
“Perderam o senso crítico, celebram a guerra como se fosse triunfo, esquecendo a paz. Diante da catástrofe iminente, preferem fechar os olhos. O excesso de tragédias tornou seus corações de pedra. Agora esperam, silenciosos... qual será o próximo desastre?”
A assistência divina é nosso alicerce firme em todas as fases da vida, da guerra à paz. Deus é nossa rocha e fortaleza, guiando e protegendo sempre. Clamamos por segurança na adversidade e agradecemos Sua misericórdia nos tempos de bonança. Na Sua presença, encontramos verdadeira paz. Firmemos nossa confiança em Seu amparo constante, pois Ele é nosso refúgio e socorro em toda angústia.
Rosinei Nascimento Alves
Ótima semana!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
🙏🏾🕊️🙏🏾
"Na guerra pela verdade, o 'gaslighting' dos pais transforma a sanidade do filho em confusão e a lealdade dos mais velhos sela a mentira como fato."
A minha existência é um ritmo de guerra em meio à paz. Hoje faço mais um ano de aniversário em pleno Halloween e nascer nesse dia foi um presente único e digno da bruxaria do caos. As trevas me acompanham, pois o meu interior é mais escuro que a própria noite. A escuridão me fortalece e a luz me destaca em meio à natureza perversa que configura os seres vivos.
É o fim da guerra, tudo acabou, e o que restou de mim foi muita dor... Fui tão machucada,levaram meu sorriso, não tenho mais forças pra me levantar...
Preciso de ajuda eu,estou tão fraca,as feridas estão abertas e sangram... Tirem -me daqui preciso me reconstruir... Juntem meus pedaços, quero recomeçar! Andar sobre as águas,curar a minha alma! Ser uma nova eu inteiraaaa...
A VESTIMENTA DA GUERRA
(Poema sobre os horrores dos conflitos e a injustiça dos inocentes que pagam o preço)
Vestida de cinza, de fogo e de pranto,
a guerra caminha sem rosto e sem canto.
Não tem coração, mas tem ordens em punho,
e assina sentenças num frio conjunto.
Nos salões do poder, bebem vinhos, decidem.
Assinam destinos — mas nunca os vivem.
Mandam soldados, filhos de alguém,
pra morrer por um trono, por petróleo ou por “bem”.
A criança que chora, não sabe o porquê.
Só sabe que a mãe não vai mais lhe acolher.
Que a casa virou entulho no chão,
e que seu brinquedo jaz sob explosão.
O velho, cansado, sem pátria ou abrigo,
sente o chão sumir — não tem mais abrigo.
A sopa que faltou, a reza que escapa,
a lágrima muda que desce e desaba.
A mãe que amamenta no meio do medo,
vê o filho ir pro front — sem querer, sem segredo.
Briga que não é sua, dor que não tem fim,
mas que corta a carne, invade o jardim.
O pai, sem paredes, sem teto, sem pão,
carrega nos braços o resto do chão.
Os olhos perguntam: “Por que, meu Senhor?”
Mas as bombas respondem com mais desamor.
E o soldado que parte, coração em pedaços,
com fuzil nos ombros e culpa nos braços.
Cumpre ordens que o peito não quer,
e destrói o que resta de algum outro lar qualquer.
Ele ora em silêncio, enquanto avança,
lembrando do filho, da esposa, da dança.
Mas precisa apertar o gatilho, sem ver —
que o homem que cai poderia ser você.
Ele não quer matar.
Mas foi enviado.
Com uniforme limpo, mas o espírito rasgado.
Porque é fácil mandar, de poltrona e discurso,
e pôr na mão dos pobres o peso do absurdo.
Enquanto isso, em terno, gravata e cifrão,
os homens da guerra tomam decisão.
Covardes demais pra pisar a trincheira,
valentes demais pra matar por bandeira.
E a vida se perde em nome da glória,
escrevendo de sangue a mesma velha história.
Ganância, poder, dominação, vaidade —
e a morte batendo à porta da humanidade.
A guerra tem roupa, mas não tem alma.
Tem fúria no peito, mas não tem calma.
Quem veste essa dor é sempre o pequeno —
que morre calado, que sofre, que é pleno.
