Se eu Tivesse Asas

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⁠Educador é aquele que confecciona asas e voa junto.

Só conhece a potência das asas aquele que se permite o voo.

Enquanto uns nos tiram o chão e se vão outros chegam e nos dão asas.

Feche os olhos e ouça esse som inaudível em teu silêncio e perceberás que são apenas tuas asas de águia querendo voar.

Borboleta branca,
Bate as asas pelo ar,
Faz pouso no ombro.


Lu Lena / 2026

Alto da montanha
Rompe o seu envoltório
Bate as asas. Voa

Lu Lena / 2026

PENSAMENTO ALADO...

O meu pensamento é livre quando cria asas e vai de encontro ao teu.
E ele encontra?
Fugiu agora e em ti se perdeu!

​O HORIZONTE DA INÉRCIA
(Entre o bater de asas e o silêncio da gaiola)

​A vida é tão complexa e, ao mesmo tempo, simples e natural como o pássaro que voa... O diferencial é que o pássaro pode não ser mais visto, ou pode ficar preso na gaiola por não saber voar, condicionado a essa prisão.
​Assim como as circunstâncias de nossa existência, que não se explicam: a gente observa e as deixa apenas voar, ou elas ficam aprisionadas por nosso comodismo.

​Lu Lena / 2026

​O PESO SAGRADO DAS ASAS
(Dia Mundial da Conscientização do Autismo)🧩

​"Um anjo pergunta a Deus:
— O que é um autista?
E Deus lhe responde:
— É um de vocês que permito descer à Terra!"
(Lu Lena)

​Essa frase está no portal Pensador e é bem anterior a essa minha nova versão. Procurando nesse acervo para postar no dia de hoje, me veio esta reflexão:

​Dizem que, ao permitir que um de Seus anjos desça à Terra, Deus sabe que a gravidade do mundo pode ser dura demais para quem só conhece a leveza do céu. Às vezes, o ar daqui se torna denso, o barulho se torna ruído e as asas desse anjo, antes feitas de luz e brisa, começam a pesar.

​Quando o voo se torna difícil e o cansaço ameaça o caminhar, ocorre um fenômeno silencioso e sagrado: Deus não retira o peso; Ele apenas muda o lugar do apoio. Ele retira as asas das costas do filho e as acopla, com cuidado infinito, nas costas da mãe.

​É por isso que, muitas vezes, o mundo enxerga nessa mãe uma exaustão que parece não ter fim. Não é apenas o cansaço do dia a dia ou das noites mal dormidas; é o peso físico e espiritual de carregar dois pares de asas.

Nós, mães atípicas, caminhamos com a responsabilidade de manter os pés de nossos filhos no chão enquanto sustentamos, sozinhas, a possibilidade de que, um dia, as mãos deles ainda possam tocar o céu — e as nossas também.

​Lu Lena / 2026

​METAMORFOSE DA VIDA
​(O bater de asas entre a memória e o agora)

​O que mais dói na maturidade não é a dor física, mas a saudade da essência que ficou para trás. Nessa transição, somos como borboletas em constante metamorfose: ora asas que se abrem para a vida, ora casulos que se fecham, introspectivos, para ela.

​Lu Lena / 2026

Deus está nas asas que me abraçam?

Pare por um minuto, escute as "asas" do teu coração batendo querendo voar... não te apegues, liberte-se deixe-o voar.

“Anjos, asas de ilusão, um sonho audaz.”
Ser assim: brilhar como um farol, luz na escuridão.
Ouvir as músicas que lhe convierem, ser eclético.
Gostar de ir por onde ninguém foi.
Querer viver — viver mais e mais — e não fingir, não esconder no olhar, mas se permitir ser feliz, aqui ou em qualquer outro lugar.

Não! Não vou mudar a minha maneira de ser, pois é isso que me dá vida.
Viver é ter o mundo real na cabeça e os pés firmes no chão; e, ainda assim, nos é permitido sonhar e projetar coisas. É somente assim que transformamos realidades e preenchemos o inexplicável vazio da alma e do coração.

Cante uma canção.
Dance.
Faça a vida entender que você está feliz por estar aqui.

Os sentimentos — ah, os sentimentos! — são eles que fazem toda a diferença. São responsáveis pela criação de tudo o que vivemos… ou deixamos de viver.
O pensamento é a energia que dá forma ao que desejamos materializar.

Os Pensamentos que Voam pelo Vasto Céu do Silêncio

Determinados pensamentos ganham asas no vasto céu do silêncio; conduzidos pelos ventos da madrugada ou, às vezes, de outros momentos do dia; seus voos são intensos, graças a euforia e a adrenalina — o desejo pensativo pelos versos de uma linda poesia, que faz entrar numa fenda do tempo; que ressignifica temporariamente a realidade, a qual passa a ser movida por sentimentos até que aquele silêncio seja, infelizmente, quebrado pelo bom senso de um despertar sensato.

As pessoas mentem. Mentem o tempo todo.
Elas lhe dão o mais belo e esplêndido par de asas, dizem que é seguro e te deixam voar para apreciar a vista.
Pouco depois, cortam suas asas.
Você cai. Se machuca todo.
Então elas se aproximam — com a tesoura ainda em mãos — e perguntam o que aconteceu. Perguntam se está tudo bem.

O desânimo não corta suas asas; apenas te faz voar mais baixo.

Asas no Céu

Dias atrás, sonhei que, ao olhar para o céu, notei a existência de seres semelhantes a nós. Havia apenas duas diferenças: eles possuíam asas e voavam de um lado para o outro; além disso, todos sorriam, transmitindo uma sensação constante de felicidade.

Eles não desciam ao chão nem conversavam com aqueles que os observavam. Apenas lançavam ondas de segurança, paz e alegria.

Percebi que, a partir daquele dia, todos nós caminhávamos pelas ruas olhando para o céu. E, sempre que fazíamos isso, éramos alcançados por aquelas ondas de felicidade, que nos faziam sorrir.

Acordei com a sensação de que estamos deixando, cada vez mais, de olhar para cima.

Talvez estejamos dando importância demais ao supérfluo e desaprendendo a sorrir com a alma.

Talvez o mundo precise de menos disputas, menos crueldade e mais humanidade.

Talvez estejamos, cada vez mais, deixando de acreditar no invisível, em nosso Criador.

É triste imaginar um mundo onde a fé esteja em extinção.

Era uma vez uma linda borboleta azul. Suas asas brilhavam sob a luz do sol como pequenas joias vivas, e ela adorava voar pelos campos, jardins e bosques, admirando a beleza do mundo.


Em um de seus passeios, avistou ao longe um escorpião caminhando sozinho. Curiosa e gentil como era, aproximou-se para cumprimentá-lo.


O escorpião ficou surpreso. Nunca antes uma criatura tão bela havia demonstrado interesse em sua companhia. Acostumado ao medo e à rejeição, ele não entendia por que aquela borboleta desejava estar perto dele.


- Olá - disse a borboleta com um sorriso. - Posso caminhar com você?


O escorpião, sem esconder o espanto, aceitou.


A partir daquele dia, os dois passaram a passear juntos. A borboleta voava lentamente para não deixar o amigo para trás, enquanto o escorpião caminhava com rapidez para acompanhá-la.


Com o passar do tempo, o escorpião começou a mudar alguns hábitos. Mantinha o ferrão recolhido e imóvel sobre as costas, como se quisesse mostrar que não representava perigo. Parecia até que não possuía ferrão.


A borboleta o levava para conhecer lugares encantadores. Juntos atravessavam jardins coloridos, seguiam por caminhos floridos e observavam o pôr do sol nas avenidas arborizadas.


Para o escorpião, aqueles momentos eram preciosos. Pela primeira vez em sua vida, sentia que alguém gostava dele de verdade.


Até então, conhecera apenas a solidão.


Todos fugiam ao vê-lo. Ninguém desejava sua amizade. O medo que inspirava era maior do que qualquer qualidade que pudesse ter.


Mas a borboleta azul era diferente.


Ela enxergava além da aparência e não demonstrava receio algum. Sua confiança fazia o escorpião sentir-se aceito, algo que jamais havia experimentado.


Os dias passaram, e a amizade entre os dois parecia cada vez mais forte.


Porém, certa noite, algo inesperado aconteceu.


Como de costume, a borboleta adormeceu ao lado do escorpião.


A noite estava silenciosa. Apenas o som suave do vento atravessava as folhas das árvores.


Foi então que o escorpião sentiu um estranho impulso.


Seu ferrão começou a se mover lentamente.


Ele tentou detê-lo.


Lutou contra aquele movimento.


Mas, pouco a pouco, o ferrão ergueu-se sozinho, aproximou-se das delicadas asas da borboleta e a atingiu.


A borboleta despertou imediatamente, tomada por uma dor intensa.


Assustada e com lágrimas nos olhos, olhou para o amigo e perguntou:


- Você sempre foi tão gentil comigo. Por que me feriu?


O escorpião abaixou a cabeça.


Tomado pela tristeza e pelo arrependimento, respondeu:


- Eu não queria fazer isso. Mas é da minha natureza. Tentei controlar meu instinto, porém não consegui.


Aquelas palavras machucaram quase tanto quanto a ferroada.


Com grande esforço, a borboleta afastou-se.


Mesmo sentindo dor, abriu as asas e começou a voar.


Voou para longe.


Voou enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto.


Voou sobre jardins, campos e rios, até que a distância entre ela e o escorpião se tornou impossível de medir.


Com o tempo, a ferida cicatrizou.


A dor diminuiu.


A vida seguiu em frente.


Mas a lembrança daquela noite jamais desapareceu completamente.


Desde então, a borboleta aprendeu uma lição difícil: por mais que exista bondade e afeto, algumas criaturas não conseguem vencer a própria natureza.


E, embora tenha conseguido superar a ferroada, a borboleta nunca mais voltou a se aproximar de um escorpião.

Pra mim, não faz sentido alguém
Que tem asas não ter o céu
Inteiro para poder voar
Se tenho asas, eu sei que o céu é o meu lugar

“A mulher que ganha asas não nega as correntes; ela as reconhece para nunca mais chamá-las de destino.”
Do livro Mulher: Entre Correntes e Asas, de Nina Lee Magalhães de Sá.