Se eu Tivesse Asas

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...Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender...

Por você, eu faria isso mil vezes. (O Caçador de Pipas)

Khaled Hosseini
O Caçador de Pipas

Que eu me permita olhar, escutar e sonhar mais.
Falar menos.
Chorar menos.
Ver nos olhos de quem me vê a admiração que eles me têm e não a inveja que penso que têm.
Permitir sempre escutar aquilo que eu não tenho me permitido escutar.

Saber realizar os sonhos que nascem em mim e por mim e comigo morrem por eu não os conhecer.

Então, que eu possa viver os sonhos possíveis e os impossíveis;
Aqueles que morrem e ressuscitam:
A cada novo fruto,
A cada nova flor,
A cada novo calor,
A cada nova geada,
A cada novo dia.
Que eu possa sonhar o ar,
Sonhar o mar,
Sonhar o amar,
Sonhar o amalgamar.

Que eu possa substituir minhas palavras pelo toque, pelo sentir, pelo compreender, pelo segredo das coisas mais raras, pela oração mental (aquela que a alma cria e que só ela, ouve e só ela, responde).

Que eu saiba reproduzir na alma a imagem que entra pelos meus olhos fazendo-me parte suprema da natureza, criando-me e recriando-me a cada instante.

Que eu possa chorar menos de tristeza e mais de contentamentos.

Que meu choro não seja em vão, que em vão não sejam minhas dúvidas.

Que eu saiba perder meus caminhos, mas saiba recuperar meus destinos com dignidade.

Que eu não tenha medo de nada, principalmente de mim mesmo: que eu não tenha medo de meus medos.

Que eu adormeça toda vez que for derramar lágrimas inúteis e desperte com o coração cheio de esperanças.

Que eu faça de mim um homem sereno dentro de minha própria turbulência, sábio dentro de meus limites pequenos e inexatos, humilde diante de minhas grandezas tolas e ingênuas (que eu me mostre o quanto são pequenas minhas grandezas e o quanto é valiosa minha pequenez).

Que eu me permita ser mãe, ser pai, e, se for preciso, ser órfão.
Permita-me ensinar o pouco que sei e aprender o muito que não sei, traduzir o que os mestres ensinaram e compreender a alegria com que os simples traduzem suas experiências; respeitar incondicionalmente o ser; o ser por si só, por mais nada que possa ter além de sua essência, auxiliar a solidão de quem chegou, render-me ao motivo de quem partiu e aceitar a saudade de quem ficou.

Que eu possa amar e ser amado.

Que eu possa amar mesmo sem ser amado, fazer gentilezas quando recebo carinhos; fazer carinhos mesmo quando não recebo gentilezas.

E... que eu jamais fique só, mesmo quando eu me queira só.

A TUA FALTA

O que eu mais sinto falta de ti
É das tuas doces palavras em diminutivo.
É do teu mimar, do teu jeito carinhoso de me dar atenção.
Sinto falta de cheirar o seu pescoço
De tocar o seu cabelo
E de te dar selinho.
Sinto saudades dos teus olhares furtivos
Sempre ansiosos para encontrar o meu olhar.
Faz falta os teus sorrisos de cortejo
E a tua maneira única de me namorar.
Sinto ainda o gosto das tuas promessas de amor puro
E de toda a vida que para nós dois eu construí.
Até do teu ciúme disfarçado sinto falta,
Também faz falta as tuas mensagens repentinas
E as tuas confissões ao pé da noite.
Mais do que tudo isso,
O que mais me faz falta,
É da pessoa que eu era quando estava contigo.

Invictus

Noite à fora que me cobre
Negra como breu de ponta a ponta
Eu agradeço, a seja quais forem os Deuses
Por minha alma inconquistável.

Nas créis garras da circunstância
Eu não fiz cara feia ou sequer gritei.
Sob as pauladas da sorte
Minha cabeça está sangrenta, mas não abaixada.

Além desse lugar de raiva e lágrimas
É iminente o horror da escuridão
E ainda o avançar dos anos
Encontra, e deve encontrar, sem medo.

Não importa o quão estreito seja o portão,
O quão carregado com castigos esteja o pergaminho,
Eu sou o mestre do meu destino;
Eu sou o capitão da minha alma.

William Ernest Henley
A Book of Verses (1893).

Se um dia você perder a confiança em mim, eu quero que você continue confiando nas pessoas.

Não mais vivo eu, mas cristo vive em mim.

Oh, onde esta Romeu?...Quieto, perdi eu mesmo, não estou aqui e não sou Romeu. (Ato I, Scena I)" “Romeu, Romeu? Por que és Romeu? Renega teu pai e abdica de teu nome; ou se não o quiseres, jura me amar e não serei mais um Capuleto (...) Teu nome apenas é meu inimigo. Tu não és um Montecchio, és tu mesmo (...) Ó! Sê algum outro nome! O que há num nome? O que chamamos uma rosa teria o mesmo perfume sob outro nome (...). Romeu, renuncia a teu nome; e em lugar deste nome, que não faz parte de ti, toma-me toda!

Eu sou um fruto da sociedade. Sou o que ela me tornou. E agora que digo o que me vem na cabeça eles não me querem mais. Foi assim que você me criou, América.

O cão late quando seu dono é atacado. Eu seria um covarde se visse a verdade divina ser atacada e continuasse em silêncio, sem dizer nada.

João Calvino
Letters of John Calvin

Eu faço o que eu gosto, eu simplesmente não me importo.

Hoje eu estou me sentindo triste, decepcionada, cansada de tudo, de pessoas falsas e hipócritas que te dão aquele tapinha nas costas e dizem: "beleza, amiga". Hoje queria muito um amigo fiel que me escutasse e me aconselhasse a fazer a melhor escolha... aí foi então que pensei: o único que te escuta em silêncio e te dá a resposta com sabedoria, sempre querendo o seu bem, que nunca te abandona nas horas tristes ou felizes de sua vida, esse alguém é Deus.
Ele, sim, está presente, mesmo em silêncio, do teu lado, não dando o tapinha, mas sim te abraçando e te fortalecendo para as grandes batalhas que a vida nos proporciona.

Não sou chamado para reuniões, eu as marco. E meu respeito não é demandado, é merecido.

Enquanto o tempo acelera
e pede pressa,
eu me recuso, faço hora,
vou na valsa...
a Vida é tão Rara

Eu acredito na humanidade e busco nela uma resposta. O tempo é curto e tão mal utilizado; a vida passa e estamos eternamente atrás do futuro. Queremos certezas aos montes, buscamos explicações para tudo, quando o que realmente importa é a surpresa do próximo segundo. A demora de um sorriso explica o que a ciência jamais poderá decifrar.

Eu sou a profunda incerteza, sou grande e pequena, sou intensa.

Sou Primavera inconstante e Verão ardente, como as saudades do que passa e marca, quase sem sentir.

Sou mais doce que salgada, sou dos chocolates, do sorvete napolitano e das balas sortidas, que surpreendem o paladar.

Sou a insegurança que consome meus atos.

Sou a gargalhada histérica que fere o ouvido e simultaneamente o pranto silencioso; o sofrer calado daqueles que espalham atestados de felicidade.

Sou a busca constante, sou o "mais" ambicioso, sou dos livros, sou do estudo, sou da música, sou da vaidade.

Sou orgulhosa, sou o julgamento precoce, sou medrosa...

Sou do dia e da noite, sou das festas, sou da dança, sou da embriaguez pela alegria que me consome. Sou da praia e da piscina, sou carioca, sou brasileira, sou do frio e do calor, sou de lua.

Sou crítica, sou insatisfeita, sou a opinião forte, a persuasão e a literatura. Sou a luta, a intransigência, o caminho que tracei, o nome que fiz, o que pensei e divulguei.

Sou as vitórias que obtive, sou as cidades que conheci. Sou justa e sincera até na mentira.

Sou a memória da infância, a boneca com que brinquei, a tartaruga que criei, os pássaros que amei, os amigos que tive e até os que inventei. Sou a educação que obtive, sou da família.

Sou de amar. Sou roxo e lilás, mas as unhas, vermelhas. Sou dos olhos cor de mel, do cabelo preto, bem preto e comprido, bem comprido.

Sou dos sonhos, da ilusão, sou do príncipe encantado. Geralmente sou a Bela, mas de TPM, não tarda, viro Fera.

Sou autêntica, sou além do que você pensa ou espera.

Sou a imagem que fazem de mim, como posso não ser, basta acordar e querer mudar.

Sou o que quero. E gosto muito disso.

E daí se eu passar o dia dos namorados sem namorado? Eu não passo o dia do índio com um índio nem o dia da árvore com uma árvore, muito menos o dos finados com um defunto.

Eu jamais chegaria aonde cheguei se só andasse em linha reta. Tive que voltar atrás, andar em círculos, perder dias, perder o rumo, perder a paciência e me exaurir em tentativas aparentemente inúteis pra encontrar um quase endereço, uma provável ponte: a entrada do encontro. Acertei o caminho não porque segui as setas, mas porque desrespeitei todas as placas de aviso.

Domingo, Junho 24, 2007

Era de tarde e eu senti saudades do seu sorriso. alguém sorria tão bonito na rua, e da janela do ônibus eu vi, e era um sorriso que me lembrou o seu. Bem que me disseram que depois de muito tempo sem falar com alguém, qualquer raiva vira saudade pura. Não tenho medo de clichês: amor realmente não basta quando duas pessoas vivem momentos diferentes. Quando o amor é de primeira, e no olhar as almas se encontram e se amam, o amor pode ser extremamente bonito, mas também frágil demais. E mais uma vez sendo comum, lhe digo que sentimentos delicados são como cristais. E, portanto, digo também que há vasos que precisam ser tratados com extrema delicadeza. E palavras rudes são tombos altos. A decepção condicionaliza o amor, que, para ser amor, há de ser incondicional. Ainda que as almas saibam que o amor é de verdade, as pessoas precisam conhecer profundamente o caráter da outra para não precisar ficar segurando o vaso o tempo inteiro. Nos amávamos, não tenho dúvidas. E, por isso - somente e o bastante - não tivemos medo de deixar o vaso sobre a mesa. E hoje quando eu olho os cacos, um deles é a janela do ônibus pela qual eu vi um sorriso que me lembrou o seu. E me deu saudades. E mais do que lembrar dos passeios que não chegaram a acontecer, as comidinhas gostosas e os desenhos que não fizemos, os seus casos de amor que você não me contou, as alegrias e as tristezas que não aumentaram ou diminuíram ao dividirmos, mais que tudo isso eu olho para os cacos e lembro de tudo que está em cada um deles. Tudo o que aconteceu e fez de mim uma pessoa melhor. Porque a alma ainda ama. Se eu tivesse cola, eu juro que tentava colar. ainda que não fosse nunca ficar igual.

Não, eu não me importo com o que vão pensar de mim.
E não falo da boca pra fora.
É que com o passar dos anos, aprendi que agradar a minha consciência é mais importante do que agradar aos outros.