Se eu Tivesse Asas
A mesa é convite, não barreira.
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mateus 11:28)
Ninguém é excluído do convite — a graça se estende a todos.
"Eu não oro para que Deus faça a minha vontade. Claro que ficaria feliz se Ele me atendesse no que penso desejar, mas minha oração é para que a vontade dEle se cumpra em mim. Oro com gratidão e peço sempre a Sua misericórdia."
Não somos fruto do acaso, mas da escolha de Deus.
“Antes que Eu te formasse no ventre, Eu te conheci; e antes que saísses da madre, te santifiquei.”
(Jeremias 1:5)
“Você não é um acaso. Você nasceu porque Deus sonhou com você e te escolheu para viver os planos d’Ele.”
"Eu não sou a minha fonte. Tudo o que tenho, tudo o que sou e tudo o que alcanço vem do Senhor.
Nada em mim é autossuficiente;
minha força, meu sustento e minha vitória têm um único nome: Jesus Cristo.
Ele é o Dono de tudo, e eu sou apenas o vaso que carrega a graça que d’Ele transborda."
Se eu não sei quem sou de verdade, quem é esse “eu” que responde quando me chamam?
Talvez essa seja a pergunta que passamos a vida inteira evitando responder.
Recebemos um nome antes de descobrir uma identidade. Herdamos crenças antes de desenvolver consciência. Aprendemos a representar papéis antes mesmo de conhecer o autor da própria história.
Passamos tanto tempo tentando ser alguém que nos esquecemos de descobrir quem somos.
Chamamos isso de personalidade.
Mas, e se personalidade for apenas a máscara que a sociedade aplaudiu até você acreditar que era o seu rosto?
O espelho nunca revelou você. Apenas refletiu sua aparência. A consciência, porém, revela aquilo que nenhuma imagem suporta mostrar.
Quem é você quando não há plateia?
Quem é você quando todas as expectativas morrem?
Quem é você quando o silêncio começa a fazer perguntas?
Talvez o maior erro da humanidade tenha sido procurar identidade no mundo, quando ela sempre esteve escondida no interior. Procuramos reconhecimento sem antes nos reconhecermos. Queremos ser vistos sem nunca termos nos enxergado.
É estranho…
Passamos a vida dizendo “eu penso”, sem perceber que boa parte dos nossos pensamentos nunca nasceu em nós.
Dizemos “eu quero”, sem saber quem escolheu os desejos que chamamos de nossos.
Defendemos opiniões que nunca examinamos.
Vivemos histórias que nunca escrevemos.
Se a mente mente, quantas das suas certezas são apenas mentiras bem organizadas?
Talvez você nunca tenha perdido a si mesmo.
Talvez nunca tenha se encontrado.
Existe uma enorme diferença.
Perder pressupõe possuir.
Como perder aquilo que nunca conhecemos?
Eis o paradoxo: passamos a vida procurando o sentido da existência, enquanto ignoramos a existência de quem procura.
Queremos descobrir o propósito da vida antes de descobrir quem está vivendo.
Talvez seja por isso que tantos chegam ao fim da caminhada sem jamais terem partido.
Respiraram.
Trabalharam.
Consumiram.
Envelheceram.
Mas nunca nasceram para si mesmos.
A maior distância não separa dois lugares.
Separa a pessoa da própria consciência.
E talvez a pergunta mais importante da vida nunca tenha sido:
“Quem sou eu?”
Mas sim:
“Quem ficou em meu lugar durante todo esse tempo?”
Carlos Eduardo Balcarse
11/06/2026
Anime
Menina: "Às vezes eu fico desanimada... Será que eu consigo?"
Menino: "Consegue, sim! A motivação nos empurra, nos enche de coragem e nos deixa animados para continuar. Mas é a ação que transforma os sonhos em realidade. Nunca desista de acreditar em você! Ah, e se você gosta de mensagens como essa, siga o Henrique Bertulino. O conteúdo dele inspira e motiva muitas pessoas todos os dias! Sempre esteja bem acompanhado de pessoas que incentivam você a crescer, acreditar em si mesmo e nunca desistir dos seus sonhos.
Ele acreditava que o amor era o corpo. E eu acreditava que o corpo era o começo.
Mas o meu amor, meu amor era a fresta. Aquela coisa que não se vê, que não se toca, que só se sente quando o silêncio se senta entre a gente e olha para nós. E ele, coitado, não entendia o silêncio. Ele o preenchia com a mão, com a boca, com o peso da presença.
Mas a presença dele, quando não tem a alma dentro, é um buraco. E eu caía. Toda vez. Ele me segurava, mas eu continuava caindo. Porque ele segurava a minha mão, e a mão segura o corpo, mas a queda... a queda ela segura a alma.
E ele não sabia segurar almas.
Eu queria lhe dizer: "Você está aqui, mas o seu isso não está aqui." E quando eu falava, ele me olhava como quem olha para o mar: achando bonito, mas sem entrar. E eu queria que ele entrasse, que afogasse um pouco, que sentisse o gosto do sal nos lábios.
Em vez disso, ele me tirava da água. E dizia: "Você está segura."
Mas eu não queria segurança. Eu queria o risco. Queria que ele se perdesse em mim para que eu pudesse, enfim, me achar.
Ele faz café, ele faz amor, ele faz planos. Mas fazer não é ser. E eu sou a coisa que não se faz. Eu sou a coisa que simplesmente é. E o que é, não cabe em xícara, nem em abraço, nem em projeto. O que é, só cabe no olho nu e na palavra atravessada.
E ele não atravessa palavras. Ele as resolve.
Como se o amor fosse uma conta a pagar.
... coisas sobre Ela e Ele
Eu sou um homem de cordas. Sei amarrar, sei segurar, sei salvar, sei puxar alguém do abismo.
Mas ela não queria ser salva do abismo. Ela queria que eu saltasse com ela.
E eu não sei saltar para o vazio.
Eu faço café, faço amor, faço planos. Porque o plano é a corda. O amor é a corda. O café é a corda. Eu me seguro em tudo o que faço para não sentir o que não sei nomear.
Ela me olha com uns olhos que pedem a coisa que não tem corda. A coisa que não tem segurança. A coisa que me desamarra. E eu tenho medo de me desamarrar, porque se eu me desamarrar, quem vai segurar o mundo?
Mas o que eu não conto a ela, e que me dói, é que o mundo, para ela, já está caindo. E eu só finjo que seguro.
Porque o que ela quer, o que ela quer é que eu seja a queda. Que eu despenque com ela. Que eu grite no vazio com ela.
Mas eu não sei gritar. Eu aprendi a engolir o grito. A transformar o grito em músculo, em ação, em estrada.
Ela quer o meu nome inteiro. E eu só sei dar o meu sobrenome. Ela quer o meu coração aberto. E eu só sei dar a minha mão fechada.
Ela diz que estou longe quando estou perto. E ela tem razão. A minha distância não é física. É a distância de um homem que aprendeu que olhar para dentro é olhar para a morte.
E eu estou com medo de morrer enquanto ainda estou vivo.
... coisas sobre Ele e Ela
Não foi o mundo que mudou,
fui eu que cansei de me moldar.
Cansei de aceitar o que me fere
como se fosse normal suportar.
Não ao silêncio imposto,
não ao medo que me limita,
não às versões de mim
que nunca foram escolhidas.
Eu me refaço em cada passo,
me reconheço no que sinto,
e já não peço permissão
para existir do meu jeito.
Porque depois de tanto me perder
tentando caber em tudo,
eu finalmente entendi:
Quem decide agora sou eu.
Helaine Machado
Me fechei, me guardei,
me tornei abrigo de dores caladas,
enquanto o mundo seguia alto
e eu… cada vez mais apagada.
Helaine Machado
Deixa eu morrer…
só por um instante de silêncio,
onde o mundo não me cobre,
onde a dor não grite meu nome.
Quando eu virar um anjo,
não será fuga — será encontro.
Deixarei no chão as dores que me pesaram
e vestirei leveza feita de eternidade.
Helaine machado
A lua me disse… e eu vou ouvir
Que o amor que é verdadeiro sempre vai florir
E se for pra sofrer, que seja assim
Melhor te amar… do que não sentir
Helaine machado
O vento levou o que eu não falei
Mas trouxe de volta tudo que amei
E mesmo sem ter você por perto
Meu peito ainda chama por algo certo.
Helaine Machado
Se foi pra voltar, por que me deixou?
Se era pra ser, por que terminou?
Mas mesmo assim eu não sei negar
Tem algo em mim que ainda quer ficar
Helaine machado
Cansei de tentar ser forte o tempo inteiro
De esconder no peito tudo que eu sinto primeiro
Cansei de sorrir quando queria chorar
De fingir que nada em mim quer desabar
Helaine machado
