Se eu Pudesse Nascer Novamente eu

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É estranho precisar conhecer novamente quem um dia conheceu até os nossos silêncios!

"lutem e lutem novamente, até cordeiros virarem leões"
(Do Filme Robin Hood versão 2010)

Eu queria que minhas olheiras servissem pra chamar atenção de alguém novamente

Todo mundo se rende ao ego
Minhas mãos estão decepadas, não posso ser bom novamente

⁠Ame
com todas tuas forças
e depois de exaurido(a)
dispõe-te novamente
a amar.

Não confie em gente dissimulada, traiçoeira e sem caráter! Entendeu?
- Leia novamente.

Estou aprendendo a ser sozinha, novamente andar e observar o mundo só. Não é algo que eu goste, é uma condição de quem nasceu para pensar por varias vidas, que não seja a própria.

"Quem se vai a dor morre junto, mas quem fica a dor é renascida novamente como uma maldição que é lançada a quem está próximo demais"


Marcos Coelho.

Quem fixa os olhos na verdade encontra pés para caminhar novamente.

"Peter nunca deixou de ama-la, mas escolheu quem não pôde ama-lo novamente."

Hoje, na madrugada de um sábado, às 1h da manhã, me peguei pensando novamente. Com um pouco de sono, dor de cabeça e uma vontade imensa de ingerir álcool para ver se o turbilhão de pensamentos pode se tornar apenas um sonho.
Não me vejo como uma pessoa triste ou depressiva. Sou apenas um rapaz feliz, amoroso e extremamente chato durante o dia. Porém, acredito eu que a madrugada — não sei, talvez o silêncio — me traz algo interno, algo que tento enterrar com meu ego, minhas ações, meu ser, ou não sei.
Eu penso: caramba, que interessante. Aos olhos das pessoas, pareço ser um cara tão normal, até gente fina para alguns, mas, por dentro, lá no fundo do subconsciente, sou uma pessoa má e perversa.
Acho que talvez, de alguma maneira, isso possa transparecer às vezes, mas eu realmente não sei.
Tenho tanto medo de realmente transparecer os meus piores pensamentos que não consigo fazer isso nem escrevendo para mim mesmo. É incrível.
Mas, enfim, voltando ao teor do tema tratado, uma madrugada consegue ser extremamente complexa para mim. Que loucura.
Eu também me peguei pensando em algo interessante. Acho que eu não realmente, ou necessariamente eu... Para ser sincero comigo mesmo, acredito que tudo o que sou — isso incluindo vestimentas, atitudes, relacionamentos com as pessoas, estilo, vivências e os caralhos —, acho que tudo isso que construí até o ápice dos meus 21 anos é uma forma de me manter mais sociável, sei lá, mais amável, mais namorável, mais confiável, mais alguma coisa com “ável”. Eu não sei se realmente tenho que me tratar, ou procurar ser alguma coisa que ainda não sei se sou.
Mas acho que aquilo que sou hoje em dia realmente não sou eu. Talvez eu seja uma pessoa mais ruim, mais fria, mais cara fechada. Ou então uma pessoa fria demais para quem amo e quente demais para quem não amo.
Não sei.
Realmente, é uma madrugada complexa.

O Eco dos Anos


No limiar da meia-noite, o calendário curva-se novamente,
dissolvendo um ano em fumaça fina que escapa entre os dedos.
Não é o tempo que foge; é o eco que persiste.
Gestos repetidos como versos de poema gasto,
pensamentos sulcados na alma,
conversas nascidas velhas, pesadas pelo não dito.


Somos espelhos rachados.
Nelas reflete o mesmo espírito:
felicidade oca em dias cinzentos,
palavra de dicionário que evade a pele.
Buscamos reflexos polidos, amores distantes,
palavras que enchem o silêncio sem tocá-lo.


Num descuido ou graça súbita,
abrimos a porta da casa interior.
Ali, o caos negado: silêncios empilhados como móveis quebrados,
sorrisos mofados no escuro,
danças paradas no meio do giro.


As máscaras fundiram-se à carne.
Não sabemos onde acaba a encenação
e começa o real.
Avarentos com o coração, sabotamo-lo
por uma longevidade ilusória,
adiando o encontro essencial
como se a morte negociasse prazos.


Vivemos à espera — do fim do dia, do brinde vazio,
da distração que cala a voz insistente:
a vida não avisa o fim.


Quando a poeira baixa,
o novo ciclo surge não como promessa,
mas pergunta austera:
será possível, num lampejo lúcido,
acolher os cômodos vazios da alma?


Nesta virada, dispense jantares fartos e sorrisos falsos.
Chame-me apenas — para saber se estou bem.
Chame para a reciprocidade nua,
para aprender, devagar, empatia, generosidade, resiliência —
e as palavras que brotam no caminho, sem performance.


Voltemos ao templo que somos:
casa de sentimentos em pedra antiga e luz trêmula.
Com mãos lentas, sem julgamento,
varramos o ressentimento cristalizado,
lavamos janelas embaçadas,
deixamos o vento renovar.


Que nossas verdades ecoem no outro,
vulnerabilidade vire ponte de mãos estendidas.
Não reerga o edifício todo.
Entreabra uma janela,
deixe a luz cortar a poeira,
lembre: dançar é possível
entre escombros, peito partido,
eco persistente.


Que o templo seja morada, não prisão.
Ao limpá-lo, na poeira e luz tímida,
encontremos o espaço onde a reciprocidade inspire


Que os anos traga não felicidade premiada,
mas honestidade à criatura teimosa
que, apesar de tudo, escolhe estar...


Ysrael Soler

⁠Eu me rasgo por inteiro
Faço tudo, mas vem novamente
Eu mergulho na mirra ardente
Mas peço que Tua presença aumente

Você pensa que é fácil eu poder te ver novamente e não te abraçar? Lhe dizer o quanto eu te amo, o quanto é especial para mim? Todas as noites deito, desejando que quando eu acorde toda dor da noite passada passará, Mas não. Ela prevalece e parece que aumenta a cada dia chega, chega de você me puxar quando estou disposta a voar.
K.B

Cada geração recebe instituições jurídicas e possui o dever de submetê-las novamente à razão.

DAS PRENDAS DO LAR.


AS VISITAS SEMPRE QUEREM VOLTAR NOVAMENTE PARA O DELICIOSO PUDIM DE LEITE.

"Deus, não me tire do poço antes que eu esteja preparado para não cair novamente."

“A memória pode devolver uma informação sem devolver a verdade”

Evocar é trazer novamente à consciência aquilo que foi aprendido, vivido, ouvido ou armazenado. Mas recordar alguma coisa não significa que ela esteja correta, que sua origem seja confiável ou que mereça orientar uma decisão.

Talvez esteja aí uma diferença fundamental entre memória e discernimento.

A memória recupera. O discernimento examina.

Uma informação pode ser facilmente evocada justamente porque foi repetida muitas vezes. Pode parecer verdadeira porque se tornou familiar. Pode produzir convicção sem possuir evidência suficiente.

Por isso, educar não deveria significar apenas ensinar alguém a aprender e depois recordar. Existe uma etapa posterior, mais difícil: ensinar a mente a interrogar aquilo que ela própria recuperou.

O que estou lembrando? De onde isso veio? Continua válido? Existem evidências? Estou recuperando um conhecimento ou apenas repetindo uma crença?

Evocar torna uma informação disponível.

Discernir é decidir quanta autoridade essa informação merece.

Talvez uma das grandes tarefas da educação contemporânea não seja apenas formar pessoas capazes de lembrar, mas pessoas capazes de desconfiar, investigar e avaliar aquilo de que se lembram.

Porque uma memória eficiente pode recuperar conhecimento.

Mas também pode recuperar o erro.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Autor e Pesquisador

Ninguém deveria ser tão magoado a ponto de temer amar novamente.

⁠Eles se apaixonam novamente e mais que antes, todas às vezes, que tentam se afastar.