Se eu Pudesse Nascer Novamente eu
Quando faltar força, ajoelhe-se. Deus renova a alma cansada, acalma o coração aflito e faz nascer esperança onde antes existia tristeza. Ele jamais abandona quem confia.
O extraordinário é, na verdade, o futuro que não encontra espaço para nascer porque o nosso "hoje " está lotado de "ontens".
Nascer o dia é o sinal do universo de que a história continua. Renovam-se os olhares, multiplicam-se as chances.
E se o futuro não nascer do silêncio, mas da coragem de romper com ele? De que vale semear em segredo, se o medo enterra as próprias raízes? Talvez o destino não floresça apenas no que ocultamos, mas naquilo que ousamos revelar ao mundo.
"Quantas vezes ainda vou amanhecer? Não sei. Já vi o sol nascer milhares de vezes sem contar nenhuma delas. Hoje penso que talvez o tempo não passe; talvez ele fique parado, silencioso, esperando que nós passemos por ele. E enquanto passamos, colecionamos amanheceres que um dia se tornam lembranças."
Permitir-se sentir é correr o risco de perder a forma antiga, para, no fim das contas, nascer de novo com um espaço muito maior para caber dentro de si.
_Enzo Ruchell_
A Grande Pintura
Há noites em que a terra se cala
para o tempo ver o traço nascer.
Não é qualquer escultura que se faz:
há almas moldadas para florescer.
Mistura-se o sopro de uma luz antiga
ao barro macio de um chão sagrado;
desenha-se a curva, a força e a pausa,
num gesto paciente e demorado.
O olhar carrega o tom das manhãs,
o passo guarda o peso da terra;
é a criação que se fez poesia,
sem o alarde que a vida carrega.
Assim se revela quem traz no peito
o cuidado do mestre que a desenhou:
uma presença que apenas existe,
e abençoa o mundo por onde passou.
" O julgamento estéril costuma nascer da distância. Observamos os outros sem conhecer suas batalhas silenciosas. " Criticamos suas quedas sem compreender os precipícios que enfrentaram. Entretanto, a experiência ensina uma verdade que o mero raciocínio abstrato dificilmente alcança. Toda alma carrega dores invisíveis e necessidades que raramente se revelam à superfície. "
Senhor Jesus, transforma os passos daqueles que hoje praticam o mal, fazendo nascer neles uma vontade inabalável de fazer a coisa certa e praticar a bondade todos os dias, amém.
Eles eram versos de poemas diferentes, até que o amor os leu juntos na mesma linha e fez nascer a rima perfeita.
A FLOR NASCE ONDE NADA DEVERIA NASCER.
CAP. XXII.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 2025.
A flor nasce onde nada deveria nascer. Não por milagre, mas por insistência ontológica. O deserto não a acolhe, não a protege, não a celebra. Ainda assim ela surge, portando em si uma dor que não reclama e uma beleza que não pede testemunhas. Sua raiz aprende cedo que viver é beber da escassez e transformar a aridez em seiva lenta. Essa flor não ignora o sofrimento. Ela o conhece intimamente e por isso floresce com gravidade.
O filósofo aproxima-se com o passo de quem já atravessou muitas ideias e poucos silêncios. Catedrático do pensamento, erudito da linguagem, traz nos olhos o cansaço de quem compreendeu demais e ainda assim não encontrou repouso. Ele observa a flor não como botânico, mas como consciência ferida. Reconhece nela aquilo que sempre buscou formular. A dor que não se justifica. A beleza que não consola. A permanência que não promete recompensa.
A flor bebe do deserto sem pedir permissão. Cada gota é extraída do nada. Cada pétala sustenta um equilíbrio improvável entre o colapso e a forma. Nela a dor não é acidente. É condição. E exatamente por isso é sublime. O filósofo compreende que toda construção interior digna nasce dessa mesma lógica. Não do excesso, mas da falta sustentada com lucidez.
Quando ele se inclina, não é para colher. É para aprender. A flor não oferece respostas, mas oferece água. Não água abundante, mas suficiente. O suficiente para que o pensamento não morra de sede. Ao beber, o filósofo percebe que também dá de beber. Sua atenção, seu silêncio, sua presença devolvem à flor aquilo que ela jamais pediu, reconhecimento. Entre ambos estabelece-se uma ética muda. A flor ensina a permanecer. O filósofo aprende a não exigir sentido imediato.
Ao íntimo esse encontro revela uma verdade incômoda. O espírito amadurece não quando elimina a dor, mas quando aprende a sustentá-la sem deformá-la. A flor não nega o deserto. O filósofo não nega sua fadiga. Ambos coexistem com o limite. Essa coexistência é o que permite que algo permaneça vivo sem se iludir.
Há algo de profundamente lúgubre nesse cenário. Não há redenção visível. Não há promessa de chuva. Apenas a continuidade austera de existir. Ainda assim, há dignidade. A flor não se curva. O filósofo não se desespera. Entre eles circula uma compreensão silenciosa. A dor pode ser morada. A aridez pode ensinar. O pensamento pode beber sem se embriagar.
E assim, no coração do deserto, a flor segue aberta não para ser vista, mas para ser verdadeira. O filósofo afasta-se transformado não por esperança, mas por clareza. Ambos permanecem. Um enraizado. Outro caminhante. Unidos por uma dor que não pede piedade e por uma beleza que não se explica, apenas se sustenta.
O céu não precisa de sol pra nascer o dia,
nem da lua pra trazer calmaria.
Porque a luz que lá existe não é criação
é o próprio Deus em manifestação.
miriamleal
De joelhos eu Te peço: Purifica o meu interior, Pois Tua graça derruba o homem velho E faz nascer um servo cheio de amor.
Quebra o meu orgulho e faz-me olhar pra cruz, Onde o Teu amor venceu a minha escuridão, Tira a dureza do meu coração, E ensina-me a viver o Teu perdão. miriamleal
