Se eu Fosse se Namorado
Se tudo fosse como eu desejo,
Não teria experiência das lutas
Nem aprenderia com derrotas,
E jamais derramaria lágrimas
Por uma vitória.
Eu por exemplo: Queria que o mundo fosse rosa com um fundinho de azul anil bem leve como uma brisa. Pra colorir a parte escura da vida.
Há um lugar em mim onde o místico me segreda e a razão me degreda, como se eu fosse o desbravador de mim mesmo!
Eu também já tive treze anos e gostei de alguém. Também achei que o mundo fosse acabar se eu não ficasse com tal guria, e que eu nunca mais ia conseguir gostar de tanto de alguém quanto eu gostava dela. Acho que quanto mais novo, tu é mais inocente e mais iludido com essas coisas.
TUDO O Q RECUSA O DISPÊNDIO DA FALA
Eu qria desenhar para ti 1 poema: 1 poema q fosse como o tronco d uma árvore onde posassem as aves azuis da tua voz, 1 poema q me disse em quantos ninhos se esconde o calor da tua alma, em quantos rios se escoa a hipótese do nosso encontro 1 poema q andasse os teus passos d tigre dançando à luz do vento as tuas ancas d lua em 4-crescent a água lisa d noit q dorme no teu ventre e te falasse tdo o q recusa o dispêndio da fala nem mesmo est poema jamais pod fazer ancotecer.
Que beleza, se fosse terminantemente extinta aquela horrível e absurda ideia de que eu resolvo o meu problema, mesmo que para isso eu crie um problema para o outro?.
O que eu mais quero é que o amanhã seja amanhã, e que todos vivam esse dia como se fosse o hoje. O amanhã é o hoje do futuro.
Sempre que adiciono Música aos meus dias mais nublados, sinto como se não fosse eu que a ouvisse, mas como se ela pudesse me ouvir. Sinto-me bem acompanhada.
Eu erro apenas porque a vida erra comigo. Se ela me fosse certa, eu seria com ela. É por isso que digo que meus erros são propositais. Penso que eu brinco com a vida, assim como ela brinca comigo...
Pensei três vezes no que eu seria se não fosse humano, descobri que a humanidade é um ensaio falhado.
se eu fosse a premissa maior e tu a premissa menor fariamos uma junção de nós pra extrair uma conclusão que se chamaria amor,porque oque sinto por ti somente ele sabe e mais ninguém!
Se eu tivesse nascido em berço de ouro, talvez, a minha mente fosse outra. No entanto me satisfaço com a consciência que tenho da vida e de tudo que provem dela. Assim vejo que nem tudo são flores...
Posso não ser aquilo que queriam que eu fosse, mas sou aquilo que eu quero ser, e é entre esses espaços e linhas que você entrou em minha vida e a bagunçou. Mas quer saber de uma coisa? É uma bagunça boa! É nesse teu sorriso que eu me apego, é nos teus olhos que eu me encanto é ao teu lado que está a minha felicidade e é contigo que os meu momentos deixam de ser só meus e passam a ser nossos!
Eu até gostaria que fosse menos, mas o fato é que já faz seis anos. Na época, eu cursava jornalismo na UCPel, e tinha um mundo inteiro para descobrir (sempre se tem, não é mesmo?). Minha vontade era clara: queria trabalhar com jornalismo escrito e fugia do assunto quando me diziam que eu tinha que ir para a televisão, como âncora de algum telejornal. Sempre gostei das palavras e de como elas informam com liberdade. Acho que ler para saber é sempre mais livre e rico do que ouvir ou do que ver. E talvez essa ideia venha desde o tempo da escola, quando a professora chegava, escrevia um fatídico primeiro parágrafo no quadro e terminava com insuportáveis reticências. E a turma ainda tinha que ouvir: - “Sejam o mais criativos possível!”. Eu sentia uma frustração terrível quando percebia que a minha criação só começava depois dos três pontinhos. Hoje escolho as palavras com a cerimônia de quem escolhe feijões na mesa da cozinha. Liberdade caça jeito, já dizia o poeta.
Mas agora é totalmente diferente. Não estou na faculdade, muito menos na escola, estou pedindo licença para retornar, para retomar o que eu deixei quando parti de Pelotas.
Enquanto cursava a faculdade, mandava textos para este jornal e, para a minha surpresa, depois de um tempo insistindo, eles foram publicados. E era uma felicidade imensa poder "me ler" no jornal da cidade. Era uma sensação de ganhar outros que compartilhassem ideias, um anonimato da imagem. Ser esmiuçada em palavras sempre me envaideceu mais do que comprar um vestido de festa.
Na adolescência, tive a oportunidade de deixar o Sul para desbravar outras fronteiras. E como nessa época, geralmente, a gente acredita que precisa sair do lugar para ir mais longe, eu aceitei.
Fui me despedindo aos poucos de cada pessoa que era importante para mim. Quando partimos, nunca sabemos quando (e se) um dia voltaremos. Faz parte da poesia de ir embora, fantasiar um voo sem trégua.
E nunca esqueço quando o jornalista Clayr Rochefort, então diretor de redação deste periódico, me desejando tudo de melhor, mas quase como quem exige uma promessa, recomendou: “Só não deixe de escrever!”
Noite dessas, no meio de um aniversário, recebo a ligação da minha mãe. Achei um canto onde eu pudesse ouvi-la e ela disse que seria breve. Queria apenas me contar que, reformando a casa, teve que desmontar um armário e, numa caixinha, encontrou meus primeiros brinquedos de infância, a roupinha que eu usei com apenas 24 horas de vida, ao sair do hospital, o primeiro lençol da minha cama de “adulto”. Quando minha voz falhou, coloquei a culpa na telefonia. Não seria fácil justificar algumas lágrimas de saudade numa noite de festa. Mais difícil ainda seria conseguir estancá-las. Saudade das origens é um tipo que não tem cura.
Mesmo que algum tempo tenha passado, eu continuei a escrever e hoje, com grande alegria, anuncio a minha frequência a ser debulhada nessas páginas tão familiares.
É que mesmo que a gente voe pelo mundo, encontre outras línguas, outras culturas, outros cheiros e amores, sempre fica num armário guardado, na cidade que nos embalou a meninice, bastante do que fomos. E, principalmente, aqueles que continuam nos vendo com os mesmos olhos de antes. Raízes, rio que sempre corre, mesmo quando a chuva estia, obrigada por terem me deixado ir e, sobretudo, por terem me lembrado de voltar.
Publicado pelo Diário Popular de Pelotas.
DEUS CURE MEU CORAÇÃO
PAI, já houve um tempo em que seu fosse te pedir algo grande... eu, por ser tão descrente em meus semelhantes e em mim mesmo, te pediria que olhasse para seu mundo… esse mundo que nos deu de presente e a cada dia estamos só te decepcionando em tudo… olhasse bem para ele e o visse como uma gigantesca Babilônia e simplesmente o apagasse como se nunca o tivesse criado… mas tu sabes que sou fraco por pensar assim… e se não o fez até hoje é porque ainda acredita em teus filhos... por isso hoje eu penso muito diferente, e se posso pedir alguma coisa só te peço que apague tudo o que não é bom em nossos corações... pois, se ainda há esperança, faça com que sejamos mais compreensivos com nossos semelhantes, fazendo que olhemos uns para os outros sem maldades, sem ambições… com os olhos cheios de amor como tu nos olhas sempre... psiu!! Pai, por favor, comece por mim...
