Se eu Fosse se Namorado
Quem sou eu? Sulcos imperfeitos. Talvez seja essa uma boa definição, já que ,quando trata-se de mim, precisão é utopia.
Eu gosto de muros, protegem e dão sombra. Convido o grafiteiro para escrever em cores Alberto Caeiro: "Sou alheio ao espetáculo que vejo..."
(Escrita ao som de You and me - Life House.)
Eu estava pensando, o tempo é um mocinho ou um bandido? Quando estou passando por algo ruim, eu sempre penso: "Isso vai passar. Tudo passa.". Então eu vejo, é, o tempo é algo bom. Mas quando olho as coisas que ele levou, que não voltarão mais, coisas boas! Quando eu olho a beleza de alguém desaparecer por causa do tempo, levando dela o semblante e a graça, eu vejo o bandido que existe por trás desse - muitas vezes - "herói". O tempo é bipolar. Ele faz bem, ele faz mal. Ele leva. Coisas boas e ruins, ele leva tudo! Nada fica, nada é eterno.
Mar em ressaca ou Mergulho em MIM.
Eu não sei ser maré baixa. Não sei ser RASA, ser pouca água. EU SOU turbilhão... vulcão... cachoeira... por isso se não tiver muita água, prefiro nem ir a praia.
A vida acontece num tempo diferente do tempo do meu egoísmo. Aceitar isso é sabedoria.
O tempo tem sua própria duração, independente de mim.
O tempo é uma ilusão da existência material.
Mergulhei em mim, entrei em minhas fragilidades. Era um território estranho, conhecido, mas disfarçado.
Logo de cara vi minha Hipocrisia. Sempre tão discreta, tão velada. Andava se esquivando, se escondendo em mim, como se devesse algo a mim mesma!
Conheci meus Preconceitos. Exclamei:
- Vocês por aqui? Achei que já não faziam mais parte de mim!
Eles, sempre orgulhosos, responderam:
- Ah! Já somos enraizados. Temos essa boa desculpa conformista pra existirmos em você.
Tomei um susto quando encontrei minha Vaidade. Parecia um Pavão dançando. Parecia uma Sereia, perdida no egoísmo de seus próprios cabelos.
Sempre tive uma relação curiosa com minha Vaidade. Ela sempre me deixou Vulnerável. Minha Vaidade é burra, me Vende por pouco. Às Vezes por um elogio, que nem precisa ser sincero. Achei melhor nem falar com ela.
Reconheci as velhas amigas: teimosia, preguiça, determinação...
- Ola! Vocês tão sempre por aqui, né? – cumprimentei com um aceno de mão.
Dei uma espiadela na minha ignorância. Para variar ela estava preocupada com algum detalhe desprezível e nem me viu passar.
Onde estava minha parte sã? Será que ela fica separada do resto pra não contaminar? O que fazer com tudo aquilo que era tão feio, mas era tão “EU”?
A Lispector sempre me tranqüilizava com o GH que diz que nossos defeitos são colunas que sustentam nosso existir. Lindo, poético, confortante... Mas naquele mergulho, nem Clarisse me acalmou.
Porque, defeitos? Não somos imagem/semelhança de algo maior? ...
Esses papos complexos sempre me despertam a fome.
Foi ai que eu encontrei a Gula:
- Olá! A senhora anda sumida hein? Aconteceu alguma coisa? Deu uma emagrecida... Ta mais bonita!
Ela nem me respondeu. Tava meio magoada com essa nova fase da minha vida. Mas ela é tinhosa, tinha certeza que poderia voltar a correr nos campos de meu descontrole.
Às vezes desconfio que a Gula, a Compulsão e a Ansiedade, (primas inseparáveis) andam aprontando alguma coisa em surdina. Estavam muito quietas.
Tenho medo de qualquer silêncio.
[Pausa Dramática]
Somos feitos só de virtudes! Os defeitos nascem do uso exagerado de algumas qualidades: Minha ótima memória usada ao extremo me faz rancorosa. E minha determinação, quando cega, me faz teimosa.
Tenho tanto medo de meus impulsos. Preciso aprender a respirar... Minha consciência precisa de AR pra funcionar (salve Osho). Antes de deixar o impulso explodir, preciso levar ar pra minha consciência agir!
Quero a plenitude duradoura!
“Domesticamos passo a passo os “demônios” que nos habitam, sem recalcá-los, sem cortar-lhes os chifres, mas controlando-os e canalizando essa energia poderosa para nosso crescimento... até que nossa parte sã cure nossa parte doentia”
Sabia que Leonardo Boff seria capaz de codificar isso.
Dosar Conscientemente meus defeitos.
Domar conscientemente minha impulsividade.
Achar o tal do equilíbrio!
As Borboletas da Esperança
Quando eu não mais acreditar em meus sonhos,
Hei de me lembrar das borboletas...
Voando sobre um jardim de rosas e violotas.
Querendo dizer que meus sonhos ultrapassam
barreiras, chegando a um certo limite, chamado
esperança...
Sendo este, como uma borboleta, voando e
pairando em cada flor, nada mais do que faz
todos os dias, mas aos meus olhos tem a
perfeita beleza... Mas um dia a sua beleza
já foi uma esperança... A esperança de ser algo
melhor... E esta, se tornou um sonho e o sonho
se concretizou, e os mesmos olhos que um dia
as repudiou, hoje as adimiram e as tem como
esperança para si...
Eu queria ser...
a parceira de suas alegrias
O ombro de suas tristezas
E a razão de sua saudade.
O motivo de cada sorriso
Do mundo,voce é meu grande amor.
És poema que nunca foi lido
O sonho que jamais quero acordar
Do amor, o próprio cupido
Minha vida, o meu sol, o meu ar.
Se eu tivesse e o dom da poesia
Para em uma só palavra
Descrever o amor
Este nome o seu seria
E eu o faria, em verso Como faz o trovador.
Mas como na poesia não posso
me apoiar, apenas duas frases queria falar
"Eu te amo",
"E nunca deixarei de te amar "
mesmo sem você acreditar
Você é o sonho que eu não quero
acordar.
Quando mergulhei no fundo do seu negro olhar, eu vi a plenitude do seu ser, consegui ver a beleza da sua alma e a doçura do seu coração.
Eu pensava que finalmente estava estável, engano meu. Quando achava que tudo estava certo, vi tudo errado e novamente me perdi. Agora sei, nada é, tudo está... O que é hoje, não é amanhã, tudo sempre vai mudar. Cabe a mim, agora, me achar de novo e não deixar de acreditar que viver é isso, até porque, nenhum obstáculo posto em nossa vida é 'insuportável'. Enfrente as coisas com a graça de um palhaço, não com a tristeza de um perdedor.
Eu fico aqui procurando o sentido da vida e me guardo na incerteza de que a vida é exatamente o não fazer sentido
Procurar explicações nos embaça a visão de enxergar o que passa diante de nossas retinas
Perdemos tempo buscando explicações das quais, acho, que nunca a teremos.
O que é fazer sentido? Talvez nunca saibamos ou até mesmo fazer sentido é exatamente à procura incansável de fazê-lo
Sim, eu acredito em anjos. Anjos amáveis que descem ao mundo para cuidar de nós.
Se você tem um anjo como eu, cuide dele e faça com que ele nunca voe para longe de você, ame seu anjo para sempre, pois ele é o tesouro mais valioso do universo inteiro!
Eu fui uma menina apaixonada pelos seus carinhos, eu sou. Eu fui o seu passado mais recente, o seu amor mais duradouro. Eu fui sua magua mais ridicula, fui sua vida. Dói lembrar do passado, e te enxergar somente lá. Dói saber que meu presente não te tem, que o meu futuro não te vê. Dói saber que dei tudo por você, sem ao menos te conhecer. Eu fui, e sempre serei uma menina apaixonada pelos seus carinhos, a única que precisa do seu abrigo.
Eu tenho o necessário em minha alma para manter afastado qualquer mal, desejo ou qualquer distúrbio.
"E nada aconteceu. Eu meio que sabia onde as coisas iam dar – foi quase, mas não deram. Não deu. Não dei. Valeu a tentativa, o empenho, o interesse. Eu não estava prestando muita atenção, mas posso sentir em algum lugar aqui dentro de mim que foi bonito. A gente ainda vai se falar por aí, essa não é a conversa final."
Sempre que eu ouço aquela música...
Poderia ter dito todas as coisas que você gostaria de ouvir, poderia ter comprado aquela bala que você gosta e usado aquela blusinha lilás que você me comprou. Poderia ter guardado aquele porta-retrato com a nossa foto e não ter jogado fora aquelas flores (artificiais) que você trouxe com um pedido de desculpas. Eu poderia sim ter guardado as cartas, as fotos e aquele cobertor colorido que você sempre usava. Eu poderia ter tentado não ver os seus defeitos e aceitar suas declarações com um bilhete no meu criado mudo. Eu poderia ter ouvido sempre as mesmas músicas, visto sempre os mesmos programas e até comer no mesmo restaurante todos os dias. Mas eu escolhi o contrário. Escolhi ouvir as músicas que eu quero e assistir qualquer porcaria na TV; dormir com qualquer cobertor e usar a blusa que eu quiser. Escolhi não aceitar suas desculpas e rasgar todos os bilhetes e cartas.
Eu sei que escolhi bem. Escolhi a mim. Escolhi um tempo que sei que não será perdido; e, se for, será apenas por minha causa. Eu não vou te culpar pelas minhas escolhas, vou te agradecer por me mostrar que as pessoas não são sempre aquilo que esperamos e que não podemos nos entregar por completo a quem nos dá apenas a metade. E aprendi tanta coisa. Aprendi a escolher discos e usar as minhas próprias roupas pra dormir. Aprendi a amar a minha companhia e não confiar mais em elogios, acredito apenas no espelho.
Foi o melhor, foi o mais seguro. Nossas vidas estavam tão distantes, mesmo tão próximas... Nossos amigos tinham se perdido e nossas vontades nunca eram iguais. Eu pensava em nós e você pensava em apenas
você mesmo. Nunca te julguei, não desse jeito. Eu sempre acreditei que pudesse ser diferente. Sempre preferi acreditar que estava tudo perfeito (quando na verdade não estava). Foi necessário.
Guardei apenas uma foto. Daquele dia em que fomos ao parque e compramos bebidas, ficamos olhando para o céu e fazendo planos. E sabe por quê eu guardei? Porque quero lembrar todos os dias de não fazer planos nos quais eu não esteja incluída. Percebi que aqueles planos eram os seus, percebi que aquela era a sua vida e que eu estava perdida nela. Percebi que quero estar comigo antes de estar com alguém. Não corro mais riscos por confiar. Eu não confio mais. Em ninguém.
E guardei apenas uma música. Pra lembrar disso tudo e não me deixar repetir.
Às vezes, confiar demais em alguém é deixar de confiar em si mesma. Esperar demais de alguém, pode fazer você se decepcionar bastante e perder muito tempo. Nunca viva sua vida esperando que alguém que você goste faça tudo que você quer, porque isso nunca acontecerá. Em algum momento, você irá perceber que esses planos são impossíveis e que sentimentos mudam. Nunca corra o risco de perder você.
