Se eu Fosse Algum Rei

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Eu já vi Deus tirar homens do fundo do poço, e também já vi Deus saciar a sede de quem estava na beira do poço.

Talvez a única boa notícia que eu e você tenhamos hoje é que nossos familiares e parentes estão bem, pois o que se pode esperar de bondade em um mundo que rejeita o Filho de Deus?

Se aqueles que estão perto de você não o honram, eu, mesmo estando longe, o honrarei com alegria.

Se você me perguntasse qual foi o maior milagre que Jesus já realizou, eu lhe responderia que foi amar quem mais o feriu.

Orar por alguém é apertar as mãos dessa pessoa em espírito e dizer: 'Eu te ajudo.'

Eu sei caminhar sozinho, já caminhei sozinho, mas prefiro andar com meus irmãos, pois sozinho é mais perigoso.

« Compare o eu de hoje com o eu
de ontem. Se não mudou nada,
você só ficou mais velho. Não mais
homem. »

❝ *Diamante.*
É assim que o Céu te chama.
É assim que eu te vejo.
Minha esposa ❞

_“Senhor Jesus, eu Te amo. Obrigado pelos livramentos que me deste ao longo destes 39 anos de vida: livraste-me dos falsos amigos, dos homens maus e do meu antigo homem.
Enquanto eu viver, dedicarei minha vida à proclamação do Teu Nome. Te amo ❤️”_*

"Eu oro de madrugada." Isso não prova espiritualidade. Católicos rezam, muçulmanos também. Deus quer mais do que orações: quer obediência. "Obedecer é melhor do que sacrificar." (1 Samuel 15:22)

O mentiroso diz "Eu vou":
Mas os pés ficam.
Diz "Eu farei":
Mas as mãos mentem.
Fala com a boca,
Nega com a vida.

Se Deus é o Dono de tudo — e Ele é — então eu sou apenas um dos Seus mordomos.

E, como bom mordomo, cuido com amor e temor daquilo que Ele confiou às minhas mãos: você, minha esposa, filha do Altíssimo, princesa nesta terra e herdeira do Céu.

Daniel foi grande. Isaías foi gigante.
Mas Jeremias... ao olhar pra ele, eu digo: que homem tremendo.


#ParaDeusSejaAGlória

17 de julho de 2025
Hoje minha esposa me pediu, com tanto carinho, que eu lavasse os pés dela.
E eu não pude dizer não.
Nem todo homem tem o privilégio de servir uma princesa.
Eu tenho.

O mundo espiritual é real.


Se você vivesse 1 dia
do que eu vivo aqui,


seu joelho não
levantaria mais do chão.

Antes de resolver,
EU ORO.


Antes de reclamar,
EU ENTREGO.


Levo meus problemas a DEUS
em oração.


#DependênciaDeDeus

A vida não desmorona de uma vez. Ela se desgasta aos poucos.


No “depois eu resolvo”.
No “mais pra frente eu decido”.


É assim que o tempo perde o prazo.


E cada coisa que você empurra
para amanhã vai cobrar um preço depois.


A vida não muda com grandes discursos, ela muda no “agora eu faço”.

O meu eu de 1975

Tenho vários “eus” dentro de mim.

Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.

Mas existe um que é especial.

Ele nasceu em 1975.

Foi assim.

Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.

Havia outros vendedores esperando também.

Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.

Não estava exatamente olhando para ele.

Estava tentando ligá-lo.

E não conseguia.

Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.

Ele olhou para mim e disse:

— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.

Rimos.

Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.

Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.

Mas aquela conversa mudou a minha vida.

Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.

Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.

Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.

Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.

Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.

Marcamos.

Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.

Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.

Para explicar melhor, ele fez uma comparação:

— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.

Achei aquilo meio loucura.

Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.

Talvez eu já fosse assim naquela época.

Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.

Outras nascem como vento.

Eu nasci vento.

Não paro. Nunca.

Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.

A entrevista foi objetiva.

Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.

Comecei estudando o material técnico.

Pela manhã, lia e estudava.

À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.

Eram inúmeras.

A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.

A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.

Ali eu treinava todos os dias.

Montava as ferramentas.

Desmontava.

Subia nos postes.

Descia.

Montava novamente.

E começava tudo outra vez.

Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.

Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.

A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.

Agora seria de verdade.

Era junho de 1975.

A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.

As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.

Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.

Depois fomos para Curitiba, para a Copel.

Agora a tensão era de 230.000 volts.

Mais um mês de treinamento.

Na sequência, fomos para Paulo Afonso.

Ali o desafio era ainda maior.

A tensão da rede chegava a 500.000 volts.

Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.

Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.

Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.

Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.

Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.

Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.

Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.

Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.

Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.

Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.

Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.

Era uma profissão.

Era uma especialidade.

E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.

Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.

Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.

Eu já era casado.

E quase não parava em casa.

Vivia dentro de aviões.

Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.

Até que surgiu um convite irrecusável.

Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.

O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.

Aceitei.

Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.

Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.

Mas não havia outro jeito.

Fui admitido na nova empresa.

Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.

Parecia que começava uma nova etapa.

Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.

A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.

Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.

Pedi demissão.

E recomecei.

Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.

Ele só estava esperando ser atendido.

E, enquanto esperava, a vida apareceu.

Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.

O Cinema, a Sorveteria e o Banana Split

...e eu nem tive tempo de agradecer. Quem sabe um dia...

Em frente à pracinha havia um cinema: o Cine Rios.

Nos intervalos das “engraxadas” — eu era engraxate, ainda iniciante — ficava na porta do cinema, viajando naqueles painéis de fotografias de “mocinhos e bandidos”.

Eu gostava de ficar olhando para aquelas imagens e imaginando as histórias. Depois, ficava esperando a matinê de domingo, quando, então, aconteciam aquelas batalhas do bem contra o mal.

O mocinho bom sempre vencia.

No fim do filme, vinha a continuação dos seriados intermináveis, que sempre terminavam com algum suspense. Acho que era para a gente voltar no domingo seguinte.

Perto do cinema havia uma sorveteria.

A mais linda do mundo.

Pelo menos era a única que eu conhecia.

Nas paredes, ficavam expostos grandes desenhos dos sabores dos sorvetes. Eu passava um tempo enorme olhando para aqueles painéis e viajando naquelas imagens.

O meu preferido era o banana split.

Eu nem conhecia o sabor.

Gostava da imagem.

O dono da sorveteria classificava os meninos que podiam ou não entrar no recinto. Lógico, pela aparência.

Como eu era um dos que não podiam entrar, o negócio era ficar do lado de fora, olhando pelo vidro e imaginando.

E foi ali, naquela sorveteria, que um dia aconteceu uma coisa que nunca esqueci.

Um homem bom, usando botas e chapéu de boiadeiro, entrou.

Ele mandou que o homem ruim servisse o melhor sorvete — justamente aquele da fotografia que eu tanto admirava: o banana split — para aquele menino que não podia entrar na sorveteria.

E assim foi feito.

Sem relutar.

Talvez aquele homem nunca tenha imaginado o que fez.

Talvez nem tenha percebido.

Mas, naquele dia, alguém abriu uma porta para mim.

Uma porta que, até então, eu só conseguia olhar de fora.

E eu nem tive tempo de agradecer.

Quem sabe um dia...

Do outro lado da pracinha havia um bar que vendia umas balas com figurinhas de jogadores de futebol.

Havia também a promessa de ganhar uma bicicleta, desde que você conseguisse preencher um álbum imenso.

Ganhar aquela bicicleta era quase impossível.

Mas sonho de criança não entende de impossibilidade.

Foi assim que, um dia, aos oito anos, eu comprei o salário inteiro do meu pai em figurinhas.

Eu nem tinha um álbum de figurinhas.

E, claro, também não ganhei a bicicleta.

Mas acho que, naquele dia, eu comprei alguma coisa que não cabia em álbum nenhum.

Comprei um sonho.

E, para um menino de oito anos, talvez isso já fosse uma espécie de riqueza.

Eu sou a Força que, após resgatar a fé e a memória em pequenos reencontros, agora se concentra em proteger a única joia que me resta: a minha paz