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Se eu Fosse Algum Rei

Cerca de 260095 frases e pensamentos: Se eu Fosse Algum Rei

Eu terminei com você
E terminei com todos os outros
Agora só me resta esquecer
Fingir que não tenho sentimentos
Que eles não fazem parte de mim
Que a dor não existe
Que o conflito interno não existe
Que eu não sinto a sua falta
Que não me faz bem estar sozinha
Que eu não penso em você
Mas ao mesmo tempo eu lembro do meu juramento
Ao mesmo tempo eu aguardo ansiosamente
Acreditando que um dia eu estarei entendendo isso tudo o que acontece com os meus sentimentos
Que um dia serei família
Que existe alguém olhando por mim
E que essa angústia toda vai passar.

Eu devo dizer que eu amo o islã, são tantos detalhes, a arquitetura, as letras, todas as coisas são reflexo na natureza perfeita de Deus.

No islã, eu me sinto como um bebê revisitando o jardim da infância.

Eu sepultei meus sentimentos.

Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.

Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.

E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.

Satisfiz meu devaneio
Em teu colo, eu sentei
Cavalgando entre montanhas
Na profundidade, senti o teu falo
Nos teus olhos estava o mar.

Eu sou a mistura da indígena, do africano e do judeu.

Eu te entendo, Shakespeare.
É bem mais fácil aceitar a ideia de que somos atores, cumprindo nossos papéis na jornada da vida.
Fica mais fácil a partida.

Confiança
Confidere
Quatro meses, e o tempo nos molda em silêncio.

Você e eu — nossos desertos e nossas sobremesas.
Você é o sal, eu sou o açúcar.

Sou lágrimas, e seus olhos, cor de mel, me enxergam além da dor.

Ancestralidade nos chama.
Você chegou, as plantas vieram contigo, e com elas, nosso legado floresceu.

Vencemos barreiras geográficas, culturais e linguísticas.
Você, a matéria-prima; eu, a obra.
Abdu luz ida por você.
Pelas montanhas que nos unem,
pelos desertos que atravessamos até aqui.
Eu, fogo; você, água.
Eu, leoa; você, compaixão.
Eu sinto você dentro de mim.
Vejo você em meus olhos.
Vejo você nos eucaliptos, nas araucárias, nas nuvens e no éter.
No sonho que me visita,
no cheiro da tua pele,
nos passos cuidadosos de nossas danças.
Para sempre.

Pai e mãe habitam em mim, e eu que sou filha

Eu tentei fugir do meu destino
E até mesmo na minha tentativa vã de fuga
Ele me encontrou
Descobri então que a fuga também fazia parte.

Eu sinto você habitar dentro de mim.
Foi o que eu disse para ele.
Como o vento que entra pela janela,
Os fatos seguintes na Universidade
E tudo isso que sinto e sei dentro de mim,
Que também faz parte de quem é você.
Você é parte dessa nova história construída no éter de meus pensamentos profundos.

Ostras produzem pérolas quando sentem dor
Eu produzo pensamentos.

Carta à minha alma gêmea


Ainda que eu não saiba teu nome, teu rosto vive em mim como um eco antigo. Há algo em mim que te reconhece, mesmo sem nunca ter te tocado.


Talvez sejamos feitos da mesma luz, do mesmo silêncio que dança entre as estrelas. Quando o mundo pesa, é tua lembrança que me alivia, como se tua existência me soprasse coragem.


Não te busco com pressa, porque sei que o tempo da alma é diferente. Mas quando nossos caminhos se cruzarem, não haverá dúvida — só um profundo “enfim”.


E se já nos encontramos, que essa carta te alcance como um sussurro, lembrando que o amor verdadeiro não precisa de provas — só de presença.


Com tudo que sou, com tudo que ainda serei, te espero com leveza, como quem espera a primavera.

O que os coelhos sabem que eu não sei?

Eu sou eu, o outro é o outro, e juntos somos nozes.

Eu te amo como o mar ama a lua
sem tocá-la nunca, mas puxando o mundo inteiro
para mais perto de si.

Há em você uma espécie de silêncio
que me envolve como um segredo antigo,
é um lugar onde tudo em mim encontra repouso.
Como se o tempo, cansado de correr,
se deitasse no teu ombro
e aprendesse, enfim, a respirar.

Quando penso no teu nome,
ele não vem como palavra
vem como vento atravessando janelas abertas,
como cortinas dançando sem motivo,
como um arrepio que não pede explicação.

E ainda assim,
há algo em você que pesa.
Não como dor,
mas como as ondas do mar à noite
densas, profundas, inevitáveis
carregando histórias que ninguém ousa traduzir.

Te amar é isso:
um equilíbrio impossível
entre leveza e abismo.

É caminhar sobre a linha fina
onde o céu encontra o oceano,
sem saber se estou subindo
ou me afogando.

Mas não importa.

Porque se for para me perder,
que seja em você
como o vento se perde no horizonte,
como o mar se entrega à escuridão
sem jamais deixar de voltar.

Não é que eu não consiga perdoar... É que você tem o defeito de errar todo dia de novo.

Os caminhos não são tão simples, mas eu vou seguir.