Se eu Fosse Algum Rei

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A estrada é estreita e de mão única. Mas em algúm lugar ela dará.
Sigo o meu caminho discretamente.
Retorno não há.
Não paro, não perco tempo...
Sigo em frente!
Não temo... Sou confiante...
Coisas boas espero conquistar.
Não espero nenhum aplauso, pois, é a história de minha vida, em que a principal personagem seu eu. Não é uma peça de teatro... e sim a vida que Deus me deu.

⁠Amizade falsa é aquela que...
Em algum momento te esfaqueia pelas costas
Que quando briga com você, vai falar mal para outros
Que quando briga te dedura e te descarta
Que anda com você por benefícios
Que faz pra você oque não te faz feliz
Que te fala com você e depois tira sarro da sua cara
Que rir, por sua aparência
E que xinga você quando você sai

⁠Repetidamente, o coração se depara com as feridas da existência. Será possível, em algum momento, encontrar alguém destinado a curar e acalentar suas cicatrizes?

"Em algum momento, o orgulho sempre abrirá uma brecha para pedir perdão ou para perdoar."

Guardo
as decepções
em algum bolso furado.
Assim,
tenho a certeza
de que se perderão
pelo caminho,
aliviando
o peso que aperta o peito.
E aguardo,
na sutileza de uma fina chuva,
que elas sejam lavadas,
levando consigo
qualquer resquício
de desconfiança no outro.
Porque deixar no tempo
o que nos feriu,
é a forma mais sagrada
de nos protegermos dentro.

28/11/2015

Vontade de sumir .
IR
n'algum lugar bem distante
FORA de mim.

Esperava, sempre esperava, encontrar algum defeito. Ninguém é perfeito, ela estava cansada de ouvir. E ele, de tão sublime, se assemelhava a um anjo, e ela sempre a repetir, anjos não podem existir, anjos não podem existir. E na ânsia constante de torná-lo bem humano, dolorosamente se permitiu, acreditar que anjos existiam, quando este, rufou as asas e partiu.

E não há mal algum que vença, aquele que faz do AMOR, a luz do seu VIVER.

Entre Mentes
Há algum tempo anseio o saber —
não o que dorme nos livros empoeirados,
mas o que se aprende com o corpo cansado,
com o tropeço, o erro, o fardo.
Como vampira, sugo teu intelecto,
saboreio tua razão, teu susto, teu afeto,
digiro o que entendo, excreto o que sobra —
e o resto, ah, o resto, me dobra.
Uma parte de ti em mim se instala,
como lembrança que nunca se cala,
e sigo, voraz, faminta, errante,
à caça do próximo semblante,
buscando no outro o que me falta,
eco antigo, alma farta.
Procuro o que não sei nomear —
mas saberei, quando encontrar,
eterna metamorfose do pensar,
esperança cansada de esperar.
Mas a verdade — ah, a verdade —
não tem alma, nem saudade,
é fria, nua, imortal,
e eu — humana — sigo,
buscando o que é real.

CHEGAMOS
Como folhas de papel em branco
Experiências
Em algum cantinho do Nosso universo
Alguns saem coloridos,Outros opacos
Cinzas, muitos poucos
Porém, o onisciente aprende com todos
Uma Inteligência Real, Natural
Onde a IA não o passa de um grão de areia comparada a sabedoria
De todos nós: da consciência universal
Amém

Ela brincava com os dedos perdida em algum pensamento desimportante. Não que se pudesse entrar em sua mente e se saber o que se entranhava por ali. Nem que se fosse possível avaliar a exatidão de suas prioridades, a ponto de se calcular o que lhe importava ou não. Ela tinha um jeito meio prisioneiro de sentir: se ria, não ria. Não chorava, se chorava. Não que houvesse algum meio de se saber se guardava no peito tempestade ou pouca brisa. Mas, enquanto o vento fazia o seu curso, enquanto as mulheres com olhar cansado encurvavam o corpo de frio, e os passantes pisavam a calçada molhada... algo dela, e estritamente dela, ficava no ar. Eu apanhava com as mãos frias, disfarçando. Com um esforço quase místico. Ela doía por dentro. E eu sabia com exatidão, talvez por me doer também. Vivíamos no mesmo mundo, eu e ela, respirando a fumaça indiscreta da solidão. Sentei à sua frente inquieto. E não pelo frio ou o cinza do céu. Nem pelos cachorros solitários da praça. Sentei à sua frente. Ninguém nos compreendia. Ninguém, entre pernas e olhares apressados.
Ela tinha o olhar ensimesmado. Olhava talvez para dentro de si. Fazendo talvez as perguntas que eu fazia. Não que se pudesse investigar as possibilidades do seu mundo, nem que eu ousasse averiguar com precisão os seus anseios. Eu lhe era um desconhecido. Ela me era uma estranha. E não havia entre nós qualquer comunicação que pudesse revelar o espírito. Mas eu sabia. Eu sabia muito sobre ela. Aquela estranha. Talvez a conhecesse de alguma outra vida. Quem saberá? Depois de algum tempo ela levantou e se foi, levando parte de mim. E eu fiquei com o frio e a chuva, respirando a fumaça indiscreta da solidão.


Michelle Portugal

"Para chegar a algum lugar é preciso colocar-se em movimento."

Se conformou
com os costumes rotineiros.
Sem ambição, sem atração,
sem medo algum.


Nasceu perfeito
mas, cresceu com defeito.
Um homem cansado,
um homem comum


Seu ego já não se importa
com qualquer situação social,
conflito interno ou decadência.
Não trabalha para viver,
trabalha para morrer,
e sabe disso, sua preocupação cansou.
Cansou de saber o porquê de fazer
e de procurar o porquê se estragou.

Erros são parte da jornada humana, e todos nós tropeçamos em algum momento. Antes de condenar alguém por suas falhas, é preciso lembrar que a perfeição é uma ilusão. Quem somos nós para julgar, se mal conhecemos os nossos próprios defeitos? A verdadeira sabedoria está em entender, perdoar e amar, em vez de apontar e julgar. Talvez seja hora de olhar para dentro e encontrar a compaixão que tanto buscamos nos outros.

Penso no desespero dos aflitos
Que buscam algum conforto
Nos braços vazios da solidão


Escuto o silêncio dos lábios
Que procuram palavras certas
Para lutar contra a ingratidão.


Trecho do poema "Empatia" - livro Súbito - a vida entre versos.

"Algum movimento? Vento – e mais nada!"

Em algum momento do percurso desagradei alguém...
Principalmente quando aconteceu com alguém tão próximo.
Seguindo em frente eu fui calado, com o fracasso das minhas verdades, mas com o louvor da minha crença!

Te encontro em algum momento, quando estivermos distraídos, perdidos em algum lugar onde o tempo não importa.

Espero que, em algum silêncio da sua rotina, você finalmente se encontre com a verdade das suas escolhas. A ruindade não é um detalhe; é uma construção diária que cobra em retorno solidão, reputação destruída e oportunidades perdidas. Talvez você já esteja pagando caro — relacionamentos quebrados, palavras que não voltam, portas que não se abrem mais. Pergunte a si mesmo: o que ficou? O que somei na minha vida? Se a resposta for nada, então resta uma escolha: continuar pagando ou aprender e mudar.
Glaucia Araújo

Espero que, em algum momento, você se permita refletir sobre o peso das suas ações. A maldade nunca passa ilesa: ela retorna em forma de perdas, de ausências, de silêncios que ecoam. O tempo cobra, e cobra alto. E quando você olhar para trás, a pergunta será inevitável: o que realmente somei à minha vida? Valores ou apenas ruínas?
Glaucia Araujo