Se ela quer Voar a porque tem Asas
São assim as veredas de todo aquele que usa de cobiça: ela põe a perder a alma dos que a possuem.
Provérbios 1:19
Embora o cristão possa praticar a arte marcial, deve rejeitar a filosofia pagã, pois ela é contrária aos princípios bíblicos.
Nos últimos dias, a mentira se tornou o maior sinal — desenfreada, ela corrói a religião, a política e a economia.
Mt 24:4; 2 Ts 2:11; Ap 13:16-17
O único inimigo mortal da águia é o corvo; e, para vencê-lo, ela sobe ao nível mais alto dos céus, onde o corvo se torna sua presa.
Ela já estava lá quando cheguei filho. Filho gerado, carregado, parido, amamentado e muito amado. Cresci mais um pouco e foram muitas risadas, momentos felizes de aprendizado e novidades, como acontece com crianças quando descobrem que existe um mundo gigante, ou não tão gigante, para ser descoberto, mas ela sempre lá. Ensinando, orientando, brigando e dando aqueles empurrõezinhos de vez em quando. Cresci mais um pouco e nesse momento eu descobri que o mundo era muito maior do que ela tinha dito que era. Me afastei, briguei, sumi, me isolei, mas ela sempre lá. Que noites longas, horas infinitas, o relógio de mãe tem muitas mais horas que o normal ou ele apenas passa mais devagar quando o filho está longe? Não sei. Cai, chorei e ela estava lá. Apenhei e ela estava lá. Que luta, mas ela sempre estava lá. Não sabia dizer se na frente, ao lado ou atrás, mas sei que estava. Amadureci e aí notei, ainda bem que não tardiamente, que pessoa genial ela é. Mãe, amiga e colega de trabalho. Intenso!
Quando achava que não poderia ser arrebatado pelo maior dos amores, virei pai. Virei pai, pois a tão amada esposa virou mãe. Uma mãe dupla: gerou um filho e um pai. Revivi uma história linda, de amor, dedicação, ensinamento. Vocês têm noção do que é viver duas vezes a mesma emoção? Ser amado como filho, por minha mãe, e ver o que mais amo na vida ser amado pela mãe dele. Vivi para sentir isso. Que lindo.
Obrigado mãe por ter me parido gente.
Obrigado mãe do meu filho por ter me parido pai.
A festa ainda nem tinha começado, e para mim já se agonizava, ver casais dançando e ela nos braços de um outro a rodar pelo salão, e eu tentando esconder a tristeza com aquele sorriso debochado, e no meu canto já preparando a partida, mesmo sem saber que rumo tomar...(Mario Valen - Patife)
Quando ela passa, toda natureza se curva perante tua graça. Mas assim do nada, ela enche os pulmões, e descarrega uma rajada de fumaça no ar, e ai tudo perde a graça. E ela segue insistindo, com um cigarro aceso entre os dedos...(Patife )
Assim como ontem, ela não mais voltou a me querer! E eu pra me vingar, também nunca mais quis ninguém...(Saul Belezza - Patife)
Ela me presenteou, sei que foi de boa fé, mas a camisa encolheu e o sapato deu chulé, o Rayban era falsificado o blusão ficou apertado, você sabe como é, procurei por todos os lados, mas só veio a aba do boné, meu amigo tenha fé, mas muito cuidado com o que lhe é presenteado pelo diabo da mulé...(Mario Valen - Patife)
A cada novo amanhecer, eu vejo a face da morte, e ela está viva, mas não tenho medo e tão pouco coragem, apenas sobrevivo...(Patife)
Meu amigo vento, você que anda pelo mundo, me faz um favor, se encontrar ela por aí! Assopra ela de volta pra mim...(Patife)
Uma mulher que descobre sua força não no tanto que ela consegue realizar, mas o quanto ela é capaz de sentir, amar e transformar a sua realidade.
Sol que Ama a Chuva
Ela era como o sol
As outras estrelas não se igualavam
à luz dela.
Genuinamente feliz.
Seus sentimentos eram poesias,
e pinturas —
fossem elas em seu próprio corpo
ou em uma parede qualquer.
Sua arte era sua beleza,
que era cada vez mais realçada
pelas pinceladas
que ela mesma fazia questão de dar.
Era consciente
de que esculpir seu corpo
doía na alma,
mas ela não tinha medo
de deixar sua obra mais bonita:
seu corpo, seu templo.
Ela não precisava de admiradores;
a própria admiração
já era mais que suficiente.
Sua beleza se assemelhava
às mais lindas rosas,
às mais verdes florestas.
Ela era sol —
mas dias bonitos, para ela,
eram dias nublados,
chuvosos e escuros.
A natureza era sua inspiração,
mas ela morava na cidade,
onde dificilmente era possível
avistar uma árvore.
Ela era como as estações:
alegre, iluminada,
fria, colorida, vasta...
Ela mudou.
Seus interesses ainda são os mesmos,
porém ela se perdeu —
e não é capaz de se encontrar mais.
Ela só quer paz.
Ela não tinha coração, apenas um vácuo,
como um espectro inexorável.
Ígneamente abissal, ele surgiu lhe provando sua humanidade.
Com desvelo, a fez colocar a mão sobre o seu peito e sentir as batidas de seu coração,
aquele que habitava seu âmago de forma silente.
Com um vaticínio, a fez acreditar, e sentir,
que a cada batida soava um eflúvio poético, cheio de sentimentos;
junto ao coração dele, se fazia uma melodia de fogo, ardente, sedenta, fatal.
Era visceral a sintonia dos dois.
Era indelével aquele momento, jamais algo a faria o esquecer.
Jamais ela imaginaria que aquele sentimento sibilante evoluiria para um sibilo ensurdecedor.
Ele a hipnotizou, sem nem mesmo perceber, a fez acreditar na perenidade, no sentimento eterno, na química permanente, na felicidade.
Ao se encostarem, a luz que crescia, transcenderia qualquer sublime camada que o universo pudesse colocar.
Ela não podia procurá-lo, tocá-lo. Mesmo com o sentimento em crisálida, ela não sabia traduzi-lo em palavras.
Então ela o observava. Mesmo antes de qualquer despertar no seu interior, ela observava, ansiando sentir as energias que em sua volta permaneciam, já que não era capaz de desfrutar de um sentimento próprio.
Ela o enxergava, o via, muito além do que era capaz de se alcançar fisicamente. Ela enxergava sua alma, sentia que era capaz de ver sua luz e sua sombra, sua energia.
Bom, ela não esperava nada, só queria desfrutar da humanidade que ele despertou nela. Nenhuma utopia. Parecia maravilhas. Mas um tormento estava por vir.
A humanidade, sentir, não é só felicidade, paixão, amor — era tristeza, decepção, raiva, ódio também.
Seus sentimentos transbordaram à beira de seu abismo emocional. Sua impulsividade lhe privou de observá-lo. Apesar de seus erros, ele teve sua parcela de culpa.
Ela jamais imaginaria que a perenidade de sua paixão e felicidade, que ele a prometeu de forma tácita, seria perecível após um repentino exílio.
A epifania de que ele era muito mais do que ela imaginava. Ele era mais do que sua paixão lhe permitia enxergar.
Ardiloso, encheu seu coração de névoas. O mesmo coração que antes ele deu cor, ele o dilacerou.
E, como anátema, ele permeou.
Humana novamente
"Ela o olhava com olhos apaixonados, transcendiam um brilho sibilino, olhos que imploravam para ser desvendados.
Mas ele a olhava com desejo — desejo aquele que era evanescente.
Oniricamente, algo a revelou, que em desvaneio ela permeou. De olhos alheios ela necessitaria para catarticar-se. Assim ela fez: abriu mão de seus olhos apaixonadamente sublimes e o olhou.
Entretanto, não se surpreendeu — apenas se decepcionou. Mas como poderia se decepcionar se expectativas diante do que ela verbalizava, não criou?
Ele era indelével, mas isso não a impediu de o odiar por uma fração de segundo. Como era onusto explicitamente sua raiva, o que só provava, a quem assistia a situação, quão inefável era sua paixão. Pois apesar de sua raiva, era inelutável, e ela sabia.
Não lhe sobrou alternativa, somente a aceitação da situação. E estava tudo bem.
Porque, apesar desse cisalhamento e de sua incorrespondência, ele fez — mesmo que inconscientemente — olhos desidratados e taciturnos dizerem algo e, em seu âmago, sentirem.
Ela sabia que era efêmero, mas era grata pela explosão de sentimentos que ele causou.
Era muito bom ser humana novamente."
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