Se ela quer Voar a porque tem Asas

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Às vezes, a gente olha para a lua e percebe que ela nunca está igual. Uma noite está cheia e brilhante, noutra é só um risquinho fino no céu, mas ela continua lá, firme.
​O amor da gente é meio parecido com ela. Tem fases em que tudo parece transbordar de claridade, e outras em que a gente se esconde um pouco, só para se entender melhor. Mas o desejo de amar é o que faz a gente olhar para cima, mesmo no escuro, sabendo que a luz vai voltar.


DeBrunoParaCarla

Ela grita, eu xingo…ela é ele e ele sempre morou nela, mesmo sem saber como era.
Depois começou a dirigir como eu,
mesmo dizendo que eu corria demais.
No fim, ninguém percebeu quando deixou de ser imitação…e virou a mesma coisa.


DeBrunoParaCarla

Teve o Bob… foi o primeiro. Depois veio o Baby. Aí chegou ela, a lindeza.
E aquela da bolsinha veio logo depois.
Quando a gente parou pra contar, já eram 30. Trinta ursos conquistados nas máquinas, espalhados pelas cidades do Rio de Janeiro. E não foi por falta de dinheiro
nem por falta de vontade que a gente parou. Foi outra coisa. Algo que escapa. Amor… tem. Amor… não tem.
Ou talvez tenha, mas a gente nunca conseguiu encontrar direito
Tem até nome…mas ainda não foi feito.




DeBrunoParaCarla

Eu cantei pra ela, meio sem jeito,
“eu quero a sorte de um amor tranquilo…”
troquei palavras, me perdi no verso,
como quem já estava sentindo mais do que sabia dizer.
Depois ela veio…
e terminou por mim,“com sabor de fruta mordida…”
como se já conhecesse a música e a gente.
E ali, na batida,
no embalo da rede, no tempo desacelerando, a gente se encontrou sem perceber…como se já estivesse escrito antes de começar.


DeBrunoParaCarla

Eu levei Carla a lugares que a mente humana sequer ousa rascunhar. Atravessei com ela fronteiras de êxtase, proteção e consciência onde nenhum outro ser jamais pisou, nem mesmo em sonhos. O que ela sente sob a minha guarda não pertence a este mundo pequeno e limitado de vocês. Ela conhece a vastidão do meu domínio, o peso da minha mão que protege e o calor do fogo que me move. Vocês tentaram medi-la pela vossa régua curta, mas ela habita agora uma dimensão onde a vossa maldade não consegue sequer respirar. Ela sente o meu poder, ela respira a minha essência, e ela sabe que está sob a custódia de algo que vocês não podem compreender.


DeBrunoParaCarla

Eles não fazem ideia das batalhas que travei no silêncio para que ela pudesse continuar a sorrir. Carla, cada cicatriz que carrego é uma medalha de honra por te pertencer. Enfrentei tempestades que teriam afogado qualquer um desses que hoje se acham acima de nós. Eu vi o abismo de perto e não recuei, porque o brilho da minha Musa era a única bússola de que eu precisava. Se eles acham que podem nos tocar agora, é porque não conhecem o homem que foi forjado no fogo da perseguição. Eu já morri mil vezes por ti e renasci em cada uma delas com mais sede de justiça. A minha lealdade não é feita de palavras, é feita de sangue e resistência.


DeBrunoParaCarla

​O que acontece entre mim e ela, no silêncio das nossas noites, é uma linguagem que vocês nunca falarão. Ela é minha. Não como posse, mas como destino, como escolha, como a metade da alma que o mundo tentou corromper e eu resgatei. Quando o sol se põe e o mundo lá fora se cala, o que existe entre Bruno e a sua Musa é um santuário de pele e verdade onde a vossa maldade não tem autorização para entrar. As nossas noites são o nosso campo de força; nelas, eu renovo o meu exército e ela descansa sob a guarda do homem que daria a vida para manter a sua paz.

Nenhuma ideia é julgada nos primeiros cinco minutos, primeiro ela é compreendida, depois é lapidada. Só então decidimos se vale a pena.
Angela Monteiro

A solidão nunca chega fazendo barulho, ela espera, observa cada decepção arrancar um pedaço de quem eu sou, espera o último abraço partir, o último sorriso desaparecer, a última esperança se apagar, então entra sem pedir licença e faz do vazio a sua morada, passei a vida tentando ser o melhor para todos, tentando proteger quem eu amava, carregar dores que não eram minhas, impedir que as pessoas se machucassem, mesmo que, para isso, eu precisasse me despedaçar em silêncio, acreditei que suportar todo o peso sozinho era uma forma de amor, mas cada tentativa de salvar alguém me afundava um pouco mais, até que um dia percebi que havia me tornado exatamente aquilo que mais temia, aquilo que prometi nunca ser, um erro, um peso, uma cicatriz viva, uma lembrança amarga, uma ausência que machuca mais do que qualquer presença, os adeuses vieram um após o outro, e cada despedida levou consigo um pedaço da minha alma, restaram apenas o silêncio, a culpa e uma dor que o tempo nunca conseguiu apagar, descobri que a escuridão não é apenas a falta de luz, ela é um lugar onde meus arrependimentos respiram, onde minhas lembranças sangram e onde a minha culpa aprende a chamar o meu nome, quando a noite cai e o mundo inteiro se cala, eu sinto aquela presença voltar, o ar fica pesado, o frio atravessa a minha pele como se alcançasse a minha própria alma, então uma mão gelada toca o meu rosto com uma delicadeza cruel, como quem reencontra alguém que nunca deixou de esperar, não existe ódio naquele toque, não existe violência, apenas uma ternura inquietante, como se a própria escuridão estivesse me acolhendo em seus braços, ela se aproxima do meu ouvido e sussurra com uma calma que me assusta, eu sabia que você voltaria, você tentou fugir de mim, tentou salvar todos, menos a si mesmo, carregou culpas que não eram suas, destruiu a si mesmo tentando impedir que os outros sofressem, lutou para ser alguém melhor, mas acabou se tornando tudo aquilo que mais temia, agora pare de lutar, pare de fugir, ninguém mais vai carregar essa dor com você, ninguém mais vai voltar para buscá-lo, eu sou a única que permaneceu, eu nunca fui embora, apenas esperei você se cansar, eu voltei para você, e desta vez não vou abandoná-lo, porque, no fim de toda culpa, de toda dor, de toda despedida, quando todos se vão e até a esperança desiste de você, restamos apenas eu e a escuridão, caminhando lado a lado, como se sempre tivéssemos pertencido um ao outro

Por trás de cada criança agitada ou chorosa, existe um incômodo que ela não sabe explicar.

Ela, sempre ela. Sempre tratada como nada, menosprezada, subjugada. Ela que ri e que chora. Já foi queimada, pisoteada, diversas vezes maltratada. Ela que trabalha à noite para sobreviver a mais um dia. Alimenta João Pedro e Joana. Guarda cinco reais para comprar um sorvete para João Pedro; Joana prefere jujubas. Ela que frequenta a igreja e chora, implora, pede ajuda. Diversas vezes bateu de porta em porta — sempre fechada.


Nunca foi amada como deveria. Na infância, apanhava do pai; na mocidade, do marido. Agora está sozinha. Não procura mais amor, nem calor, nem alguém que faça promessas. Vive, apenas. Erra. Enfrenta desafios. Dá a cara a tapa.


Ela atravessa a rua e sente os olhares pesarem mais que a própria bolsa. Ela que sempre é apontada, alvo de olhares desprezíveis, vítima de pessoas insensíveis. Chamam-na de vagabunda. Nunca perguntaram como era sua graça. Luta todos os dias. Já passou pelo vício, enfrentou o alcoolismo, superou as drogas.


Ela que não encontra trabalho digno, que sonha, lá no fundo, debaixo de toda a tristeza e mágoa. Encara desafios que ninguém conhece. Finge sorrir, canta para disfarçar. Às vezes, olha o pôr do sol por alguns segundos antes de voltar para a realidade. Dizem que lhe falta vergonha, caráter. Oportunidades, infelizmente, nunca lhe ofereceram.


Ela é só mais uma. Ela não sabe como será o amanhã, mas todos os dias acorda cedo e, mesmo com medo, faz suas coisas, cuida das crianças, vai para a rua. Entre vielas, barracos e lugares estranhos, conversa, joga um pouco de charme, finge que ainda é bela.


Ela, sempre ela. Quem é ela? Por que a vida foi tão covarde? Que diabos haveria feito em outras vidas? Quando acabaria a sua tragédia? Quem a espera na esquina?


Ela é Maria, mas não imaculada. Embora siga em constante padecer, atravesse tamanha dor e enxugue tantas lágrimas, continua de pé. Talvez você a veja todos os dias. Talvez não a perceba. Talvez nem ligue.


Ela é só mais uma marginalizada. Como se ela tivesse escolha. Como se tivesse buscado a forma mais fácil. Como se...


Mas por que isso importa, se nem a vida dela significa algo para você?


Ela. Sempre ela. E, ainda assim, ninguém a vê.


- Franckles Werivan

Ela chega devagar, como um sopro novo,
fecha a porta do descanso, abre o caminho.
Não é só o início de uma nova jornada,
mas uma página em branco para escrever carinho.

Traz um pouco de cansaço, sim, é verdade,
mas também força que renasce sem parar:
é o empurrão suave da realidade,
convite para recomeçar e brilhar.

Com café quente, passos firmes e esperança,
ela nos ensina a ter pé no chão:
segunda‑feira é a porta da mudança,
o primeiro passo para a realização.

Ela se ergue da terra como um punho gigante, esticando-se para tocar o céu — uma torre colossal de pedra enrugada cujo nome conjura uma mistura de maravilha e terror.
Reno Fioraso

A pior saudade não é da pessoa, é de quem eu era quando ela fazia parte da minha vida!

Sua canção

Se eu consegui-se traduzir em uma canção os meus sentimentos por você, ela seria tão somente entoada por harpas, cantada por anjos e querubins em uma sinfonia celestial.

Sua melodia seria composta por canarinhos e sábias, que nas noites serenas ninan os sonhos dos bebês em suas ternuras.

Inspiração, amor, sedução e um toque de magia se encontraria em sua letra e cifras.

Cada nota musical se ouviria a voz da vida lhe convidando para viver intensamente esse amor que é só seu.

Houve uma garota em minha vida. Certamente, eu não ocupei a vida dela da mesma forma que ela ocupou a minha.

Ela era especialmente bonita. Tinha um sorriso pleno e uma convicção admirável, mas, ao mesmo tempo, carregava uma doçura e uma fragilidade que a tornavam única. Era diferente de tudo o que eu já havia conhecido. Não era daquelas pessoas que atraem todos os olhares ao entrar em um lugar, mas possuía algo raro: era inesquecível para quem realmente a percebia.

Hoje, imagino que tenha uma vida feliz. Faz tanto tempo que não a vejo ou tenho notícias dela que já não saberia dizer quem ela se tornou. Talvez a última vez que nos encontramos já tenha acontecido sem que eu soubesse. Talvez ela nem se lembre mais de mim.

E tudo bem.

Pode ser que ela nunca saiba o quanto marcou a minha vida. Pode ser que jamais descubra que algumas pessoas permanecem conosco muito depois de terem partido.

Ainda assim, gosto de pensar nela de vez em quando.

Espero que esteja feliz. Espero que a vida tenha sido gentil com ela. Espero que o sorriso que carregava continue iluminando os dias de quem tem a sorte de vê-lo.

Garota, onde quer que você esteja, desejo que encontre o mesmo amor que um dia despertou em mim.

E, se já o encontrou, desejo que ele jamais a abandone.

Venci a dor no dia em que ela deixou de decidir quem eu seria."

Eu vivi na crença de que a paixão se ocultava do meu caminho, mas ela estava apenas me esperando, adormecida, até que os meus olhos encontrassem os seus.

A própria Vida anda solitária. Ela se faz presente em cada detalhe, no ar que respiramos e no momento que passa, mas ninguém a nota. Estão todos viciados nos telemóveis, vivendo como 'índios' de uma realidade virtual, isolados em si mesmos. A Vida continua ali, estendendo a mão, esperando que alguém largue o ecrã para finalmente viver o que é real.

A vida é longa demais para o sofrimento e curta demais para a felicidade e as coisas boas que ela oferece. Por isso, o essencial na vida é viver cada instante como se fosse, realmente, um milagre que jamais poderá se repetir, e ter olhos capazes de enxergar sempre o melhor lado da vida, o melhor lado das pessoas. E viver, simplesmente... e simplesmente viver, eternizando as coisas boas da vida!
Bom dia!