Se ela quer Voar a porque tem Asas
Eu não acho que a arquitetura trate apenas de abrigos, de simples interiores. Ela deve ser capaz de nos entusiasmar, de nos acalmar, de nos fazer pensar.
Preciso arranjar um jeito
Pra conquistar seu coração
Ela sabe q' sou bom sujeito
E tenho por ela boa intenção.
Para mim, amar uma mulher de verdade é entender que ela não é minha propriedade. Amar é respeitar sua autonomia e deixá-la viver sua própria essência.
Amar de verdade é desapegar do controle. Ela não é minha propriedade; o meu papel é apenas deixá-la viver e ser feliz.
Amar uma mulher de verdade é entender que o meu mundo não deve ser a cela dela. Ela não é minha propriedade; amar é deixá-la viver a própria vida e ser feliz por isso.
A ferida está aberta agora, mas é por ela que a luz finalmente vai entrar e me mostrar o caminho de volta para mim.
Dizem que a vida é o nosso bem mais precioso, mas de que serve a vida se ela não for compartilhada com você? Eu a entregaria sem hesitar para te ter aqui.
Não confunda templos com integridade. O caráter de uma pessoa se revela no modo como ela trata quem não pode lhe oferecer nada, e não pelo livro que ela carrega debaixo do braço.
Religião sem caráter é apenas teatro. Valorize-se pela sua honestidade; ela é a única moeda que nunca desvaloriza e que ninguém consegue falsificar.
A fé cristã nasceu na luz pública do sacrifício; é irônico que hoje ela aceite ser guiada por líderes que juram segredos em câmaras ocultas.
A idade não nos torna quadrados, ela nos torna edições limitadas. Enquanto o mundo corre atrás de tendências passageiras, a gente permanece fiel ao que é atemporal.
A idade não apaga o brilho; ela dá o tom da sofisticação. Ser um clássico significa que você nunca sai de moda para quem realmente sabe apreciar o que é autêntico.
Ela possui um olhar que diz tudo sem precisar de uma única palavra; um mistério que a gente não quer resolver, apenas admirar. É aquele tipo de poesia delicada nos gestos, mas com uma profundidade que nos faz querer mergulhar.
Tem a calma de um fim de tarde, mas carrega nos olhos a imensidão de um céu estrelado. Seu jeito meigo desarma qualquer pressa e seu sorriso é capaz de iluminar até os dias mais cinzentos.
Ela transborda uma leveza rara, transformando pequenos momentos em memórias inesquecíveis. É a combinação perfeita entre a pureza de um anjo e a força de quem sabe exatamente o fascínio que exerce.
No mínimo, Ela se deixaria atravessar por cada paisagem. Como quem não passa, mas fica.
Tentaria fotografar. Não só com os olhos, mas com aquilo que n’Ela sabe sentir cada instante que, em milésimos de segundo, lhe rouba o ar ou abre seus olhos em espanto manso… daqueles que Ela nem quer entender, só permanecer.
Esse momento é rápido, é muito breve. Talvez dure um “click”. Mas, quando acontece, já não é mais do mundo — é d’Ela. E fica.
Fica nos cheiros que não se explicam, nas cores que não se repetem, nos sons que atravessam sem pedir licença, na música, no barulho, no sol, no vento, no corpo…
E foi exatamente esse pequeno pedaço de eternidade que escolheu morar dentro d’Ela.
De repente, Ela olharia para o lado… (quero dizer, para frente… é mais provável, rs) e veria Ele.
E, então, tudo faria ainda mais sentido. Ficaria ainda mais bonito… não, bonito não. SU BLI ME.
ELE. A pessoa que tornou tudo isso possível, com uma dedicação silenciosa e uma entrega que não se mede, só se percebe, se nota.
E Ela… talvez não dissesse nada. Só agradeceria.
Pensando bem, Ele seria a paisagem da qual Ela não conseguiria (nem por vontade própria, caso existisse) desviar o olhar.
E, sim… acho que Ela estaria aproveitando. Na verdade… vivendo.
... coisas sobre Ela e Ele
Ela não escreveu para que mudasses. Ela escreveu para que Ele a visse, a lesse.
E não é uma queixa. É um convite para Ele escrever sobre si– sobre Ela, sobre Ele e Ela, sobre o ‘Nós’ sendo construido.
Não é um ultimato. É um limite interno e silencioso, que ela não quer que cresça.
A campainha toca muitas vezes n'Ela. Mas por querer ficar desta vez, Ela está com medo de não correr mais para abrir.
Então Ela fica ali, do lado de dentro, observando se Ele entra ou se apenas toca e vai embora.
Qualquer das duas respostas é uma resposta. Mas só tem uma que Ela deseja.
...coisas sobre Ela e Ele
A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.
Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.
No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.
Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.
A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.
E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.
A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.
A Metafísica dos Pequenos Gestos
Existe uma beleza na vida
que não se anuncia.
Ela não chega fazendo barulho,
nem pede para ser notada.
Ela apenas acontece.
Habita os detalhes.
No modo delicado
com que alguém pronuncia o seu nome,
como se ali existisse
mais do que uma simples palavra.
No olhar que permanece
um segundo além do necessário,
como se quisesse dizer algo
que a linguagem não alcança.
No abraço silencioso
onde dois corpos se encontram,
mas quem realmente se toca
são as almas.
A vida esconde sua verdade
nesses pequenos instantes.
Mas quase sempre
estamos ocupados demais
correndo atrás do que parece grandioso,
do que o mundo chama de importante,
do que brilha por fora.
E assim deixamos escapar
o essencial.
Porque o essencial
não se impõe.
Ele se oferece.
E só percebe
quem aprendeu a sentir.
Talvez por isso,
quando o tempo passa
e a memória começa a recolher
os fragmentos daquilo que fomos,
não são os grandes acontecimentos
que permanecem.
São os detalhes.
Um gesto.
Um olhar.
Uma palavra simples
dita na hora certa.
Coisas pequenas
que, de alguma forma misteriosa,
se tornam eternas.
Porque quando os detalhes desaparecem,
a vida continua existindo…
mas perde
a sua profundidade.
E sem profundidade,
até o tempo
parece vazio.
— Sariel Oliveira ✍🏻
Detalhes da Existência
Existe uma beleza na vida
que nunca se impõe.
Ela não grita,
não exige atenção,
não disputa espaço com o barulho do mundo.
Ela apenas permanece
nos detalhes.
Talvez por isso
quase ninguém a perceba.
Vivemos ocupados demais
procurando o extraordinário,
o que parece grande,
o que pode ser mostrado aos outros.
Mas a verdade da existência
raramente está nas coisas grandiosas.
Ela mora no modo
como alguém diz o seu nome.
No olhar que se demora
como se ali existisse
uma pergunta silenciosa.
No abraço que dura um pouco mais
como se dois corações, por um instante,
tentassem escapar da solidão do mundo.
Há algo profundamente humano
nesses pequenos gestos.
E talvez fosse isso
que os pensadores da angústia humana
tentavam dizer:
que a vida não se revela
nos grandes espetáculos da existência,
mas nos instantes simples
onde duas almas realmente se encontram.
Porque no fundo,
o ser humano não sofre
pela falta de grandes acontecimentos.
Ele sofre
quando os detalhes desaparecem.
Quando ninguém percebe seu silêncio.
Quando seu nome é apenas um som.
Quando seus dias passam
sem um gesto que diga:
“eu vejo você.”
E então a existência continua,
o tempo segue,
os dias se repetem…
mas algo dentro da alma
começa lentamente
a se tornar vazio.
Talvez seja por isso
que a beleza da vida
se esconde nos detalhes.
Porque são eles
que lembram ao coração
que existir
ainda tem sentido.
— Sariel Oliveira
Nudez…
Existe uma nudez que não pertence ao corpo.
Ela não se revela na pele, nem na forma.
Ela acontece no instante raro em que alguém tem coragem de se mostrar por dentro.
Porque o corpo pode ser visto por muitos, sem que isso diga quase nada. Mas a alma… a alma só se revela quando a confiança atravessa o medo.
Despir a alma é admitir as próprias fragilidades. É mostrar as dúvidas que escondemos, as cicatrizes que aprendemos a carregar em silêncio, os pensamentos que quase nunca ousamos dizer em voz alta.
É um gesto perigoso. Porque quando alguém vê a nossa alma, vê também aquilo que pode nos ferir.
Talvez por isso seja tão raro.
Em um mundo cheio de corpos expostos, poucos têm coragem de ficar nus de verdade.
E quando alguém recebe esse tipo de nudez — não do corpo, mas da alma — recebe também a prova mais delicada e profunda de confiança que um ser humano pode oferecer.
— Sariel Oliveira
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