Se ela quer Voar a porque tem Asas

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Aleatórios

Hoje a minha sala está vazia, mas isso não é nenhuma novidade, porque ela quase nunca esteve cheia.
Hoje eu não tenho nenhuma companhia, e isso também não é nenhuma novidade, porque quase sempre estive sozinha.
Eu não gosto de olhar para trás, mas eu sempre olho.
Sinto saudade de uma versão antiga de mim
Mas tenho orgulho da versão que sou agora.
A nostalgia sempre me acompanha, e isso não é uma escolha.
Eu não queria estar aqui, mas também não quero ir embora.
“Eu não sou tão triste assim, é que hoje estou cansada” (Clarice Lispector)

Silvia Oliveira Soares

Às vezes a gente cansa da vida,
não porque ela seja pesada demais,
mas porque parece que ela também cansou da gente.
E a gente senta.
Olha pro horizonte lá longe,
aquele lugar que nunca chega,
e fica esperando.
Sem saber direito o quê.
Sem saber por quê.
É como se a alma tivesse tomado um anestésico:
sente, mas não dói.
Vive, mas não arde.
Respira, mas não desperta.


Anestésico
Por Marcio Melo

"Quem é você?"
É a pergunta que a identidade-armadura não aguenta, porque ela exige resposta sem etiqueta, sem hashtag, sem palco.


E a resposta que você deu depois é o contragolpe:
A árvore não precisa declarar “sou árvore” o tempo todo. Ela só é.
O gato não passa o dia explicando por que não é cachorro. Ele caça, dorme, mia. Pronto.


O problema começou quando a gente esqueceu que ser humano também tem um “só ser”.
A gente trocou o ser pelo provar, pelo performar, pelo justificar.


Então a pergunta pra Gen Z e pras que vêm depois não é “qual identidade você escolhe hoje?”.
É: o que sobra de você quando tira todas as identidades?


Se a árvore tirasse a casca, ainda seria árvore.
Se o gato tirasse o pelo, ainda seria gato.
Se você tirar as máscaras, ainda sobra algo que não precisa de aprovação pra existir.


É aí que mora o “quem é você” de verdade. E é isso que nenhuma pauta, geração ou algoritmo consegue te dar ou tirar.


Por Marcio Melo


A foto dela eu guardo no coração,
não no papel.
Porque o amor que ela deixou
é maior do que qualquer imagem.
E a rosa que nasceu depois que ela se foi
é a prova de que o amor não parte —
ele floresce.
Uma flor no meio do Obstáculos

Há dias em que a escola não cansa apenas pelo excesso de trabalho. Ela cansa porque obriga bons profissionais a escolher, diariamente, entre registrar a realidade ou alimentar a ficção de que ela já foi transformada.
E essa talvez seja uma das violências mais silenciosas da educação brasileira.

Falar sobre a vida é difícil porque você nunca sabe quando ela vai terminar, só se sabe quando começou, ninguém quer perder um familiar querido, um amigo próximo nem mesmo o distante, mas sabemos que não somos enternos, que cada um veio nessa vida com um propósito seja ele curto ou longo mas que independente do seu tempo ele conquista inúmeras pessoas que passam a ama-lo de forma intensa outros que não fazem questão de tê-lo por perto e ainda tem aqueles que tanto faz a sua existência ali, quando sua missão é cumprida Deus vem e diz vamos está na hora de você voltar, então te leva e como um sopro você se vai outros demoram mas sofrem e sofremos bem mais, e com o passar do tempo ele te conforta e deixar lembranças das quais você jamais esquecerá assim embora esse alguém não esteja mas lá você vai poder lembrar de como e do porque essa pessoa se tornou tão especial na sua vida, então você sorrir porque teve a honra de fazer parte de momentos como aquele na vida daquela pessoa que não está mas ali. É assim que Deus da o conforto a cada um de nós é devemos agradecer pelas memórias que nos foi dada.

Eu sempre acuso…ela diz que não sabe.
E talvez ela tenha razão,porque no fundo eu também não sei. É tudo tão confuso que nem dá pra dizer se estou enxergando a verdade…ou inventando ela agora.


DeBrunoParaCarla

Eu acuso, insisto, tento entender…
ela responde que não sabe.E eu não posso negar, porque eu também não sei.Ela diz que é outra, eu digo que é outro…mas a verdade é que tudo se mistura,e a gente se perde dentro da gente mesmo como se nunca tivesse existido um lado certo.


DeBrunoParaCarla

Nunca perca ou deixe de castigo a sua criança interior, porque é ela quem fará a vida ser um pouco mais leve.

Muitas das vezes, as pessoas vão ficar contigo não porque te amam, mas sim porque a pessoa que elas tanto amavam as deixou, e você acabou sendo apenas a segunda opção.

Você está naquela igreja porque ela é igual a sua fantasia.

Medo de lembrar porque a memória não avisa ela chega traz seu nome seu riso o que fomos lembrar é abrir o que tentei fechar
porque algumas lembranças não querem ser lembradas querem ser sentindas

A saudade existe porque a alma não
esquece o que foi verdadeiro, ela dói, mas também afaga, e eu aceito essa dualidade
com maturidade, pois amar sempre
deixa marcas.

A consciência não permite descanso completo, porque mesmo no silêncio ela continua ativa, revisando, questionando, reconstruindo, como se existir fosse um trabalho que nunca termina.

Escrevo porque, por vezes, transfigurar a dor em linguagem é a última tentativa de impedir que ela me consuma de dentro para fora. Ainda assim, existem melancolias que transcendem as palavras, perpetuando-se em regiões abissais da alma onde o tempo não possui poder curativo, apenas condiciona o espírito a sustentar, com silenciosa elegância trágica, o incêndio irreversível da própria existência.


- Tiago Scheimann

A espiritualidade me interessa justamente porque não elimina a ferida, ela a converte em altar de paciência.

Essa é uma carta que não será enviada.
Não porque falte coragem, mas porque ela não precisa mais de destino.

Ela é sobre mim.

Sobre o que eu precisei aprender para continuar inteiro (a).
Eu te amo.
E dizer isso não me diminui.
Não apaga o que vivemos, não invalida o que senti,
não transforma tudo em mentira.
O amor existiu...
e isso basta.
Mas hoje eu sei:
amar não é sinônimo de permanecer.

Durante muito tempo eu confundi amor com espera,
com adaptação excessiva,
com silêncios engolidos para não perder.
Confundi amor com suportar o que doía.

Mesmo quando meu corpo já pedia descanso.
Eu tentei.
Mesmo quando a reciprocidade não vinha.
Eu tentei.

Essa carta nasce quando algo muda por dentro.
Quando o amor deixa de ser um pedido
e passa a ser uma constatação serena:
eu te amo, mas eu não te quero mais ...

Não te quero mais ocupando um espaço que me custa a paz.
Não te quero mais como projeto de salvação,
nem como esperança que me adia.

Não te quero mais se, para isso,
eu preciso diminuir as minhas necessidades,
anestesiar meus limites ou negociar minha dignidade emocional.

Isso não é frieza.
É amadurecimento emocional.

E quando o afeto encontra o limite e aprende a respeitá-lo.
Eu te amo, mas agora escolho a mim.

Escolho o silêncio que organiza,
a ausência que cura,
o vazio que prepara um espaço mais saudável.
Escolho não insistir onde só eu me esforço.
Escolho não romantizar a falta,
nem chamar de amor aquilo que me fragmenta.

Talvez essa seja uma das despedidas mais difíceis:
aquela em que não há ódio, não há briga,
não há culpados.
Só há consciência.
E consciência dói, mas também liberta.
Essa carta não precisa ser lida por você.
Ela precisava ser escrita por mim.
Porque quando eu consigo dizer "eu te amo,
mas eu não te quero mais,
é sinal de que o amor-próprio finalmente encontrou voz.

No fim das contas, aquela árvore foi mais leal do que muita gente ali. Porque ela nunca fingiu ser algo que não era. Já as pessoas… ah, essas fazem teatro melhor que muito artista premiado.

LIBERTEM-SE DA ILUSÃO EMOCIONAL, PORQUE ELA É UMA PRISÃO...

Cada um de vocês pode se libertar disso. Isso não é amor; vocês amam a versão que inventaram da pessoa. Mas, se hoje fossem viver um romance, acabariam do mesmo jeito. Idealizamos aquilo que não existe mais ou aquilo que a gente acabou inventando.

Pensamos, choramos, a ponto de sentir tanta dor emocional que achamos que vamos enlouquecer. Eu passei muito tempo sofrendo assim; sonhava, mesmo sem querer pensava. É como se os ventos trouxessem memórias de nós e soprassem nos meus ouvidos, alcançando o subconsciente.

Poxa, foi aos 16 anos, e isso ainda perdurou por muito tempo.

Um dia, tive a coragem de escrever e contar tudo o que sentia, tudo o que me lastimava. Eu precisava me libertar! Nunca mais seríamos nada um para o outro, além de memória. Ele confessou também que, se fosse em outra época, talvez mais adiante, e se não tivéssemos ninguém, talvez seríamos perfeitos um para o outro e daríamos o amor que tanto não entendemos. Mas hoje nós dois seguimos nossas vidas, respeitamos nossos parceiros, e ambos resolvemos nunca mais entrar em contato.

Eu disse isso; já ele falou no silêncio. Nas desculpas por não ter percebido o quanto eu o amava, pediu perdão. Eu disse que não havia nada para perdoar e que desejava que ele fosse muito feliz em sua vida, porque ambos estamos sendo cuidados, e que assim permaneça.

Nunca mais chorei, nunca mais sofri, nunca mais pensei no que poderia ter sido. Escrever diretamente ao destinatário e abrir a alma me libertou. Nunca mais escrevi melancolias; hoje sou motivação. E, sim, ninguém esquece, a menos que soframos um colapso mental e percamos a memória. Mas a gente consegue, a partir disso, seguir a vida como se nunca tivesse se decepcionado durante todo esse tempo.

Espero que façam o mesmo e se libertem, deixando bem claro que já é passado e que tudo o que queriam era colocar para fora o que faz doer.

Minha consciência é meu segurança particular, porque é ela que cuida do que entra e do que sai da minha mente. Meu inconsciente é minha residência, o lugar onde tudo que sinto, penso e vivo se acumula, mesmo sem eu perceber. Se meu segurança se distrai e dorme, se minha consciência perde a atenção, a mídia invade. Ela traz ideias, valores, medos e desejos que não são meus, ocupa minha residência sem pedir permissão e começa a me influenciar. Por isso, é minha responsabilidade manter meu segurança acordado, atento, protegendo o que deixo entrar na minha mente e no meu ser.