Se Deus não Existisse
As pessoas tem que torcer para que Deus não exista, porque se ele existir, estará bastante irritado com nós
Se Deus existe, o homem é escravo; mas o homem pode e deve ser livre, portanto, Deus não existe.
Racionalmente não dá para defender a existência de Deus. Entretanto, a razão é apenas uma criação do homem, carrega as limitações humanas. Creio que seria muita presunção do homem afirmar que o que não está nas mãos dele não existe.
A sua existência e a sua autonomia é a Prova viva que Deus é real e ama você de fato, mas não interfere na sua vida, é você que tem o Poder de Escolha em mãos, Ele está confiando e dando o controle e Liberdade total para você fazer o que quiser, mas o Mal também está em suas mãos.
É fácil crer que Deus não exista,
se ninguém nunca o viu.
Também é possível vê-loatravés
de todas as suas criações.
“Sinceramente, espero que Deus exista; se existir, quero abraçar Sua presença; se não existir, tudo bem, seguirei vivendo a vida à minha maneira. Considerando que o Homo sapiens habita a Terra há cerca de 300 mil anos — menos de 0,01% da história do planeta de 4,5 bilhões de anos —, pergunto-me sobre o fim do mundo. Provavelmente, será a morte solar que extinguirá a vida, mas se isso ocorrer ou não, a existência merece ser vivida com consciência, serenidade e plenitude, reconhecendo a insignificância e a preciosidade de cada momento.”
Existe um Deus no céu que a letra no papel não pode descrever não dá para imaginar não dá para comparar o seu grande poder ele faz o que ele quer soberano e forte até o infinito ganha luta sem lutar vence a luta e faz cansar o inimigo!
O enigma do Bem e do Mal
Se Deus existe, o mal não é um erro, mas a consequência natural de um universo onde a liberdade é real. Pois o amor, para ser puro, não pode nascer de um decreto ou de um código fechado; ele precisa florescer na terra aberta das escolhas. Onde há liberdade, há a possibilidade do desvio, e onde há desvio, nasce a sombra. O mal não brota do Ser absoluto, mas da distância que as criaturas tomam ao se moverem fora do fluxo da Sua harmonia.
Se Deus não existe, o bem torna-se um enigma ainda mais profundo. Por que então amamos o que não nos beneficia? Por que sacrificamos o próprio bem-estar por um estranho? Por que nos inquieta o sofrimento alheio, mesmo quando poderíamos simplesmente fechar os olhos? Se tudo fosse só acaso e instinto, talvez o bem não passasse de um artifício para sobrevivência. Mas há nele algo que não se mede em utilidade: a sensação de que tocar o outro é, de algum modo, tocar a nós mesmos.
E se Deus tivesse criado um universo absolutamente perfeito, talvez não houvesse mar, nem vento, nem sequer tempo. Haveria apenas Ele mesmo, indivisível e infinito. Pois a perfeição absoluta não comporta fragmentos ou distâncias; não há “fora” do perfeito. Criar algo diferente de Si é criar o relativo — e o relativo carrega em si a imperfeição, como a noite carrega a ausência do sol.
No entanto, essa imperfeição não é um acidente. Ela é o campo onde a consciência pode despertar, onde o bem e o mal se entrelaçam para dar forma à experiência. Como nas tradições orientais, onde yin e yang não são inimigos, mas complementos que se alimentam e se equilibram, o universo se constrói no contraste: luz só é luz porque há sombra, e sombra só é sombra porque existe luz.
Talvez o mal exista para que o bem não seja apenas uma palavra. Talvez o bem exista para que a sombra não se esqueça de que é sombra. E talvez o universo exista para que o Infinito possa, por um instante, experimentar-se no finito — e o finito possa, pouco a pouco, lembrar que veio do Infinito.
No fim, perfeição e imperfeição são apenas diferentes reflexos de um mesmo espelho. Um dia, ao atravessarmos todas as distâncias, talvez descubramos que nada estava fora de lugar — e que o caminho inteiro sempre foi parte da própria perfeição.
