Se Depender de Mim

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Não estou quebrado, estou apenas saturado: excesso de ontem, excesso de nós e excesso de mim mesmo.

Luto diariamente para não me tornar um fantasma de mim mesmo, um corpo que ocupa espaço, mas que já não habita o presente.

O sono, para mim, é apenas um campo de batalha onde os monstros do dia trocam de roupa para continuar o cerco sob o véu da noite.

A fé, para mim, é o suspiro de quem, no escuro absoluto, ainda estende a mão esperando tocar a orla de algo sagrado. É saber que Deus me vê mesmo quando eu mesmo me tornei invisível para o espelho.

⁠Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, poupe-me ao menos dos amantes da espetacularização.


Não temo os tropeços, as tempestades ou a morte — nem minha, nem dos meus — pois nenhum destes barulhos consegue ser mais ensurdecedor que o espetáculo feito deles.


Há cálices que não doem pelo amargor do conteúdo, mas pelo coro que se forma ao redor deles.


O tropeço ensina, a tempestade depura, a morte silencia — todas cumprem um papel sagrado no trato da alma.


O que fere é o aplauso, o holofote aceso sobre a dor alheia, a pressa em transformar cruz em palco e lágrima em argumento.


Quem caminha com fé não pede a ausência da noite, mas a dignidade do escuro.


Não implora pela fuga da provação, mas pelo recolhimento necessário para atravessá-la.


Há dores que só frutificam no segredo, há processos que se perdem quando exibidos.


O espetáculo rouba o sentido; o silêncio, ao contrário, devolve profundidade.


Por isso, minha súplica parece-me justa: se o cálice não puder ser afastado, que ao menos não venha acompanhado da plateia.


Que a dor seja escola, não vitrine.


E que o barulho venha do céu, não dos que confundem compaixão com curiosidade e fé com entretenimento.


Amém!

⁠Pai, se não puderes passar de mim esse cálice, permita-me ao menos cuidar dos meus antes de sucumbir-me ao cansaço da alma.


Há momentos em que a fé não implora o milagre da retirada do cálice, mas a misericórdia de adiá-lo por amor.


Não é a negação do sofrimento, mas o reconhecimento de que há responsabilidades que ainda pesam mais do que a própria dor.


Quando a alma se vê exausta, não é rebeldia suplicar por tempo; é humanidade.


É dizer: Pai, eu aceito o peso, mas deixa que minhas mãos ainda sirvam, que meu olhar ainda proteja, que minha presença ainda seja abrigo.


Pois, há dores que não escolhem hora, mas há amores que não aceitam partir sem antes cumprir o cuidado.


Cuidar dos seus, mesmo à beira do esgotamento, também é uma forma silenciosa de oração.


É fé traduzida em gesto, em permanência e renúncia…


Não se trata de heroísmo, mas de fidelidade: a fidelidade de quem sabe que o fim pode esperar alguns instantes quando o amor ainda precisa ficar.


E talvez seja nesse intervalo — entre o cálice e a rendição — que Deus mais se revele.


Não como quem afasta a dor, mas como quem sustenta o coração para que ele não se torne empedernido.


Porque às vezes, a maior graça não é ser poupado do sofrimento, mas não deixar de amar enquanto se sofre.

⁠⁠Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em mim, jamais eu suportaria lembrar de um dia tão cinzento.

⁠Glória pra mim é ter conhecido a bíblia e ainda conseguir ser amigo do autor.

Sublime para mim é ver homens de joelhos.

Senhor, livra-me do homem mau e do homem sanguinário; mas também livra-me de mim mesmo.

Olhos azuis para mim... é o olhar apaixonado...

"Senhor, afaste de mim os inimigos, ou me afaste dos inimigos."

"Quando um porco olha para mim, vê uma criatura suja e fedorenta vivendo num chiqueiro."


"Quando um burro olha para mim, vê alguém com quem é impossível viver desapegado das coisas do mundo."


"Quando uma águia olha para mim, vê alguém com quem é impossível voar."

Deus do Universo !


Deus do Universo!
Ho! Meu Criador !
A te eu mim rendo !!
Ho! Meu Redentor !!!!


A te eu mim rendo !!!
De coração !!!
Ho! Deus do Universo !!!
Ho! Deus de Abraão !!!!!


As tuas promessas, nunca vão falhar !!
E neste Mundo, ao de germinar !!
Eu sei que és digno, de adoração !!!
Me rendo aos teus pés !!!
Ho! Deus de Abraão !!!!!!!


Ho! Jesus eu te louvo, de coração !!!
Te agradeço, meu meu querido irmão !!
Deixar-te tua glória, pra morrer na cruz !!
Por meus pecados, meu amado Jesus !!


Meu Cristo, eu te louvo !!!
Enquanto aqui viver !!!
E após a morte, vou permanecer !!!
Contigo na glória, e irei mim encontrar !!!


E pra sempre Jesus !!!!
Irei te louvoar !!!
E pra sempre Jesus !!!!
Irei te louvoar !!!
E pra sempre Jesus !!!!
Irei te louvoar !!!!!!!

“Você devia se cuidar mais.”
“Há um tratamento.”
Sobre mim mesmo eu disse: “Eu nunca me cuidei ou me tratei.”

⁠Na velhice da alma

Eu não escolho sonhar; os sonhos que vêm sobre mim
Algum velho e estranho desejo por ações.
Quanto à mão sem força de algum velho guerreiro
O punho da espada ou o capacete usado desgastado pela guerra
Traz vida momentânea e astúcia longínqua,
Então para minha alma envelhecida -
Envelhecida com muitas justas, muitas incursões,
Envelhecida com nomear de um aqui-vindo e daqui-indo -
Até agora eles lhe enviam sonhos e não mais deveres;
Assim ele se incendeia novamente com poder para a ação,
Esquecido do conselho dos anciãos,
Esquecido de que aquele que governa não mais batalha,
Esquecido de que tal poder não mais se apega a ele
Assim ele se incendeia novamente em direção ao fazer valente.

Ezra Pound

Nota: Tradução do poema In The Old Age Of The Soul.

. Esposa .


. Se quer saber realmente o quanto você é importante para mim, então escrevo assim:
. Há muito tempo tive o privilégio de conhecer uma mulher maravilhosa...
...e hoje ela é a minha esposa.


. Lídio Alencar.

Prestes a infartar

Prestes a infartar,
perdi o foco.

Você o arrancou de mim.
Delicadamente me chamou —
e agora não consigo desviar o olhar.

Meu coração grita, acelerado:
“Por favor… me dê mais.”

Eu o mantenho na coleira
e digo:

“Você não vai aguentar.”

Prestes a infartar,
à beira do precipício
não consigo me afastar.
Pular também não é uma opção.

Então respiro fundo,
controlando as batidas,
porque sei:

um passo em falso
e volto
para o abismo.

“Quantas vezes me vi perdido no espaço de mim mesmo, a ponto de imaginar-me sem razão.”
— Os`Cálmi

Às vezes me perco de mim mesmo, e toda vez que me reencontro, passo a me conhecer um pouco mais. Na verdade, percebo que esses desvios não são falhas, mas sim o terreno fértil onde minhas novas identidades nascem. O eu que retorna é sempre mais resistente e autêntico do que aquele que partiu.