Saudades dos Filhos que não Conheci
Quando te conheci já te amei.
Já te amei porque não tenho se não motivos para não te amar.
Tu me conheceu como eu era dantes, e agora te conheço como é após.
Será mesmo que tu me conhece ou eu te conheço?
Te conheço quando penso em seus lindos lisos louros e castos cabelos.
E vós em que me conhece?
Não tenho nada a te oferecer do que meu próprio conhecer.
Sobre o amor.
Sabe, já conheci pessoas que me prometeram o impossível, que me iludiram, mentiram, me fizeram assinar um atestado de trouxa, e que não eram como eu imaginava, que me desrespeitaram, pisaram, humilharam...
Construi no passado um castelo ...e ele se desfez... das ruínas... a poeira... sobrando o nada, o vazio...
Mas depois de um longo e muito doloroso processo fui juntando a poeira, tudo aos poucos e refazendo, mas o castelo foi reerguido desta de forma diferente, vi que havia uma complexidade muito mais forte, precisava de uma segurança , e me proteger era a maior necessidade, portanto construi uma grande muralha ao redor, um projeto de não permitir intrusos.
O que deu errado?
Foi a ingenuidade de esquecer que embora tivesse erguido grandes muralhas havia um calabouço e de lá, um lugar esquecido onde nunca foi habitado.
Relacionamento não é um jogo de sorte ou azar, é algo simples , apenas uma questão de merecimento e amadurecimento. Enquanto você estiver na fase de desenvolvimento, você será incapaz de identificar o podre disfarçado de tentação.
Com o passar do tempo, mudam as percepções e, por mecanismos de defesa, saberemos o período exato onde tudo começou ou onde tudo terminou, o que fizemos e deixamos de fazer, o que plantamos e nunca iremos colher, o que plantamos e será colhido por alguém que nunca soube sequer o significado da palavra cultivar.
Demorei para compreender, mas o amor de verdade é querer que o outro seja ele mesmo em sua integridade, quando permito (e facilito) que o outro se aproxime de quem é de fato, independente do meu desejo egocêntrico do que quero para mim.
Aí te pergunto, quando você se sentiu realmente que amou você sentiu em verdade ser amado?
Se teve está felicidade então está em um percentual mínimo das pessoas, pois raramente isso acontece.
Muitas vezes o amor é substituído por medo, os tais fantasmas que te fazem ter medo de perder, medo de se tornar fútil, medo de ser preterido, medo de ficar sozinho, medo de sentir, medo de tudo, por tudo você já se sente numa condição de total atrofia de sentimentos, porque no fundo você já se sente desamparado.
E é isso, não existe está belela de esperar que alguém venha preencher todos os espaços vazios ou colorir todas as telinhas em branco, alguém que nos tire das sombras.
O amor não tem nada a ver com preencher lacunas, completar pessoas incompletas, aperfeiçoar seres completamente imperfeitos, tô cansada de gritar e desenhar e ninguém compreender.
Amor não é a hora do cafezinho, o esquecimento e ser lembrado apenas datas específicas.
Ame como o amor deve ser, mas não faça do amor a tábua de salvação para alguém e ninguém.
Eu sou um quebra cabeças de 100 mil peças, e montar tudo isso requer muito mais um simples desejo, terá que haver uma exímia paciência, e dedicação.
O amor não deixa margens para dúvidas, para indecisões. E, esse é o meu grande problema, é a peça 99.999 que me falta:
EU QUERO O AMOR.
Eu não quero mais rascunhos e esboços, suspiros efêmeros de um sentimento cujo qual não posso, ao menos descrever.
Eu não quero sair com uma pessoa á qual eu não posso sequer elogiar, porque senão vou estar “sendo boba” e “dando muito mole”. Eu não curto jogos.
Eu não quero manter contato com um ser ao qual eu tenho que ficar o tempo todo me lembrando e me policiando, que eu NÃO POSSO ME APEGAR.
Eu quero me apegar! E quero me peguem.
Quero o amor com TUDO que se tem direito, drama, exageros, paixão, choro, sorrisos, lágrimas, e a decência de ser única.
Eu quero sentir meu corpo vibrando, meu coração exacerbado de felicidade. Aquela ansiedade, boa, de esperar alguém no portão.
Quero sim que me roubem o coração! Sem pedir permissão.
Quero alguém que me prenda a atenção. Que faça o meu corpo suar; A minha alma sentir saudades. E o meu mundo estremecer.
Não consigo me conformar com o “mais ou menos”, fingir que é normal e aceitar que essa é a realidade da nossa , lamentável geração.
Não posso aceitar que todos os caras hoje em dia sejam iguais, se não, meu coração não vai lutar mais;
Não quero me sentir nesse leilão dos horrores: Onde criamos “paixões” pelo que responder mais rápido as mensagens do Whatsapp e ter que me alegrar com um sorrisinho e dois tracinhos azuis de visualização.
Não preciso de companhia para as minhas noites, e fins de semana quero companhia para a minha VIDA.
De que adianta andar de mãos dadas com alguém, sem as almas não estão juntas?
Não preciso de beijos sem sabor, abraços sem arrepios.
E ser tudo isso, querer tudo isso é complexo.
Mas volto a afirmar, o contrário de amor não é o ódio, e a indiferença.
Re Pinheiro
As Cicatrizes da Boa Intenção
Certa vez, conheci uma pessoa muito boa, uma verdadeira amiga. Ela gostava de plantas e possuía uma coleção com diversas espécies. Quando as folhas acumulavam poeira, ela passava um pano limpo e macio por toda a sua extensão.
As folhas ficavam renovadas e brilhantes. No entanto, ela utilizava uma força quase imperceptível, que não sentia e nem imaginava ser prejudicial. Apesar de seu gesto nobre e bem-intencionado, com o passar do tempo surgiam finas marcas na superfície das folhas, como pequenas cicatrizes. Aos poucos, elas adquiriam um aspecto envelhecido, frágil, seco e sem vida.
A intenção era boa, mas a falta de informação fez toda a diferença. Sem perceber, ela não avaliou que sua forma de agir poderia causar danos. Acabou machucando as folhas sem imaginar que um ato bondoso, porém sem conhecimento, planejamento ou reflexão sobre os possíveis efeitos, poderia expor sua fragilidade e prejudicá-las.
Por isso, até mesmo os atos de bondade exigem consciência, prudência e sabedoria. Nem sempre querer fazer o bem é suficiente; também é preciso compreender como fazê-lo.
Eu achava que, se morresse, tudo bem. A hora podia ser qualquer uma. Então conheci uma mulher e o mundo deixou de ser indiferente.
De repente quis ficar, com uma urgência que me esmagava e iluminava ao mesmo tempo. A ideia da morte deixou de ser teoria e virou um medo que me perseguia dia e noite, invadia os pensamentos e apertava o peito. Não saía da cabeça. Nunca me senti assim, aterrorizado e, ao mesmo tempo, desesperado para continuar vivendo.
"Passei por lugares intransponíveis, aprendi línguas, conheci nações através de outros. Venci todos os obstáculos para me encontrar agora, sábado à noite, com dor de cabeça num quarto escuro. Mas não se preocupe: da porta para fora todos me veem vitoriosa, pai. Eu venci."
Nunca conheci alguém que é forte hoje e que tenha um passado fácil. Agradeça suas lutas, são elas que vão te transformar na melhor versão de você.
Eu não julgo a escuridão de ninguém... Pois, afinal, eu conheci a minha e quase fui arrastado por ela.
Conheci uma mulher e me despedi de outra, embora ambas carregassem o mesmo rosto e ocupassem o mesmo corpo...
As pessoas mais inteligentes que conheci, aprenderam justamente porque reconheceram o quanto tinham dificuldades em aprender.
Há um tempo atrás eu te conheci,
e a cada dia que passava, e ainda
passa, gosto mais de ti, tu me
conquistou de verdade...
Quero que isso fique bem marcado,
para ti...
Estou muito, mas muito feliz
em ser teu amigo...
Conheci um cara que era feliz no casamento, mas se separou para não se arrepender mais tarde de não ter mudado.
Carreguei o peso de sombras que não eram minhas,
Conheci o gosto amargo da humilhação,
Senti a dor como quem caminha entre espinhos,
E vi o sofrimento tentar silenciar o meu coração.
Fui testada no limite, na entrega que me esvaziou,
Mas, mesmo entre os cacos, algo em mim não se quebrou.
Porque, apesar de tudo, escolhi a bondade,
Fiz da minha generosidade um escudo contra o desdém.
Minha lealdade foi um farol na própria tempestade,
E o amor, que me feriram, continuou sendo o meu bem.
Eu sou a prova de que a luz não se apaga pelo escuro,
Sou a harmonia que renasce, firme e madura, no futuro.
Rejeito agora qualquer rastro do que me fez sofrer,
O desrespeito e o erro não têm mais morada em mim.
Aprendi que a minha doçura é, na verdade, poder,
E que o meu valor floresce, enfim, em um novo jardim.
Sou a alma que atravessou o abismo e não se perdeu,
Hoje, o amor que eu dou, é o mesmo que, por fim, é meu.
Eu conheci a solidão, mesmo estando entre pessoas
A solidão dói mesmo em meio as risadas festivas do que pra muitos eram momentos de confraternizar
Mas, no interior havia solidão vazio tristeza disfarçada com um sorriso que desviava para o canto da boca enquanto lá dentro o frio escuro machucava
Com o tempo eu fui saindo da solidão e percebi que havia um lugar em mim chamado solitude e foi lá que encontrei meu acolhimento onde aprendi a deixa de fora a solidão e criei meu jardim de beleza e paz.
Meu lugar
Marcio Melo
O Silêncio foi o lugar mais lindo que eu conheci na vida... lá ouvir uma voz que sempre me acompanha e ela me diz:* VOCÊ PODE SER MELHOR QUE TUDO ISSO . ( Flávio S.Silva)
" Meus tesouros são sorrisos que recebi
amigos que conheci
e paixões que nunca esqueci
minha verdade foi reconhecer e dar o valor exato
sem média ou puxação de saco
do que cada um é merecedor...
Na solidão fui encontro comigo mesmo, conheci medos e passos que me guiam hoje, a solidão virou mapa para andar sozinho, assim encontrei força no meu próprio passo.
Conheci-te sorrindo,
e por Deus,
jamais gostaria de conhecer teu chorar.
porque tua alegria me deu fé.
fé que o bem existee insiste
na melhor forma do amor....
Depois que eu li "Eu que nunca conheci os homens" me peguei fazendo uma profunda reflexão sobre a razão da minha própria existência e no que eu quero pra mim mesmo e eu tenho ambições tão baixas que fico me perguntando se tudo isso não é só um ciclo repetitivo de dias até a morte.
Tudo que eu queria na minha vida é nunca mais trabalhar e passar meus dias indo tomar um sorvete na praça enquanto eu leio um livro, é só isso... então penso, isso é normal? Alguém querer tão pouco da própria vida? Alguém ser tão recluso como eu? Será que eu não poderia viver minha pobre vida no silêncio de uma página?
Então eu vou envelhecer ou talvez até morrer sem saber como é a tranquilidade de uma vida pacata com os livros, quando eu tiver velho e cheio de doenças, gastando todo meu dinheiro com plano de saúde e remédio, não vou ter como aproveitar do jeito que eu aproveitaria se fosse jovem.
O quão injusto é não termos o direito de desfrutar da nossa juventude? De termos 1 mês no ano pra tentar repor as energias para mais 11 meses ou mais de trabalho ininterrupto, eu não quero trabalhar, não quero acordar cedo, não quero nada disso, eu só quero ficar na minha casa, acordar 10hrs da manhã, tomar café, arrumar a casa, ler, tomar banho, assistir uma serie, ir na biblioteca, ir num restaurante no final de semana, passear na praia, ir no cinema, sem pensar que no dia seguinte eu tenho que voltar pra mesma rotina cansativa.
Eu não sou uma pessoa enérgica, todas minhas relações pessoais são de baixíssima manutenção, eu sou introspectivo, eu sou pacato e caseiro, essa é a vida que eu quero levar.
É impressionante a quantidade de vezes que eu preciso continuar me perguntando qual é o meu propósito na terra, por que estou aqui? Por que preciso fazer o que faço? Tem sentido ainda eu continuar? E por mais que eu insista em dizer pra mim mesmo que o sentido sou eu quem faz, no fim do dia tudo parece vazio, e eu continuo novamente mentindo pra mim mesmo, de novo e de novo, sem nunca conseguir me convencer.
Mas aqui eu estou, vivendo um dia após o outro, aceitando que talvez eu nunca tenha respostas pras minhas perguntas, que vou continuar lendo livros existencialistas e nunca me sentindo satisfeito.
Será que se eu fosse rico eu ainda ia pensar assim? Provavelmente não, mas quem sabe? Tudo que posso fazer é um exercício de imaginação.
Quantas perguntas mais eu preciso me fazer até me dar conta de que não existe porquê faze-las se nunca terei as respostas?
Os livros são o único lugar em que me permito viajar e vivenciar mais vidas e perguntas do que me cabem.
