Saudades de um Amante
Saudades do tempo em que pessoas eram gente e bichos eram de estimação! Hoje, bichos são pets e as pessoas, umas pestes!
' MÃE '
Mãe é sorrir , cuidar e amar,
É também em silêncio
De saudades chorar.
Mãe um amor tão profundo,
Que Deus nos deu de presente
Como anjo neste mundo .
Mãe é colo, Abraço, amor que abriga
Que castiga mas também é amiga
Desde o ventre, o coração
Esse amor interliga
Mãe, pequenina palavra
amor incondicional que não se descreve
Um amor infinito que nunca prescreve
Maria Francisca Leite
Direitos Autorais Reservados Sob a Lei 9.610/98
Registro:N° 122958067065
Saudades do Rio
Agilson Cerqueira
O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.
Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.
Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.
Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.
E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.
Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.
Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.
É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.
Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.
Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.
Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.
.
Praça
Hoje eu acordei com saudades de você
Beijei aquela foto que você me ofertou
Sentei naquele banco da pracinha só porque
Foi lá que começou o nosso amor
Senti que os passarinhos todos me reconheceram
E eles entenderam toda a minha solidão
Ficaram tão tristonhos, e até emudeceram
Aí então eu fiz esta canção
A mesma praça, o mesmo banco
As mesmas flores, o mesmo jardim
Tudo é igual, mas estou triste
Porque não tenho você perto de mim
Deserto.
Multidão.
Solidão...
Falta tu por perto.
Saudades.
Passado que não passou.
Não saber onde tu estás.
Tu não saber como estou.
Silêncio.
Ausência de ti.
Saudades que me mata devagarinho...
meu balão de oxigênio... falta tu aqui.
O luto ,não é algo que passa .
Ele simplesmente, nos destroi cada ano,cada lembrança, a saudades.
As vezes entramos em uma depressão, ansiedade e tudo juntos.
Mais quem ligam.
Sejamos honesto, nesse mundo ninguém ligam prar sua dor.
Então não o compartilhe com ninguém, esse alguem um dia pode vira um inimigo e tentar ti destrói.
Va a um psicólogo, psiquiatra e lute prar ficar forte ,para aquentar a dor,mas jamais compartilhe informações.
Informações é poder .
Ah saudades
Como eu queria voltar no tempo
No dia em que te conheci.
Nossos olhares se encontraram
Senti um frio na barriga e meu coração errou as batidas.
De jaqueta preta você estava,
E daí conseguiu meu número e me mandava "bom dia "todos os dias
Percebemos coisas em comum
Conversar com você era meu escape
Então nasceu um amor!
Oramos a Deus para confirmar aquilo que sentíamos
Mas éramos tão imaturos e isso nos afastou
Faz tanto tempo e ainda acho que te amo
Você já está casado e formou uma nova família
Te excluí de tudo para não pensar mais em você
Mas vira e mexe seu rosto me vêm a memória e o sentimento continua.
Talvez eu só ame as lembranças que tenho.
Você seguiu seu caminho
Mas era para ser comigo.
Isso é errado! Eu preciso te esquecer
Na verdade, acho impossível apagar da memória o primeiro amor.
Me arrependo, não de ter te conhecido, mas de ter te amado errado
A Hora da Partida (Luiz Maria Borges dos Reis)
Amanhã de manhã partirei
Levando saudades de alguém.
Sentirei no peito uma dor
Sentirei a ausência do meu bem.
Sei que lágrimas vão correr
De meus olhos ao partir
Somente um adeus deixarei
Na hora de me despedir.
Meu coração sentirá eu bem sei
Esse momento triste da despedida.
Levarei comigo a dor de uma saudade
Saudade da Joana e da Aparecida.
Meu violão pendurado na parede
Deixarei com muito pesar
Cantarei a Valsa da Despedida
Quando deixar o meu lar doce lar.
Adeus amigos, gente do meu lugar
Que amo de coração.
Quero partir e um dia voltar
E ver de novo o meu sertão!
Olhos cor de mel...
Saudades daqueles olhos cor de mel,
Como era bom ouvir aqueles sambas com a tua cabeça no meu colo,
A nossa maior arma contra o mundo era estarmos juntos,
O jeito que você me olhava dizia muito sobre o teu coração,
Lembro-me quando eu cantava no teu ouvido e você pedia bis repetidamente,
Em cada passo dado ao teu lado, enquanto nossas mãos andaram juntas, posso te afirmar que fui muito feliz, vive o inacreditável sobre o amor.
Saudades de ser tapado, pois, tenho a certeza que nesses dias os problemas eram fáceis de se resolver.
Dia da saudade
É bom sentir saudades de quem amamos, daquilo que passou, do que fomos e do que poderíamos ter sido. Ter saudade é ver a vida desfilando na memória, com suas alegorias alegres ou tristes, fantasias e alas da escola de samba "Caprichos do Senhor Tempo”.
"Saudades...
Não de quem...
Não sei de que..
Creio que dos sentimentos bons
que eu vivie que ainda vou viver."
Haredita Angel
03.09.25
𓂃 ོ𓂃
Saudades tuas, poesia.
Onde era para estar, encontro rimas
De negócio, política e religião.
Sei que está em tudo, fazendo versos,
Mas não vejo tal versão.
Saudades tuas, poesia.
Da tua, da minha e de outrem.
Onde a inspiração era música,
Canto do passarinho e o balançar do vento.
Saudades do antigo lugar,
Que hoje está ao relento
Sobre as ruínas do novo tempo.
𓅓
Saudades
Ninguém parte de verdade apenas no dia em que faz as malas. A verdadeira partida acontece aos poucos, quando o coração percebe que terá de aprender a chamar de casa um lugar onde ainda não conhece o próprio silêncio.
Eu deixei para trás ruas, rostos, abraços e uma parte de mim que nunca fez as malas.
Pensei que a distância apagaria as lembranças, mas descobri que a memória não precisa de passaporte. Ela atravessa oceanos num instante e nos faz voltar para casa sem que os pés saiam do chão.
Com o tempo, entendi que partir não foi um fim.
Foi um começo. E cada passo longe da minha terra também foi uma maneira de homenageá-la, porque nunca deixei de carregá-la comigo.
Há pessoas que viajam para encontrar um novo mundo. Eu viajei e descobri que o maior mundo que carregava era aquele que já vivia dentro de mim.
Saudades
Saudade é uma distância
que o coração se recusa a medir.
É olhar para o caminho percorrido
e descobrir que alguma parte de nós
ainda mora onde tudo começou.
Saudade é a voz de quem amamos
atravessando os anos em silêncio,
é um olhar guardado na memória,
um portão, uma despedida,
um “Deus te abençoe”
que o tempo nunca conseguiu apagar.
Partimos porque tínhamos sonhos,
mas ninguém nos contou
que alguns sonhos carregam ausências.
E seguimos…
entre conquistas e lembranças,
aprendendo que vencer também dói
quando não podemos abraçar
quem nos ensinou a sonhar.
Hoje compreendo:
quem parte não deixa tudo para trás.
Leva consigo os afetos, as raízes,
os gestos e as vozes.
Porque saudade talvez seja isso:
o amor quando já não cabe no presente
e decide morar para sempre
dentro de nós.
Aí você sente saudades
Mas não procura
Sente falta mas não procura
E acha que assim você está se mantendo firme
Que orgulho é esse que faz você se afastar de quem quer tanto ter perto.
Aproveita por que é efêmera a vida
enquanto seu orgulho te alimenta o
EGO
esse mesmo orgulho
Está te matando a alma.
te deixando
Cego
Para ver que a mudança da sua vida
Depende de você
Enquanto você sofre a distância
Pra não ser o primeiro a dizer
Entenda que é sua escolha de continuar a sofrer
A vida não espera você decidir
Enquanto você fica entre sentir ou não sentir
Acabou a vida
Você deixou de existir...
Fim .
Pamela Pacheco @sobreapam
Saudades dói demais, aperta o peito, embarga a voz quando a gente menos espera, ao falar de quem partiu para além do pôr do sol. A gente se consola dizendo que é apenas um até breve, mas quando a gente pensa no abraço que não pode dar, no alô que não vai ouvir, nos olhos que não brilham mais ao te ver, a serenidade dá lugar à ansiedade, e é aí que grita forte a saudade.
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