Saudades de Quem Partiu
Maria João, Um Anjo que Partiu Cedo Demais
Eu, como peregrino que acredita que a peregrinação não é apenas uma jornada física ou sagrada, aprendi que caminhar também é buscar uma espiritualidade que nos transforma e nos torna viajantes em direção a Deus.
A perda de minha sobrinha Maria João, uma jovem guerreira de apenas 24 anos, fez nascer em mim uma dor que nenhum caminho havia conseguido me mostrar. Ela perdeu a vida lutando, acreditando que os chamados de sua profissão não esperavam apenas pelo dever, mas pelo coração. Maria João era um anjo sem asas, vestindo a farda da coragem, sempre pronta para levar esperança ao cinza de qualquer tempestade. Sua partida levou uma jovem cheia de vida, sonhos e possibilidades, deixando em nossa família um vazio que nenhuma palavra consegue preencher.
Diante dessa perda, voltei cerca de quarenta anos na trajetória da minha vida e reencontrei outras despedidas que o tempo jamais conseguiu apagar. Primeiro, meu irmão João, aos 29 anos, vítima de leucemia. Um batalhador, dono de um coração imenso e sempre disposto a ajudar o próximo. Depois, minha querida mãe, Belmira, que partiu aos 53 anos. Uma mulher que considero uma fortaleza e que, ainda aos 17 anos, teve coragem de deixar o Brasil para viver um grande amor em Portugal. Em seguida, perdi meu pai, que, embora tivesse enfrentado um câncer, acabou sendo profundamente abalado pela depressão após a morte de minha mãe.
Quando meu coração começava a encontrar algum acalento, veio outra tragédia: meu sobrinho António, o Tó, partiu aos 18 anos, vítima de uma overdose de drogas. Gosto de imaginar que, de alguma forma que somente Deus conhece, ele foi ao encontro de seu pai, meu irmão João.
Depois de tantas perdas, pedi a Deus que me livrasse de novas notícias ruins. Os anos passaram, e a vida também me presenteou com momentos maravilhosos, tantos que seria impossível enumerá-los sem correr o risco de esquecer algum. Foram esses momentos que me ensinaram a agradecer, a caminhar e a compreender que a vida, apesar de suas dores, continua sendo um presente de Deus.
Mas hoje percebo que ainda sou extremamente frágil. Posso ter caminhado milhares de quilômetros, enfrentado chuva, frio, calor, cansaço e longas distâncias, mas nada me preparou para a despedida de Maria João. Descobri que existem distâncias que nenhum peregrino consegue medir com os pés. Existem caminhos que não se percorrem com as pernas, mas com a alma.
Por isso, hoje não tenho grandes respostas. Tenho saudade, lágrimas e fé. Resta-me implorar a Deus que conforte toda a minha família e agradecer aos milhares de portugueses que, profundamente comovidos, manifestaram solidariedade, respeito e compaixão diante da nossa dor pela perda de Maria João.
Ela partiu muito cedo, mas deixou uma história, uma coragem e uma lembrança que continuarão caminhando conosco. Talvez seja essa a única maneira de compreender a partida de quem amamos: o corpo vai embora, mas aquilo que a pessoa plantou em nossos corações permanece.
Hoje, o peregrino que tantas vezes escreveu sobre superar limites precisa reconhecer que encontrou um limite que não consegue ultrapassar sozinho. Por isso, não peço a Deus que apague a minha saudade. Peço que me dê forças para transformar a dor em oração, as lágrimas em gratidão e a ausência em memória.
Porque existem caminhos que não foram feitos para serem vencidos. Foram feitos para serem percorridos com fé.
Peregrino Nino Carneiro
💕✨️ Ainda que meu olhar insista em te encontrar... sinto que partiu... já vive nas lembranças... no meu coração... enquanto eu viver... habite o meu ser... morada da saudade... seu novo lar. ✨️💕
O tempo esquece quem partiu, mas o amor dos pais e de Deus permanece. Não perca a vida tentando agradar a um mundo que amanhã não se lembrará de você. ✨🕊️
"Quando a saudade parece dizer que alguém partiu para sempre..."
"Allan Kardec nos convida a olhar a morte por outra perspectiva."
"O túmulo guarda apenas aquilo que pertence à matéria."
"Aqueles que amamos continuam existindo, vivendo no mundo espiritual e permanecendo ligados a nós pelos laços do pensamento, do afeto e da lembrança."
"Por isso, recordar um ente querido não precisa ser apenas um exercício de saudade."
"Pode ser também uma expressão de amor."
"A verdadeira comunhão entre os vivos e os desencarnados não está nas pedras dos túmulos."
"Está no sentimento que permanece."
"A morte não apaga os vínculos verdadeiros."
"Ela apenas modifica a forma pela qual aprendemos a amar."
"Que a lembrança daqueles que partiram seja acompanhada de paz, esperança e prece."
"Nem sempre a despedida significa separação."
"Para o Espiritismo, a existência não termina com a morte do corpo. O espírito prossegue sua jornada, enquanto os vínculos construídos pelo amor podem permanecer vivos através do pensamento e da afeição."
"Diante de um túmulo, não vemos apenas aquilo que terminou."
"Podemos recordar aquilo que continua."
"Allan Kardec"
#Espiritismo #AllanKardec #DoutrinaEspírita #VidaApósAMorte #Desencarnação
A separação interrompe o toque, mas nunca apaga o amor. Quem partiu continua vivo nas nossas melhores memórias. ✨🕊️❤️
“Nem todo adeus é o fim… Tem partidas que são só pausas — pra vida reescrever o que partiu antes da hora.”
Sofri um golpe que partiu algo dentro de mim que eu nem sabia que podia se quebrar. A maior decepção da minha vida, vinda justamente da pessoa que eu jurava ser incapaz de ferir, da última de quem eu esperaria uma facada. Foi o tipo de dor que não atravessa… rasga...esmaga.
Esse dia marcou o fim de uma inocência, de uma confiança que eu jamais recuperarei do mesmo jeito. Ali, naquele instante, eu descobri que até o “impossível” pode acontecer, que até o “nunca” pode ruir, que o mundo vira ao avesso quando a facada vem de mãos que antes me acolhiam.
E mesmo assim, aqui estou.
Carregado de cicatrizes, sim, mas de pé.
Não por ter superado tudo… mas por ter aprendido a sobreviver dentro da própria tempestade.
Hoje eu olho para trás e não sinto só dor. Sinto fúria, sinto força, sinto a certeza de que aquilo que tentou me destruir acabou me transformando. Aquele foi o dia em que algo em mim morreu, mas também foi o dia em que outra versão minha começou a nascer, mais consciente, mais dura, mais forte, mais fria, realista e difícil de derrubar.
No vazio, me dissolvo em meio aos meus próprios cacos. Renasço no sorriso de quem partiu, e na tragédia me estagno. Através da arte, grito o som mudo do peito que não sabe onde é o seu lar. Mergulho na escuridão, me tornando cinzas acesas. O passado me lembra de quando a esperança ainda vivia em mim. Me perco em meio ao caos da percepção do tempo que voa sem dar meia volta ou encontrar bifurcação. Quantos passos ainda estou disposta a dar a caminho do desconhecido que mais temo?
- Marcela Lobato
(Cap. IV: Aparece Rubi)
O príncipe, disposto a salvar o seu povo, partiu para o bosque para pedir uma poção a Floral. Todavia, a entrada do local era protegida por Rubi, o monstro rosáceo da bruxa. Os boatos diziam que ele tinha cara de uma fera brutal; outros, porém, afirmavam que não. O príncipe seguiu seu caminho… e eu, Crianças, o autor desta história, também caminharei ao seu lado para descobrir, com vocês, o encanto deste conto de fadas.
O Sagrado Ofício de Ensinar
Das terras quentes do Piauí ele partiu,
Trazendo na mala a busca pelo saber,
Cruzou a fronteira que o destino abriu,
E no solo maranhense fez a vida florescer.
Na UEMA, como aluno, sentou-se à mesa,
Desvendou a matemática, o cálculo e a razão,
E a Princesinha do Sertão, com sua beleza,
Adotou o jovem mestre no coração.
Diplomado e pronto para a grande missão,
Sua voz ecoou pelas salas da cidade,
Nas escolas públicas levou dedicação,
E nas particulares, sua marca de verdade.
Mas o ciclo perfeito a vida reservava:
Voltar como mestre onde foi aprendiz.
Na UEMA Campus Caxias, onde tudo começava,
O Professor Portela fincou sua raiz.
Formando novos professores para o amanhã,
Ele multiplica o amor pelo seu sagrado ofício,
Sua paciência e entrega, de forma generosa e sã,
Transformam a matemática em um lindo edifício.
Do Piauí à Caxias, uma reta de luz se traçou,
Somando histórias, subtraindo a incerteza,
Obrigado, Professor Portela, pelo legado que plantou
Na educação de nossa terra e com tanta grandeza!
2841 📜 Desde Nostradamus (que partiu em 1566) e Nhô Saliva (nascido e 'partido' um pouco depois), não surgia Vidente tão Eloquente como BÁBA ZEFA (como nada, ohquei?).
3004 📜 BÁBA ZÉFA, a Vidente Nada Condescendente, foi-se pra Casa dela. Partiu agradecida pela hospedagem aqui no Meu Casebre, tão diferente de Outros parentes que cá recebo, tão diferente!
Feliz família.
"O tempo passou...
E, agora procuro...
Cadê meu pai? - partiu!
Cadê minha mãe? - partiu!
Cadê meus irmãos? não sei!
Cadê os gozos de família?
- se foram...
-Oportunidades tidas e agora as percebo perdidas...
Fui! - cuidado você, prá não ser...
-Feliz família à todos!"
☆Haredita Angel
Príncipe,
Hoje faz 18 anos que você partiu, o tempo passou e me ensinou a lidar com sua ausência. Não posso dizer que foi sem aviso, sem despedida, porque você se despediu sim… nós é que não queríamos ver. Como o vento quente de verão, pesado e intenso, você seguiu o caminho das estrelas e repousou na Lua.
A dor que antes me acompanhava foi se transformando, suavizando com os dias. Hoje não carrego mais o peso da perda, mas guardo os momentos, as lembranças que se tornaram eternas. Cada gesto, cada palavra, cada silêncio seu vive em mim como um tesouro.
E quando olho para o céu, encontro você nas estrelas, na Lua, no infinito. É ali que sinto sua presença, não como ausência, mas como luz que continua a me guiar. Você sempre falava do céu, das estrelas, da Lua… e hoje eu entendo. Era ali que estava sua ligação mais profunda, seu refúgio, sua poesia. Por isso eu prefiro acreditar que você está lá, sentado na Lua, olhando para mim, assistindo tudo do alto.
Nossa história teve fases doces e também turbulentas, mas todas foram únicas. Na minha infância, você foi meu príncipe sem defeitos. Na adolescência, não tão perfeito, mas ainda assim meu príncipe. E hoje, mesmo com o tempo, você continua sendo meu guia, meu espelho, meu príncipe eterno.
Você teve atitudes que me mostraram o que é bom e também o que não é tão bom. Com seus exemplos — nos acertos e nos erros — eu aprendi a distinguir caminhos, a valorizar o que importa, a me tornar quem sou.
Hoje, não carrego mais a dor da sua partida. Ela foi se transformando, foi indo embora aos poucos… e o que restou foram as lembranças. Guardo cada momento, cada gesto, cada palavra, como tesouros que me acompanham e me fortalecem.
Pai, eu falo com você todos os dias, mesmo sem resposta. Falo com o céu, com as estrelas, com a Lua… porque sei que de alguma forma você me escuta. E eu sigo aqui, com amor eterno, com gratidão infinita, com a certeza de que você nunca deixou de ser parte de mim.
"Nasci de Parto e de Bicodela! A cegonha me pegou no bico e disse: ‘Parto!’ E partiu comigo, no Bicodela. Disseram-me que foi assim que nasci. Eu estava lá, mas não lembro!”
Frase Minha 0008, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Nasci de Parto e de Bicodela! A cegonha me pegou no bico e disse: ‘Parto!’ E partiu comigo, no Bicodela. Disseram-me que foi assim que nasci. Eu estava lá, mas não lembro!”
Texto Meu 0008
😁
0008 "A Cegonha me pegou no bico e disse: ‘Parto!’ E partiu comigo, no Bicodela. Por isso, Nasci de Parto! Disseram-me que foi assim. Eu estava lá, mas não lembro!”
E de repente você foi embora
Sem ao menos dizer adeus
Simplesmente partiu
E contigo partiu também o meu coração
Sangria
Sinto fraqueza
Sinto sede
Sinto frio
Sinto que algo dentro de mim se partiu
Aos poucos vou ficando inconsciente
Vou caindo lentamente
Com tremores e arrepios
A pulsação aumenta
A respiração o meu fôlego afugenta
E a cada instante é mais lenta
Até que, num relance, as luzes se apagam
E não vejo e nem sinto mais nada
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