Saudades de Quem Mora longe
A saudade é um dia frio,
É como chuva fina em breve estio
Ave pequenina sem ninho
É porta aberta e alguém que não vem.
Morre corre e some,
Essa é a pior saudade.
Estar ao teu lado e ausente,
Na teoria inteiro, mas se sentir metade.
Vivo de sorrisos
ainda que eu não os veja
Vivo de abraços
ainda que haja distância
Vivo de saudades
ainda que eu não aguente
Vivo de amor
ainda que não me amem.
Sinto saudade de minha cidadezinha, tão pequenininha, porém bonitinha.
Levantou-se à beira de um rio de muitas lendas que deveria ser um ponto turístico.
Sinto saudades da pracinha com água iluminada que ia alto e encantava as crianças que ali ficavam a andar de bicicleta, saudades, somente saudades.
Saudades do parquinho. Ah! Quem me dera voltar aos meus dez anos, brinquedos, castelinho. Hmmm! Como era bom tomar sorvete aos domingos. Meu pai tinha prazer em levar seus filhos.
Lembro – me como se fosse hoje da grama verdinha onde muitos brincavam, hoje sequer olham pra lá.
E as festas de setembro, escolas reunidas na praça para os desfiles estudantis “Ô tempinho bom, que não volta mais!”.
Como me sinto triste quando passo pelas ruas da minha cidadezinha, tão pequenininha que foi esquecida parece mais faroeste, só faltam os desafios no centro da cidade.
Ceres cidadezinha das flores, minha Deusa, ainda tenho esperanças em meu coração, que volte a ser minha cidadezinha tão bonitinha, aquela, que ainda está em minha memória.
Estive vagando em algum lugar tão distante
Estive até negando esse sentimento
Mas agora que te encontrei não tenho nada a negar.
Agora eu sei que estou no paraíso, perdido em algo tão sublime
Nas claridades o meu espírito tem sido preenchido por sua luz.
Estive acreditando em algo tão distante
Estive segando a mim mesmo para que não se visse a verdade
Mas agora você abriu os meus olhos.
Eu não tenho nada para te dar, há não ser todo o meu ser
O momento, o dia, sinto que chegou à hora, mas a única coisa que tenho a oferecer é a mim mesmo.
Estive andado em algo tão insólito
Estive afundando em lugar tão profundo como meus pensamentos
Mas no final de tudo nos encontramos.
Se eu pudesse dar um nome às
estrelas a maior seria “Amor”, a
mais longínqua seria “Saudade” e
à mais bela eu daria teu nome.
"Mamãe, é saudade o motivo desse choro todo?", e ela, coitada, abrindo o berreiro, balançava a cabeça positivamente - já que não fala.
A QUARTA PRIMAVERA.
A quarta primavera na ausência da flor.
Especie única do meu jardim.
Extinta, órfão meu quintal ficou.
Morando no meu imaginário.
Do polén a lembrança fecundou....
O nectar do quintal não é mais tão doce assim.
O espinho que nunca me feriu,
da flor que exalava o jardim.
O beijo e o carinho regavam a flor.
Mato a saudade ao ver colibris.
A flor que na minha vida passou.
Celeste, Deus, a flor, querubins.
"maternus sempre lembrae"
Científico nome da flor
Do meu sentimento que não jaz.
Brotam as palavras que em poesia lhe dou.
Autor: Carlos Henrique R. de Oliveira.
Acredito que te encontrando expandi meus horizontes. Já me vejo além do sol e distante da lua. Perdido por aí... Talvez na tua rua.
É um tipo de saudades que chega a sufocar, que prende a respiração, que dá um nó cego na garganta que me faz perder as palavras, é uma saudade que corrói o coração, que me tira dos sentidos, que me traz memórias de tempos que passaram há tanto tempo, mas parecem que fazem só meros segundos, é saudade que não acaba, tem pra dar e vender.
