Saudades de Quem Mora longe

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“A verdadeira medida de um sistema jurídico está na distância entre aquilo que a lei promete e aquilo que a vida dos vulneráveis realmente recebe.”

“A liberdade não é ausência de limites; é a certeza de que os limites também possuem limites.”

“Uma sociedade mede sua civilização não pela distância entre seus melhores e seus piores, mas pelo que permite acontecer entre eles.”

“O maior perigo do Direito não é a ausência de leis, mas a existência de leis que ninguém mais ousa questionar.”

A serenidade não significa ausência de conflito; significa não permitir que o conflito governe nossa razão.

A paz social não é ausência de direitos, mas equilíbrio entre direitos que poderiam entrar em conflito.

A pobreza não é apenas ausência de dinheiro; frequentemente é ausência de poder de escolha.

A liberdade não é ausência de limites; é a existência de limites impostos também ao poder.

O excesso de rigidez institucional pode ser tão destrutivo quanto a ausência de estabilidade.

Uma sociedade pode obedecer perfeitamente a uma lei e ainda estar profundamente distante da justiça.

A liberdade não é ausência de limites, mas ausência de dominação arbitrária.

A liberdade não consiste em ausência de regras, mas em não estar submetido à vontade arbitrária de outro.

O problema jurídico do século digital talvez não seja a ausência de informação, mas a presença de uma informação tão personalizada que o indivíduo deixe de perceber o mundo fora dela.

A bolha informacional não aprisiona o indivíduo pela ausência de mundo, mas pela repetição de um mundo suficientemente confortável para parecer completo.

A ciência não precisa provar que Deus não existe; basta reconhecer que a ausência de evidência não autoriza transformar uma hipótese metafísica em fato científico.

Uma sociedade epistemicamente madura sabe que ausência de evidência não é automaticamente evidência de ausência, mas também sabe que ausência de evidência não autoriza declarar uma hipótese como fato.

Uma crença religiosa pode sobreviver à ausência de prova científica porque seu fundamento pode ser metafísico; uma alegação científica não pode reivindicar o mesmo privilégio quando se apresenta como empiricamente verificável.

Toda saudade é uma ontologia daquilo que já não está, mas ainda nos constitui.

Há ausências cuja presença é mais vasta que a de muitos corpos.

A saudade é o eco temporal de uma presença que o tempo não conseguiu abolir.