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Saudades de Quem Mora longe

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ESPELHO DA SAUDADE


Demétrio Sena - Magé


No momento não sei o que será,
porque sei que trocamos muitas mágoas,
mas preciso dizer que o meu amor
não rompeu essas águas nem se afoga...
Nado ainda no espelho da saudade;
a minh'alma flutua quando cansa,
levo a minha esperança no trajeto
e nem sei com que forças a mantenho...
Nada peço a não ser que me preserve
nas melhores lembranças de uma fase
que me serve de alento por aqui...
Acredite no amor que dei um jeito
de mostrar dos meus modos descabidos,
nos desvãos espremidos desta vida...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

⁠O futuro avança no presente sem percebermos e no que tange ao passado... cada vez mais distante...

Saudades do tempo quando o rock gritava as dores o mundo, das atitudes do estilo de vida de um roqueiro instigando os jovens encorajando-os a não sofrerem calado com aquilo que a sociedade tentava enfiar goela abaixo... Hoje não existe mais atitudes, só ficaram espaços para reclamações sem sentidos e um mundo de ilusões coloridas. Medo do futuro.

Uma estrada só deixa saudades para aquele que sabe apreciar as paisagens e sonhar além do horizonte.

Chega um momento em que a distância já não dói, ela esclarece. Olhamos para trás e entendemos que nem tudo o que não aconteceu foi perda. Houve planos interrompidos, conversas que não avançaram e histórias que não seguiram adiante não por falta de amor, mas por falta de sentido. Com o tempo, aprendemos algo difícil de aceitar: algumas relações não acabam para nos ferir, acabam para nos preservar. E quando a maturidade finalmente chega, conseguimos chamar de livramento aquilo que um dia chamamos de destino.

A Quintilha da Saudade!

Na pauta da memória, o decano,


Entre brumas surge caricioso,

Sua retórica soa em afogadilho,


Eminente saudade, fulgor análogo,


Inatual chama, ardor tão formoso.


©JoaoCarreiraPoeta.

17/12/2025.

“Neste Natal, a saudade da amada é estrela ausente no céu da alma; lembrança ascende ternura, e o silêncio se enche de amor que não esquece.”
©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas,26122025.⁠

Distancie-se da mediocridade para avançar; ao se apartar da massa, cria-se o espaço necessário para prosperar.

Conhecer alguém distante, estabelecer uma conexão intuitiva e até hipnótica, sentir o estímulo para superar precipícios, construindo pontes — sendo o tempo engenheiro e o amor arquiteto — tudo lindo e bacana até a execução do projeto. Surge então o divisor de águas entre o sonho e a realidade. O tempo, esse engenheiro, será sempre o soberano da verdade.

"A vida feliz não é a ausência de problemas, mas a vida em que você não para de crescer."

Fé não é ausência de medo, é decisão de continuar apesar dele.

⁠”Saudade eu tenho do tempo que eu não sabia o que era saudade “.

Sempre há uma fresta na janela
Saudade atravessa
E me leva pra ela.

A saudade é como a dor: nasce igual em todos os homens, mas em cada coração encontra um jeito único de doer.

A saudade é como voltar a um
rio que já não tem peixe,
é sentar-se à sombra de uma
árvore que já não dá frutos,
mas ainda abraça com sua
quieta proteção.

Estar vivo é isso:
é sentir saudade, é temer a perda,
é compreender que tudo passa —
e que nós também passaremos.

Até lá, seguimos vivendo,
e viver exige coragem para sentir
tudo o que a alma insiste em tocar.

Nem toda distância é abandono; algumas são formas superiores de cuidado. A consciência que se preserva aprende a retirar-se sem rancor, sabendo que permanecer onde o sentido se perdeu é trair a própria inteireza. A maturidade não está em ficar a qualquer custo, mas em saber partir sem destruir o que foi verdadeiro.

Minha solidão não tem nada haver com presença ou ausência de pessoas. Detesto quem me rouba a solidão sem, em troca, oferecer verdadeira companhia.

Texto de Friedrich Nietzsche

A solidão, no pensamento que atravessa essa frase, não é carência, mas território interior. Ela não nasce da ausência de pessoas, e sim da ausência de sentido. Estar só, nesse horizonte, é estar em contato consigo mesmo; estar acompanhado, sem verdadeira presença, pode ser uma forma mais profunda de abandono. Nietzsche aponta para uma solidão qualitativa, não quantitativa.

Quando ele afirma que detesta quem lhe rouba a solidão, revela que a solidão é um bem precioso, quase sagrado. Trata-se do espaço onde o indivíduo pensa sem concessões, cria sem aplausos e se confronta com suas próprias alturas e abismos. Roubar a solidão é invadir esse espaço com superficialidade, ruído e expectativas vazias. É ocupar o tempo e o corpo sem tocar a alma.

A “verdadeira companhia” não se mede pela proximidade física nem pela frequência da convivência, mas pela capacidade de presença real. É aquela que não distrai do essencial, mas aprofunda; que não exige máscaras, mas permite silêncio; que não dilui a individualidade, mas a respeita. Poucos são capazes dessa companhia, porque ela exige maturidade interior e coragem de permanecer diante do outro sem se esconder.

Nesse sentido, a solidão nietzschiana não é isolamento social, mas fidelidade a si mesmo. É a condição necessária para o surgimento do pensamento autêntico e da vida criadora. O espírito que busca elevar-se precisa, em certos momentos, afastar-se da multidão não por desprezo, mas por necessidade de escuta interior. Quem não suporta a própria solidão dificilmente suportará a profundidade do outro.

A crítica de Nietzsche, portanto, não é contra as pessoas, mas contra as relações vazias. Ele denuncia a convivência que preenche o espaço, mas esvazia o sentido; que fala muito, mas não comunica; que ocupa, mas não acompanha. Essas presenças são mais solitárias do que o silêncio.

Por fim, o texto nos convida a rever nossa relação com o estar só e com o estar junto. Talvez a verdadeira questão não seja evitar a solidão, mas aprender a habitá-la. E, a partir dela, escolher companhias que não nos afastem de nós mesmos, mas que caminhem ao nosso lado sem nos roubar o que temos de mais íntimo: a integridade do nosso ser.

“O bebê chora pela falta do leite;
assim é a mulher interesseira:
quando sente a ausência do bolso do homem,
mesmo tendo dinheiro,
sua quantia não paga o valor do que consome.”

“Na ausência da oração pelo mundo,
a maldade encontra quem a siga.”

01/01/2026


Oi, 2026.


No começo dos anos noventa, os anos dois mil pareciam tão distante que para uns era até improvável, muitas previsões equivocadas, muita desinformação até então.


E os anos dois mil vieram cheios de novidades, bugigangas, modinhas, e muita diversão. Passaram-se anos, décadas, eu realmente não imaginava nem com que idade estaria em 2026.


Sempre vivi o momento, e quantos momentos nessa vida, meu Deus! Momentos bons, ruins, desastrosos, felizes, enfim...


Nesse fim de ano pude refletir a simplicidade que Jesus nos propõe. Jesus, nascido em uma manjedoura, um homem sem estudo, que aprendeu somente a ler e escrever. Mas com uma sabedoria inebriante. Isso me encanta de uma forma surreal.


O aprendizado que podemos tirar com isso tudo, na vida pode haver de tudo, mas quando nós encontramos na simplicidade é que a nossa alma se deleita.


Hoje, mais velha, acho que a principal lição nessa estrada é ser verdadeiro. Mostrar sua verdade ao mundo, ser quem você é e simplesmente ser grato por isso.