Saudades de Quem Mora longe

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Sua ausência
me deixa desmotivado!

A música mais linda;
O som perfeito…
Me traz no peito
Uma batida a mais.

A distância mínima entre nós;
Seu olhar no meu…
Me traz no peito
10x batidas a mais.

O calor do seu corpo
Do abraço que me deste…
Me trouxe no peito
Infinitas batidas a mais.

Pensar em ti
Em cada segundo…
Me traz no peito

O tempo…. Ele passa e abre distâncias, com o passar dele constroem se dias, semanas, meses... o tempo não cura nada realmente, na verdade ele enferruja, envelhece, tira a cor de tudo o que um dia foi vivo. Ele mata, e por mais que existam coisas que atravessam os tempos, ele sempre se encarrega de tentar destruir. Com o tempo algumas necessidades pesam mais, algumas certezas já não são mais necessárias, a gente se obriga a retirar a atenção daquilo que não é pra ser, guarda a esperança para ser usada em si mesma e abraça a realidade. Se isso é curar, não foi o tempo, foi eu, que vi o tempo destruir as coisas que acreditei existir. O tempo transforma ingenuidade em racionalidade, esperança em aceitação, ensina que tempo mesmo, tempo real foi aquele momento que passou muito rápido diante dos nossos olhos e acabou. E muitas vezes depois dele passamos a lamentar por termos deixado passar, por termos feito tudo errado, por não termos aproveitado momentos que nunca mais voltarão. O tempo passa e o que fica? Quem fica? O que sobra do que o tempo tentou destruir? Quem sou eu quando o tempo acabou?

⁠Sob os olhos de candura
Deita-se em resplendor.
Canta em melancolia
Versos de saudade.
Que há de ser do amanhã
Quando o horizonte chegar
Sem ninguém ao lado
Para tudo se compartilhar?

⁠Sinto saudade da pureza do ar,
Da pureza pela pureza.
Sem cliques.
Do canto despretensioso dos pássaros.
Do toado das crianças que brincam
Sem pretensão de culpa,
Com presunção de inocência.
Do verde dos bosques rutilantes.
Do azul do céu só pelo azul
E nada mais.
Sinto saudade de quem eu era
Antes de escalar o monte dos pensamentos
E ser condicionado a ser o que sou.
Sinto saudade de mim.

Distância
Estou distante,
mas ainda sei os teus sonhos.
Me lembro exatamente
de como queres a planta do seu café,
floricultura e livraria.
Estou distante
e ainda sei os teus gostos:
três claras e uma gema;
café preto sem açúcar;
salada no almoço
e carbo no jantar.
Estou distante,
mas o teu perfume
ainda está próximo.
Estou perto o suficiente
para te ver todos os dias
e necessariamente longe
para não sentir nada.
Mas não se engane,
jamais deixaria
de te parabenizar.
Minhas maiores
e mais sinceras felicitações:
que os teus 24 anos
orbitem a mais sincera felicidade
e que teu coração permaneça límpido
como a tua alma.
Feliz aniversário.

O mal é a ignorância do bem, assim como a escuridão é a ausência da luz.

Amor eu te amo e essa distancia ta me deixando trite! 😞 eu te amo como nunca amei ninguém você é a mulher da minha vida! eu sempre vou te apoia em sua escolha mas queria que voltasse ao normal como se nos tivesse começando a namora agora,sair na rua como se eu e você tivesse se conhecido agora!!! se você querer eu até chamo você de senhora!!
Eu sei que já não dormia de noite mas parece que tá me afetando não dormir com você não me deita com você, ter uma paz do seu lado, mas a gente nem fica junto mais!
nem parece que tem um nos! 😞

O mal real existe e é humano, não místico.
Ele nasce da ausência de consciência, do ego sem limite, da falta de responsabilidade.A melhor proteção espiritual hoje não é o medo, nem a crença cega, é o discernimento.Consciência não é acreditar em tudo.É saber onde parar.
Quem desperta não se perde em fantasias, não terceiriza o próprio juízoe não entrega a própria lucidez em nome de narrativas.
Evoluir é enxergar com clareza, agir com ética emanter os pés no chão, mesmo com o coração aberto.

⁠E a saudade, é uma presença que não vemos....

A tristeza é apenas a ausência da alegria...
Alegre-se.

Se você foi e não deixou saudades, já deveria ter ido, afinal de nada vales.

Dor que deixa saudade?
Só se for dor de amor.

Há uma distância incomensurável, entre o que você pensa e o que você faz.

"Liderar bem exige apego à instrução e distância consciente de caminhos e práticas tóxicas. A disciplina de dizer não protege sua vida e sua gestão."


inspirado em Provérbios 4:13-17

Um rio...
E quando deixamos a saudade seguir sozinha, há sempre um novo caminho, um rio que leva a nossa imaginação para distâncias incalculáveis, sem medo, vamos virando na próxima curva, lá, as opções são infindáveis, há beiradas onde a sombra ameniza o calor, e a brisa, parece gostar da nossa companhia.
by/erotildes vittoria

CARRINHO D’ÁGUA
Saudades daquele carrinho de feira cheio de garrafas pet vazias, passando rumo a mina d’água, fazendo barulho nas pedras do asfalto ou nos desníveis das calçadas e ao retornar, vinha fazendo inhac, inhec, inhac, inhec, com o peso da água que enchia todas as garrafas. E era uma alegria quando criança, ir buscar água, colocar mais de uma garrafa ou galão para encher ao mesmo tempo sobre as torneiras, era tão bom que de vez em quando se formava até fila.
Que sede!
E era assim na minha casa e em quase todas as casas do bairro e da cidade, água só se for da mina, e que alegria!
Hoje passo naquela velha mina que um dia bebi muita água e o que sobrou, apenas paredes pixadas, torneiras que não abrem mais, cheiro de urina, bitucas de cigarros, um enorme descaso, o que trazia tanta alegria, vida e saúde se tornou um lugar feio, sujo e insalubre.
Agora a água chega na porta de casa em um galão e não é mais carrinho de feira, muito menos está vindo da mina, vem da distribuidora, entregue por um entregador, que entra em sua casa, coloca o galão em um filtro e cobra um valor... Que calor!
Criança e adolescente nos dias de hoje, deixaram morrer esse velho costume, os pais não ensinaram, o vizinho não explicou... Que saudades do meu avô!
Esse, na ponta da língua tinha a rima, “se for beber água, só se for água de mina!” Que sina!
Ir para escola era muito bom e uma alegria a hora do recreio, tinha diversas conversas, amizades, brincadeiras, e em todas, eu estava no meio.
Depois da aula, tudo continuava na pracinha, era pic esconde, pega pega, burica e amarelinha, carrinho de rolemã, patins, bicicleta, skate e pular corda.
Hoje é computador, celular, videogames e o resto fora de moda.
Era café da manhã com pão, almoço arroz feijão e ovo e o mesmo na janta, agora é lanche do Mac, pizza, refrigerante, doce e outra coisa não adianta.
Todas nossas atividades era um exercício e todos exerciam, andava descalço, sujava a roupa e tomar banho na chuva era rotina, agora é ar-condicionado embaixo do telhado bem protegido, só levanta para ir ao banheiro, banho nem de chuveiro, só sedentarismo.
Te pergunto o que fazer, virou até seriado de TV, pessoas que não param de comer e com o garfo tem um compromisso, isso não é coisa do meu tempo, onde faltava até o sustento, em plena fase de crescimento e com saúde até hoje estamos vivos.
Hoje está tudo diferente, todos se dizem tão inteligentes e sabem se cuidar, para cada dor um comprimido, na internet milhões de amigos, doença é não ter celular...
De casa não sai, não importa aonde vai, pois quando chega já vai perguntar, qual a senha do Wifi? Se não tem, a gente já vai, é assim em todo lugar
Não me perdi, mas o mundo se encontra perdido, muitos ouvem, mas não dão ouvidos, estão correndo grande perigo dentro da internet.
Já não sabem o que fazer, mudou o jeito de falar e de escrever, é para mim e para você, esse mundo de marionetes!

BRASIL, ESSA É SUA CARA?
Que saudade daquela terra indígena, onde o maior crime era deixar estragar a proteína, onde os banquetes eram tantos e não se consumia, onde não se tinha rebeldia e nem covardia, não se conhecia letras, mas boas palavras eram seu guia, sem saber, agradeciam a luz do Sol, um Deus que temiam, mas não entendiam o que era a lua que aos poucos se enchia... que bailarina...
E foi em um dia feio, que os barcos desceram dos seus navios, atracaram pela terra com seu covil, ofereceram presentes, compraram aquela gente, na baixa de um rio, e quem sorriu? Pedro? Alvares? Animal? Sem sal o tal, com lanças e flechas matando mais que um _______, isso foi real, nada leal, onde só existia bondade se espalhar o mal no país do Real.
Assim se fez a mistura, de uma raça que se diz nobre, com a raça mais pura, que loucura; e surgiu o surgimento que conhecemos há tanto tempo, nesse pequeno grande país violento, sem sentimento, nem conhecimento, o que era barro e madeira se tornou cimento, com filhos ao relento, tanta abundância e falta alimento, é muita informação e continuará sendo, mas não me rendo para aqueles que não me entendem eu finjo, que até os compreendo, tendo que entender o que é o sofrimento, só lamento.
Brasil, essa é sua cara? Uma ferida que não sara? Internado na UTI, jogado dentro de uma vala?
O que não se resolve na conversa, a violência escala e come bala que nunca para;
Nas redes sociais se pegam muitos pois não se usa mais a vara que corrigia o filho dentro de casa, a rua se torna sua sala, passa tudo para cá, e sua boca cala como se não fosse nada, um país que vive bolado e na 2ª. é sua ressaca, muitos morrem por falta de dinheiro, pois por dinheiro se matam, e criam asa se consumindo em fogo que arde em brasas, não se esqueça que na subida e descida se usa a mesma escada, que palhaçada.
Brasil, vamos mudar de casa em que momento?
Pare de usar máscaras e maquiagem desde seu surgimento
É hora de realmente fazer o desenvolvimento, um país tão rico de conhecimentos, onde se aprende com uma mula e um jumento, que tudo é questão de cada um descobrir o seu talento, junto do próprio sustento, enquanto alguns param eu continuo em movimento, quero ver meu país gigante, crescendo, dividir tudo o que tenho mesmo não tendo, se luto, brigo, vou pra cima, é porque sou de carne e carne tem sentimento, não quero abaixar seu salário, mas quero um aumento, para que a fome não seja um tormento, para os que fingem não ver eu estar te vendo, se quiser me ouvir fique aí, vou continuar lendo, escrevendo, para os que creem em uma vida melhor, eu peço continuem crendo, vivendo, sendo, para mudar essa cara de um Brasil violento!

Metáfora expandida I
Um Sonho Distante

Eu tive um sonho distante.
Neste sonho, éramos muitos — porém, um só.
Um a cada capítulo, membros de um único livro.
Cada página à frente só podia enxergar as páginas de trás.
O título era o passado: um sonho distante.
O futuro, o capítulo final — e o fim da história.

Essa história tomava emprestadas referências de outros livros na mesma prateleira.
Mas a prateleira também nos rotulava.
E esses rótulos, ironicamente, eram o que nos prendia àqueles livros —
livros que estavam ao nosso lado,
também sonhando o mesmo sonho distante.

Mas conversávamos do logradouro de outra biblioteca.
Essa não falava nossa língua —
e, ainda assim, tinham dúvidas semelhantes às nossas.

O sonho de todo livro era ser mencionado,
e, quem sabe, ganhar sua própria saga e volume.
Mas para isso era preciso um ato raro:
libertar-se de si mesmo.

Contudo, sempre que um ousava mencionar outro,
vozes sussurravam ao redor:
— É um sonho distante.

Perdas de entes queridos o tempo transforma em saudades e o coração transforma em lembranças.