Saudades de Quem Mora longe

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A qual quer distância, a sintonia do coração sente o detalhe que o outro sente, no gosto que o outro tem;
Caminhar com os olhos nas estrelas esperando qual quer sinal que faça lembrar os olhos teu;
Minha vida depende de mim apenas, trilhar com luta e amor para vencer meus obstáculos;

A arte de amar é ser louco o suficiente para ter sentimentos mesmo a distância, e ainda sim nunca mudar o seu querer;

O desejo de estar com você ainda é maior que a distância que nos separa e das dificuldades que há entre nós;

Amor de amigo supera a distância e faz com que o inseparável esteja junto no interior do coração;

Me amas? Mostre-me com atitudes;
Me invejas? Foda-se;
Sente saudades? Procure-me;
Me deixou para trás? Siga o teu rumo;
Se apaixonou-se? O problema é teu;
Gosta de mim de coração? Seja fiel;
Decisão entre eu e outra pessoa? Não me venha com mentiras;
Quer estar ao meu lado? Corra junto a mim;

Se soubéssemos a força do amor, teríamos maior resistência para suportar a saudade;

Às vezes a vontade de lhe abraçar consegue ser mais forte do que a saudade;
E a sensação de você transcende quaisquer sentimento de prazer;
Quero a sua amizade e por toda vida... Em um nível fora de padrão que invada o familiar de nossas vidas...
Quero ser o seu melhor amigo, compartilhar dos seus problemas e festejar junto de ti como um irmão protetor...

E há a saudade, que é a pior parte. Ela te faz lembrar que havia algo/alguém, que agora não há mais. E tudo acaba como um dia começou.

Difícil mesmo é lidar com a sua ausência desejando, ardentemente, a sua presença.

⁠Me vejo pensando e sonhando conosco. Penso como se fosse algo viscoso, e esse algo é minha saudade, algo tão grudento quanto cola super-bonder, esse silver-tape que colocaram para segurar meu coração já não está forte, já está cedendo, caindo, desistindo de me conter.


Sinto como se fosse algo incomum, mas a maioridade que atingi me traz maturidade, me traz a verdade e a sede de liberdade dessa imensidão de solidão.

Mesmo longe, você está aqui,
Num canto do coração, sempre a sorrir...
A distância não apaga o que vivemos,
A amizade permanece, onde quer que vamos.

No silêncio, ecoa a tua voz,
Nas lembranças, revive nossa cruz.
O tempo passa, mas o carinho fica,
A distância só fortalece a amizade que nos une.

Em cada passo, um pouco de ti,
Em cada sorriso, um 'tê quero aqui'.
A vida segue, mas o afeto não,
Permanece, intacto, no coração.

Extraia o mal; veja o que sobra de Deus. Se o mal for visto como a 'ausência' de Deus e você o remove, o que sobra é a Plenitude. No entanto, para a consciência humana, a plenitude absoluta sem contraste é indistinguível do 'Nada'. Sem o mal para servir de contraponto, a 'bondade' de Deus deixaria de ser uma escolha ou um atributo moral e passaria a ser apenas a Existência Crua. Sobra o Ser puro, sem adjetivos.

A maior felicidade é a ausência de luto
Mas quando o filho se vai, a dor é real
Paz real é a paz sem despedidas
Mas a família distante é um vazio a preencher

Bendito o coração que desconhece a saudade
Mas o amor por um filho ausente é uma ferida que não cicatriza
Viver sem a sombra do adeus
É um sonho que se desfaz quando a distância chama

Ignorar a perda é viver na bem-aventurança
Mas a saudade de um filho é uma dor que não passa
Que a memória do amor compartilhado traga conforto
E que a esperança de um reencontro ilumine o caminho

*:*
Bendito o coração que desconhece a saudade
Mas o amor por um filho ausente é uma ferida que não cicatriza
Viver sem a sombra do adeus
É um sonho que se desfaz quando a distância chama

Desculpem minha ausência na rede social.
Venham me procurar aqui no mundo real.

Para sobreviver
À tua ausência
Moro numa casa
Onde mágicas paredes brancas
Soletram melodias de amor
Nas letras vivas que te escrevo.

Aprendi a me amar no limite exato da dignidade,
onde o silêncio vira resposta
e a ausência, proteção.

Não me curvo à arrogância disfarçada de poder,
nem alimento egos que se nutrem da minha luz.
Amor próprio é escolher ficar inteiro,
mesmo que isso signifique partir.

Quem é narcisista exige palco;
eu escolho a paz.

Hoje eu lembrei de você enquanto me maquiava.
Não por saudade anunciada,
mas por um gesto pequeno,
desses que moram no cotidiano e doem depois.
O delineado seguia firme,
parava no meio do olho,
como sempre parou.
E foi aí que você apareceu —
na memória, não no espelho.
Lembrei daquele dia em que você percebeu
o detalhe que quase ninguém nota.
Metade do traço,
metade do olhar,
inteiro na atenção.
Fiquei encantada não pelo elogio,
mas pela forma como você me via.
Como quem enxerga
o que não grita,
o que não pede,
o que só existe.
É estranho como o tempo faz isso.
Meses passam,
o nome silencia,
o sentimento dorme.
Mas basta um traço torto,
uma manhã qualquer,
e o passado volta sem pedir licença.
Você não voltou.
Foi só a lembrança.
Mas ela ficou ali,
sentada no canto do meu reflexo,
me olhando terminar aquilo
que nunca chegou ao fim.
Talvez algumas pessoas
não foram feitas pra ficar.
Foram feitas pra aparecer de repente,
num espelho,
num detalhe,
numa memória que insiste
em não desaparecer.

Saudades

Sinto saudades dos momentos que passaram em minha vida do qual sei que não voltam mais.

Saudades da suave lágrima que escorria em meu rosto, sem esforço, do grito de dor preso na garganta.

Saudades de ter quem amar, aguardando ansiosa o momento de sua chegada.

Saudades das vezes que corria para teus braços, todas as vezes que sentia medo.

Saudades de viver loucos amores, sentir o doce perfume de uma louca paixão.

Saudades dos beijos apaixonados, nossos corpos suados, ter seu cheiro entranhado, seu nome cravado em mim.

Agora só me resta essa saudade de sentir saudades.

Hoje voltou a saudade
Do sonho que vive em mim
É uma presença sentida do desconhecido,
Dum sentido amor tão cúmplice
Que não sei explicar, apenas sentir!

Por vezes adormece e eu fico confusa
E penso... o sonho morreu!
Se é saudade dum amor sonhado
porque, o sinto tão intenso e belo?!

Eu sei, a minha alma pressente-te
Sinto-me sorrir, de sonhar o teu sorriso terno.
Não sei se te idealizo, mas gosto...
Não há incoerência.

Sinto-me prisioneira do meu sonho
O meu corpo desconhece-te, eu sei
Embora te sinta!
Mas na intimidade da minha alma
Serás eternamente reconhecido
Eu sinto e gosto...

Tu és a estrela, a única que brilha ao luar.
Encontro-te nas ondas do mar
Imagino-te no topo da montanha
Sinto o teu perfume numa singela flor
Dá-me um sinal da tua presença!

Deixa o meu amor percorrer-te de mansinho
Quero ouvir a tua voz sussurrando "amo-te"
Entrelaçados para sempre meu amor.

Ao amanhecer vou esperar por ti
Quem sabe desembarcas no porto
Onde aguardo serena a tua chegada.

O mar conhece os meus desabafos
Divido com ele o meu sonho
As ondas beijam meus pés
Enquanto caminho sobre a areia
E o sal alimenta a minha esperança
Dizendo, não desistas, volta amanhã.

Marília Masgalos

A Estranha Geometria da Ausência



Existem pessoas que a gente assume como parte da paisagem. Como a poltrona velha da sala, o barulho da chuva no telhado ou o cheiro de café passado às sete da manhã. Não precisamos olhar diretamente para saber que estão lá; elas apenas ocupam o espaço, garantindo que o mundo permaneça em ordem.


Ela era essa presença. A única que esteve lá o tempo todo.


Na mudança de apartamento, ela carregou as caixas mais pesadas não as de papelão, mas as da alma. Nas noites em que a ansiedade vinha, era a luz constante no fim do corredor. Conhecia minhas piadas sem graça e suportava meus silêncios de homem de poucas palavras, aquele mutismo típico de quem tenta resolver o universo sem usar verbos. Ela não cobrava explicações; apenas ocupava o espaço, segura.


Sempre achei que, se tudo ruísse, ela ainda estaria ali, segurando a última viga para que eu não fosse soterrado. Acreditava piamente na perenidade daquela âncora.


Mas a vida tem um jeito irônico de nos ensinar sobre a efemeridade. A pessoa que mais permaneceu foi a primeira a encontrar a porta de saída.


Hoje, quando chego em casa, a poltrona está no mesmo lugar, o café ainda tem o mesmo cheiro, mas o ar... o ar está leve. Leve demais. A ausência dela não é um grito, é um sussurro contínuo, uma frequência de rádio fora do ar que eu ainda tento sintonizar.


A única pessoa que esteve lá o tempo todo, é a única pessoa que não faz parte mais da minha vida.


Olho para o lado e há um vazio inabitado. Aprendi, da maneira mais seca possível, que presença não é garantia de permanência. E que o silêncio dela, agora, fala mais alto do que qualquer "adeus" que eu jamais ouvi. O tempo segue, as coisas mudam, e eu, um homem de poucos verbos, me vejo tentando aprender a gramática da solidão.