Saudades de Quem Mora longe
Se me perderes de vista e sentires saudades de nós.
Publique nos muros onde passamos
O que só nós sabemos.
Saudades da minha Terrinha
Gonçalves Dias foi o primeiro,
Oswald de Andrade o segundo, e eu fui o terceiro.
Minha terra tem carnauba
Onde canta os pardais
Os pássaros daqui
São os pombos e os pardais de lá
Minha terra tem pouco ouro
Mas o povo tem muito amor
Quando nasce vive por lá
Depois que cresce vem pra cá
Vem querendo trabalhar
Trabalhando dia e noite
Para a vida sustentar
Descansando quando dá
Os índios: tupis, tabajaras, tupinambás e tapuias,
São os pioneiros da minha terra
Olho d'agua da Cruz era o povoado
Carnaubal dos Estágios era o distrito
Da cidade de São Benedito
Hoje a cidade se chama Carnaubal
Uma grade saudade aperta no peito
Das minhas raízes tenho saudades
Senhor eu te peço por favor
Que não me deixe morrer
Sem minha família visitar
Que mora lá no estado do Ceará.
.
-Furtado Brunno-
Rio de Janeiro, 07 de Setembro 2016
Ainda bem que o passado não se repete. Tenho saudades, sim, mas não quero voltar ao passado. É para a frente que se anda. Vivi tudo o que poderia viver dentro dos meus limites e condições daquele momento. Por isso, sempre vivi com a maior intensidade o hoje, o agora. No futuro, iremos nos arrepender mais pelo que deixamos de fazer do que pelo que fizemos. Viva como se hoje fosse o último dia e morra como se fosse para sempre. Não me procure no passado, eu não estou lá. Estou aqui e no agora. Vivo é real como cada amanhecer.
Deste distante torrão
de terra sulino,
Venho escrevendo
poemas feitos
de lágrimas, chamas
e de multidão,...
As FAES são um
capítulo já visto,
Por mim entendido
e por quem nada
entende condenado.
Sul-americanos
versos para clamar
pelo resgate
do continente
em degradação,
Convidando a um
minuto de silêncio
e uma oração:
Pelo miliciano
que covardemente
por paramilitares
foi [tombado],
Peço que prendam
os culpados.
Ah, amada Pindorama,
o Estado Plurinacional
e toda a Abya Yala
neste momento
estão sendo
lambidos pelo fogo,
e a Primavera
tem que ressurgir.
Temo que não
sobre mais nada
para o nosso povo;
Daqui de Rodeio
ando sentindo
o mau cheiro
dos incêndios
das nossas matas,
e a dor continental.
Quero acreditar
nas palavras
do General
dos olhos
de azabache
inabaláveis
que pede por
camaradagem,
solidariedade,
companheirismo,
e mais amizade
ante o bloqueio
e as perturbações,...
Quando
virá
a justa liberdade
do General?
Vamos escrever
novas histórias
no livro da vida?
Vem, e me diga
quando acabará
a pena da tropa?
A ausência
de liberdade
de expressão
causou um
desastre aéreo
sem reparação:
Um General
foi pelos ares
porque tinha
medo de falar,
A vida perdida
não tem mais
_restituição.
Duas dezenas
e a carta de tarô
vinte e dois
_Cifra de liberação;
Cadê a libertação?
O General que
foi preso há
mais de um
ano e meio
em meio
uma reunião
pacífica dele
até agora
não há notícia.
E não se sabe
nem se ele
está incluído
nesta cifra.
Só se sabe
que ele está
convalescido.
O General tem
sido vítima
de um grande
mal entendido
e de injustiça.
Faltam outros
tantos mais
como ele para
ser libertado,
Essa história
ainda não terminou,
e nem este poemário.
De uma terra distante
o teu acorde não
falou mais alto e nem
bonito no meu ouvido.
O Pai de Arpa e Thor
foi condenado,
mais não foi esquecido.
Podem falar em todas
as línguas para tentar
ser convincentes.
Será muito difícil,
pois nada haverá de
ser como antes.
Se não se conforma
com a sua imaginação,
Nada posso fazer,
Estou a implorar para
saber do paradeiro
de um General que foi
preso injustamente,
e segue desaparecido.
Sou livre para falar
o quê eu quiser,
e manifestar a quem
eu bem entender.
A esposa espera
o corpo do marido
Capitão-de-Corveta
para enterrar,
Não estão querendo
à ela entregar,
E o vexame a cada
dia só faz aumentar.
