Saudades de Prima
O CHAMADO CREPUSCULAR DA ALMA ANTIGA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Primavera De Solidão. Ano: 1990.
Manhumirim - MG.
A saudade ergue-se como figura velada que atravessa lentamente as câmaras internas do ser
Arrasta consigo o peso das horas não vividas e o eco das presenças que cessaram de respirar ao nosso lado.
Não possui voz audível.
Insinua-se como sopro que roça o espírito.
Um murmúrio que fere com doçura.
Cada lembrança torna-se pétala escura repousada sobre o peito.
Nesse sentimento não há desespero
Há gravidade.
Uma melancolia digna que se reveste de nobreza por tocar o que houve de mais verdadeiro na experiência humana.
Ela aproxima-se com passos suspensos.
Traz nos dedos o pó das memórias sorrindo aos ares.
Acende no pensamento a chama pálida dos instantes julgados extintos.
No âmago dessa vivência a saudade revela-se fenômeno psicológico e espiritual porque se ama nessa dimensão.
Não deseja destruir.
Deseja recordar.
Deseja restaurar o sentido do que fomos ao caminhar alhures.
Conduz o olhar ao útero distante e íntimo onde repousam as próprias sombras filhas de si mesmas.
É lamento silencioso porque nasce no interior onde a linguagem não alcança somente brinca, também chora e recolhe-se na penumbra.
É lúgubre porque conhece a profundidade do tempo com o seu corte lento constante e implacável amigo.
Quando grita dentro de nós não há violência.
Há convocação.
Como se o interior do ser abrisse uma porta antiga sem a chave certa ou já perdida e ignorada.
Por ela penetra uma presença que não pretende partir é mister ficar um pouco na dor.
Nesse encontro sutil compreende-se que não sofremos pela ausência.
Sofremos pelo significado que ela deixou impregnado por todos os meandros.
Gravado como marca indelével nas paredes do espírito em constante fuga , mas que fica.
E assim mesmo envolta em sombras essa voz crepuscular eleva o ser à dignidade silenciosa de continuar fiel àquilo que o tempo jamais conseguiu apagar.
Eis o epitáfio: " Fiel ao seu gênio , fiel a si mesmo. "
CAPÍTULO XX
A NOITE NUPCIAL DA CONSCIÊNCIA.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A noite não chegou como ameaça
veio como véu.
Camille não a esperou
apenas ficou
e o escuro reconheceu nela aquilo que sempre foi seu.
Não houve testemunhas
pois toda união verdadeira acontece fora do mundo
a consciência não pediu permissão à razão
nem explicou-se à memória
ela apenas desceu até onde não havia mais nome.
O porão tornou-se câmara nupcial
não de carne mas de sentido
ali a sombra não foi negada
foi acolhida
como quem recebe enfim o rosto que sustentou a vida inteira.
Camille não lutou contra si
pois já sabia
toda guerra interior é atraso
a maturidade começa quando o eu depõe as armas
e consente em ser inteiro”
“Nessa noite não houve promessa
porque prometer é ainda temer
houve entrega
e na entrega a consciência deixou de se fragmentar
o que era dor tornou-se forma
o que era medo tornou-se escuta.
A sombra não lhe pediu absolvição
pediu presença.
Camille respondeu ficando
e ao ficar selou a união
não com palavras
mas com silêncio suficiente para sustentar o real.
Desde então ela não busca luz
pois a luz que se busca cansa
ela carrega dentro de si o escuro reconciliado
e caminha
não para fora
mas a partir do centro.
E assim a noite nupcial não termina
pois tudo o que é verdadeiro continua
e aquele que ousa unir-se a si mesmo
ergue no íntimo um reino que não desmorona jamais.
A existência corpórea é apenas um estágio, jamais o fim. Os que chamamos de mortos seguem vivos, e sua presença nos envolve como brisa suave que não vemos, mas sentimos. A certeza espírita nos mostra: a vida não cessa, e o amor é mais forte do que a separação.
O túmulo não encerra vidas; apenas abre horizontes mais vastos para reencontros felizes.
"Pequena ave colorida
Asas de grande prodígio e habilidade
No bico um doce canto
No peito uma saudade
Se inventa no brilho da estrêla
Se faz onda no mar
Desfaz seu leito materno
Se faz tempo de voar..."
☆ Haredita Angel
"Vamos viver hoje este amor intenso e urgente!
Amanhã, teremos o resto de nossas vidas prá sentirmos saudades e vivermos outros amores, ou não!"
✫Haredit a Angel
"Se você perdeu um amor,
e ao procurá-lo achou-o
dentro do seu coração!
Você não o perdeu, ele virou saudade..."
☆Haredita Angel
"Garçom, uma caipirinha.
Uma feijoada completa.
Uma porção extra de fé e,
capricha na saudade.
Porque hoje é sábado!
☆Haredita Angel
"Minhas alegrias, dores e recordações,não as espalho pela casa.
Guardo-as em álbuns, dentro de mim.
Não sou de alimentar saudades.
O que foi bom passou...
O que foi ruim também passou...
Quero partir liberta!
Deixando aqui,tudo o que foi daqui."
☆Haredita Angel
"Das minhas lembranças...
É você a mais doce;
A mais intensa;
A mais insana;
Você foi o meu primeiro amor!
Eu não te esqueci.
Eu não te deixei morrer.
Feito flor, virou saudade.
Mas foi amor..."
Haredita Angel
13.07.19
"Sabe, quando aquele momento em que o coração fica apertado...apertado...
A gente até pensa que ele vai parar?
É saudade!"
Haredita Angel
24.06.23
Ah, como eu queria ter falado...
-Fica!
-Não vai!
-Tá tudo bem!
Mas calei...
-Passou!
-É tarde!
(Quem vive de orgulho morre de saudades)
Haredita Angel
06.06.16
"Preciso ir a uma festa hoje!
Revirei minha prateleira de sonhos
e não encontrei nenhuma roupa
que me servisse.
-Perderam-se no tempo(... )
Então me vesti de saudades e fui!"
Haredita Angel
09.04.21
"Sempre que avisto a lua cheia, toda enfeitada de amor, lembro de você.
Mas, essa lembrança não me traz felicidade, ninguém é feliz quando carrega dentro de si a dor de uma saudade."
Haredita Angel
30.04.24
"Sem a minha permissão partiste para longe...
Sem a minha permissão deixaste um pedacinho de ti em mim...
-Esse pedacinho eu chamo Saudade!"
Haredita Angel
28.12.18
"Sem a minha permissão PARTISTE,
e deixaste em mim um pedacinho de ti.
Esse pedacinho eu chamo Saudade!
Haredita Angel
28.12.18
Lua rasa vida mansa
Céu de prata frio avança.
Sinto falta de chamego
De um abraço, do aconchego;
Da magia do momento
Do calor do sentimento…
Meu peito está apertado
Sozinho, desamparado;
Saudades, tristeza e dor
Tortura e ausência de amor;
Meu alento a lembrança dos idos
Momentos vividos, jamais esquecidos
Uma lágrima rola no rosto
Noite vazia, dor e desgosto!
Sem as Divinas Lembranças Coloridas que Eternizastes em nós, jamais suportaríamos as Tristezas daquele dia tão Cinzento.
Os que creem não serem criados para esse mundo, não celebram a morte, mas a libertação dela.
A Vida Eterna!
Não viva momentos, viva a sua vida. Pra que recordar se o passado não volta, você vive o presente, que somente caminha para o futuro.
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