Saudades da Pessoa Amada
De que são feitos os dias?
De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.
Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.
De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.
Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças...
Saudades de um ser chamado... qual é o seu nome? Não importa o nome, mas importa a saudade entre nós dois...
A Saudade de Casa
Ó, saudades de casa... eu sei que não era bom,
Papai e mamãe brigavam, alterando o tom.
Eles bebiam, e o medo então nos consumia,
E os meus irmãos, correndo, a casa esvaziava e sofria.
Eu saía com minhas irmãs na noite fria e escura,
Vender paçoca na rua era a nossa labuta pura.
E quando a paçoca faltava e a fome nos vencia,
Eu tinha que pedir esmola, pois o estômago doía.
Ó, saudades de casa... eu sei que não era bom,
Mas de vez em quando mamãe cozinhava com dom.
Um almoço delicioso que a mesa enfeitava,
Mas papai nos ensinava e a violência cobrava.
Se eu errasse a lição, a pancada era o castigo,
E a saudade de casa vira o meu próprio inimigo.
Eu cuidava dos menores, eu os punha a dormir,
Enquanto na sala eu via papai e mamãe se destruir,
Se drogando no chão, perdidos na fumaça e no corte,
E eu na penumbra, tentando ser o escudo mais forte.
Ó, saudades da casa que a gente nem tinha,
Mudando de abrigo, perdendo a linha.
A cada escola nova, eu me sentia mais só,
Menos amigos restavam, a infância virava pó.
Mas eu lembro da tarde em que fomos ao parquinho brincar,
Passávamos as horas vendo o tempo voar.
Saudades, saudades, saudades eu sinto de lá,
Era ruim com eles, mas o choro não podia parar.
Não tínhamos tempo para a lágrima que o olho consome,
Era brincar, trabalhar, viver com pressa e com fome.
E a gente começava a correr, a se esconder e calar,
Porque o dono da nova casa não queria nos aceitar.
Aquele tanto de criança o homem não admitia,
Éramos seis irmãos na nossa humilde agonia.
Corremos, brincamos, brigamos, dormimos ao relento,
Apanhamos e sorrimos no meio do esquecimento.
Era ruim com papai e mamãe? Sim, era o horror...
Um inferno de medo, de vício e de dor.
Mas eles estavam certos no fim daquela estrada,
Sem ser eles do nosso lado, a vida virou o nada.
Seria pior, muito pior... e foi o que aconteceu,
O mundo foi mais cruel com o que o destino nos deu.
Ó, saudades, saudades, saudades do quarto fechado,
Onde o vício de papai e mamãe nos deixava assustado.
Eles bebiam e usavam drogas na sala ao lado,
E nós, os filhos, no quarto, num pacto sagrado.
Assistíamos a filmes até tarde pra distração,
Até que o grito da briga quebrava a ilusão.
O pavor nos travava, o peito explodindo em nó,
Papai saía batendo a porta e nos deixava na só.
Eu, menina e mulher, chorando na escuridão,
Limpava a casa depressa, arrumando o chão.
Mamãe ainda bebe e chora, num pranto sem fim,
Levava os meus irmãos pro quarto, longe de mim.
Eu ficava com ela, segurando a sua mão ferida,
Até que ela parasse de chorar e ficasse rendida.
Quando ela adormecia no chão ou no canapé,
Eu a deitava com zelo, mantendo a alma de pé.
Eu a cobria com a manta, colhia as latinhas do chão,
E segurava nos braços o meu menor irmão.
Aninhava o menino no peito até ele adormecer,
Colocava ele ao lado dela pra ninguém se perder.
E caminhando em silêncio, na ponta dos pés no corredor,
Eu verificava se os outros já dormiam sem dor.
Ó, saudades de casa... no fim dessas noites de guerra,
Quando todos adormeciam e a paz tocava a terra...
Eu ia para a janela sozinha, o pranto a estancar,
E olhava a lua no céu, o único colo a me consolar.
— Samantha Mendes ✍🏼🖤
Sinto saudades, sim. Às vezes elas chegam de mansinho, como quem bate na porta da memória e pede um pouco de silêncio para ficar. No começo eu pensava que saudade era só ausência, um vazio que ninguém conseguia preencher. Mas com o tempo entendi outra coisa: algumas lembranças não foram feitas para voltar, foram feitas para morar dentro da gente.
Hoje eu olho para o passado com mais carinho do que dor. As pessoas, os momentos, as conversas simples que pareciam pequenas na época… tudo acabou virando parte de quem eu sou. E percebi que a melhor memória não é aquela que a gente tenta repetir, mas aquela que a gente guarda no coração, intacta, viva do jeito que foi.
Existe algo bonito nisso, quase como um segredo silencioso. Porque quando a lembrança mora dentro da gente, ninguém pode tirar. Ela não depende de lugar, nem de tempo, nem de circunstância. Está ali, quieta, mas forte, aquecendo o peito nos dias em que a vida parece um pouco mais fria.
Às vezes eu sorrio sozinha lembrando de algo que já passou. Outras vezes os olhos ficam marejados, mas não é tristeza pura, é um tipo de gratidão misturada com saudade. É como se o coração dissesse: valeu a pena viver aquilo.
Aprendi que sentir saudade também é uma prova de amor. Só sentimos falta do que, de alguma forma, nos tocou profundamente. E quando aceito isso, a saudade deixa de ser um peso e vira uma companhia delicada, que me lembra de tudo o que já vivi.
No fim, as melhores memórias não fazem barulho. Elas ficam guardadas no coração, quietinhas, esperando o momento certo de aparecer e me lembrar que a vida foi, e continua sendo, cheia de encontros que realmente importam.
Vivemos para deixar, não para levar,
Deixar momentos, que nos fazem lembrar.
Deixar saudades, que o tempo não apaga,
Deixar histórias, que a vida propaga.
Deixar conhecimentos, que iluminam o ser,
Deixar transformações, que ajudam a crescer.
Deixar criações, que a alma expressa,
Deixar palavras, que o coração confessa.
Deixar pensamentos, que nos fazem refletir,
Deixar ideias, que nos fazem expandir.
Deixar sentimentos, que nos conectam no fundo,
Deixar afetos, que fazem o mundo.
E, por fim, deixar amor, em cada ação,
O maior legado, a verdadeira razão.
“Não somos nós que lembramos.
As vezes,
é o passado que sente saudades de nós.
Tão nostálgico
que nos envia as lembranças para nos visitar.
(…)”
Meu coração está doente de saudades de você mesmo não ter te conhecido diante de uma tela fria, pois em um mundo virtual você se fez bela.
Suas palavras provocam meus desejos que em momentos me pego em desatento com a vibração do meu pulsar em ter a esperança de finalmente conhecer você.
Quando não está aqui eu me perco entre meu mundo e o seu me despedaçando em saudades, vago com um dialeto romântico ou uma melodia que desperta sua atenção.
postando todas as minhas atitudes à ti, Querendo evoluir todo o meu sentimento direcionado a você.
Me amas? Mostre-me com atitudes;
Me invejas? Foda-se;
Sente saudades? Procure-me;
Me deixou para trás? Siga o teu rumo;
Se apaixonou-se? O problema é teu;
Gosta de mim de coração? Seja fiel;
Decisão entre eu e outra pessoa? Não me venha com mentiras;
Quer estar ao meu lado? Corra junto a mim;
"De todas as Saudades que sinto nessa Minha Vida, sem dúvida uma das mais fortes é a Saudade que sempre sinto de Minas Gerais, o estado brasileiro!"
TextoMeu 1331
1492
"Só há um meio efetivo de resolver Saudades: é indo ao encontro. Sempre ajo assim e tenho tido êxito!"
TextoMeu 1492
"Das Namoradas que tive, sinto saudades e trago boas lembranças de todas. Todas mesmo! Namorar é uma das Melhores Atividades de que participei (e participo)!"
1502
1572
"Então, eu sussurrei para minha nova namorada: 'Hoje eu acordei com saudades de você / Beijei aquela foto que você me ofertou / Sentei naquele banco da pracinha só porque / Foi lá que começou o nosso amor'. Ela conhecia e sabia que Eu não era o Autor, HeHeHe! (Da composição 'A Praça', autoria realmente não minha e sim do Midas Carlos Imperial, o mesmo do 'Dez, Nota Dez'!)"
1331 📜 "De todas as Saudades que sinto, uma das mais fortes é a Saudade de Minas Gerais, o estado brasileiro que comecei a conhecer por causa de um Escritor e do livro dele. Minas Gerais, eu te Amo!"
Hoje senti saudades de ti, como se jamais tivesse sentido saudades na vida...foi uma sensação tão estranha...eu que sempre versei tão bem a solidão...hoje pela primeira vez na minha vida não ousei toca-la...não por não acreditar que ela exista de verdade...mas porque, pela primeira vez me senti só...por me dar conta que estava sem ti!
Saudades
O que eu sinto por voce, voce sabe é bem maior que qualquer outro sentimento.
E é essa saudade que um dia vai me matar
Morro de saudades dos teus labios, seus olhos, sua voz, e sua palavra. enquanto você finge que eu não existo .
Sinto saudades do seu primeiro toque puro daquela noite fria, e ao mesmo tempo quente de sensações e indecisões. Já tinha lhe visto, confesso, e na primeira vez que lhe vi senti algo, um reboliço no estômago e sabia que você era a certa, independente do perigo, independente do navio em que estávamos ser grande ou pequeno, era ali o nosso habitat do amor, aonde eu queria lhe conhecer e jamais te esquecer.
E quando tive a oportunidade de lhe salvar, FIZ, e não me arrependi, salvei da morte a mulher mais tocante da minha vida, embora ela tenha sido curta, mas terminada ao seu lado, juntos, os dois, sentimos frio juntos, lutamos contra o gelo, contra a vontade de estar confortáveis, mas não dava, apenas podiamos preservar algo e isso era o nosso amor.
Hoje escrevo perto do local, vago todas as noites naquele mesmo horário, e lembro-me de quando ficamos ''voando'' na proa do Titanic, e jamais imaginávamos que faríamos parte um do outro para o resto de nossas vidas, mas não pudemos evitar nossos sentimentos e aquilo foi crescendo a cada dia, a cada noite, a cada minuto, a cada segundo. Fugíamos das cobras para celebrar a nossa felicidade e nossa aventura e fomos felizes, independente de tudo, me sinto vangloriado em estar morto agora, pois agora posso viver no local aonde fui o mais feliz que um homem pode ser.
Fico feliz pois não sinto mais frio, não sinto mais calor, não sinto mais nada, só sinto liberdade, e também não preciso mais ganhar dinheiro, trabalhar e nada mais, agora tenho todo o tempo para ficar observando toda a nossa história de amor e entrar pelos navios de humanos que passam por aqui para ver se acho um casal como nós, mas até hoje nunca nem cheguei perto de presenciar algo tão súblime quanto nós.
Agora, vou me despedindo querida Rose, irei voar, irei sentir a brisa do mar em minha alma, e um dia nos encontraremos e iremos nos apaixonar ainda mais, e ficarmos juntos, sem nenhum rico, sem nenhum pobre, nos separar, pois nosso amor vence até a morte, o que mais não poderia vencer?
Com amor,
Jack Dawson,
28 de abril de 1912.
