Saudade Presenca do Ausente
Que você sinta a presença constante do Consolador em sua vida, iluminando suas decisões e abençoando cada obra das suas mãos. Que a graça e a paz de Deus estejam contigo em toda jornada.
o amor não combina com indecisão. Amor de verdade é escolha diária, é presença, é paz. Quando alguém diz estar “confuso”, na verdade está sendo injusto com quem o ama — porque quem ama não deixa dúvida, acolhe, explica, cuida.
Sou do tipo que se emociona com pouco: um sorriso sincero, um abraço apertado, uma presença leve. Porque, no fundo, a vida é feita desses instantes que ninguém vê, mas que o coração nunca esquece. A gente não precisa de muito… só de alguém que fique, mesmo quando o mundo vira as costas. Gente que olha nos olhos e diz: “Eu tô aqui.” e cumpre. É raro, mas existe: aquela pessoa que te lê no olhar, entende teu silêncio e te segura no caos… sem precisar dizer nada. Isso não é só amor. É lar.
A solidão não é a ausência do outro, mas a presença plena de si mesmo. Quem teme estar sozinho é, na verdade, um estrangeiro dentro da própria alma. O sábio constrói a sua solidão como um castelo, não para se esconder do mundo, mas para governar o seu próprio ser sem interferências.
O descanso não é a ausência de trabalho, mas a presença de si mesmo. Quem pede permissão ao mundo para parar revela que ainda é escravo da utilidade alheia. A verdadeira soberania consiste em saber fechar os olhos no meio do mercado e declarar que a sua paz vale mais do que qualquer urgência fabricada.
Se você olhar com presença para o que se repete, vai descobrir que nada se repete de verdade. O mesmo sol nunca nasce igual, e a mesma xícara, hoje, pesa diferente na mão. Há um mistério miúdo em tudo o que insiste em parecer comum.
Acontece que a pressa cega os detalhes — e o mundo, quando não é olhado, encolhe. Vira rotina, vira parede branca, vira som de relógio sem música.
Mas se você se inclina, se chega mais perto com a delicadeza de quem escuta o segredo de uma folha, verá que há universos escondidos nas frestas. Um vento que passa entre duas árvores pode ser uma dança. Uma sombra no chão pode ser um poema que ninguém escreveu ainda.
É só questão de treino — desaprender o óbvio, reaprender o espanto. Porque o essencial não grita: sussurra. E só escuta quem vive devagar o bastante para se surpreender com o que já estava ali, pedindo para ser notado.
O Avesso da Presença
Por Mônica Barreto Alves
Éramos cinco, e os olhos dela não brilhavam por mim.
Eu não era a escolhida, a doçura, o jardim.
Entre nós, as palavras eram pedras, o tom era de guerra,
brigas constantes, poeira que nunca se enterra.
Os preferidos viviam no altar da distância,
recebiam o elogio, a saudade, a importância.
Mas na casa deles, o rastro dela não ficava,
era o silêncio da ausência que lá habitava.
Já na minha porta, o passo dela era certo,
vinha com a crítica, com o dedo por perto.
Vinha ver se a casa estava limpa, se eu falhei em algo,
vinha para me acusar, do alto do seu palco.
Mas ela ia.
Mesmo para brigar, ela batia no meu portão.
Enquanto os "queridos" eram visitas de feriado,
eu era o seu destino, o seu porto irritado.
E o destino guardou o retalho mais pesado:
fui eu quem ouviu o seu grito desesperado.
Enquanto os outros estavam longe, no conforto do papel,
fui eu quem viu a dor rasgar o seu véu.
Fui eu quem chamou ajuda, quem correu pro hospital,
fui o braço que a segurou no portal final.
Ali ela entrou, e de lá nunca mais saiu,
mas foi nos meus olhos que o mundo dela ruiu.
Tive o que os outros, no luxo do orgulho, perderam:
a presença constante, os dias que se sucederam.
Fui o alvo das frases, mas também o seu retiro,
fui a última mão, o seu último suspiro.
Deus não nos chama apenas para molhar os pés na Sua presença, nem para viver ajoelhados apenas em momentos de necessidade, mas para um ponto onde já não andamos por nós mesmos, e sim somos conduzidos totalmente pelo fluir do Espírito.
Lágrimas e Solidão
Quando tudo for escuro
Num labirinto inseguro
Quando a presença vira saudades
Quando a tristeza for a verdade
Quando as lágrimas e a solidão,
tomarem conta do meu coração...
Eu não irei viver
Vou apenas existir
Sem vontade para nada
Nem se quer vou sorrir
Vou apenas chorar
Apenas chorar...
“Em um mundo onde a presença foi substituída pela virtualidade, a leitura permanece como um ato de resistência: fortalece a mente, guarda o coração e confronta uma sociedade mentalmente adoecida e de opiniões instáveis.”
Abrir mão das antigas certezas cria o intervalo perfeito de presença, onde você deixa de ser quem era e começa, em silêncio, a se tornar quem veio para ser.
Cabelos longos e lisos é o que decora sua aparência, e por onde passa chama atenção com sua presença.
Entre o longe e o perto, a gente aprende a sentir.
Tem presença que mora na distância,
e ausência que se instala mesmo ao lado.
No fim, não é o espaço que define,
é o que o coração decide guardar.
