Saudade do meu Homem

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⁠Autobiografia

EITO que ressoa no meu sangue
sangue do meu bisavô pinga de tua foice
foice da tua violação
ainda corta o grito de minha avó

LEITO de sangue negro
emudecido no espanto
clamor de tragédia não esquecida
crime não punido nem perdoado
queimam minhas entranhas

PEITO pesado ao peso da madrugada de chumbo
orvalho de fel amargo
orvalhando os passos de minha mãe
na oferta compulsória do seu peito

PLEITO perdido
nos desvãos de um mundo estrangeiro
libra… escudo… dólar… mil-réis
Franca adormecida às serenatas de meu pai
sob cujo céu minha esperança teceu
minha adolescência feneceu
e minha revolta cresceu

CONCEITO amadurecido e assumido
emancipado coração ao vento
não é o mesmo crescer lento
que ascende das raízes
ao fruto violento

PRECONCEITO esmagado no feito
destruído no conceito
eito ardente desfeito
ao leite do amor perfeito
sem pleito
eleito ao peito
da teimosa esperança
em que me deito

Abdias do Nascimento
Axés do sangue e da esperança (orikis). Rio de Janeiro: Achiamé, 1983.

⁠Apesar de você não ser meu amor, você é meu pensamento. Apesar de talvez você não ter nenhum pensamento, quero ser ele, vai aprender, vou aprender, a dar valor a quem em meus pensamentos tem serventia, afinal, quem sou ? Quem serei? Podemos ser? A dúvidas e o medo tomam conta de mim.
Quero amar, e em meus desejos, te quero!
As palavras se vão, as lágrimas vem e um silêncio toma conta de mim, você em meu coração, no seu canto, é a minha única companhia.
Vem colorir meus dias, vêm matar o medo e plantar um pouco de esperança no meu viver. Nem te tenho , mas te amo, que o vento traga seu perfume, e que a paixão deixe meu coração mais alegre por te conhecer.

⁠Em 42 anos, meu coração só soube de amor uma única vez. Não há passado onde ela existe, pois o tempo, diante desse sentimento, perde o sentido. A lembrança de seu sorriso se confunde com o presente, como se estivesse aqui, ainda agora, acendendo em mim algo que o mundo não apaga.

Você foi, e ainda é, o que define o raro. Em meio a tantas vidas que cruzei, foi no seu olhar que encontrei o infinito. E por mais que os anos tenham desenhado sua ausência, meu amor não conhece o esquecimento. Amar você foi como encontrar a essência de todas as minhas buscas — e mesmo que o destino tenha seguido seu curso, você sempre será minha verdade mais profunda.

O que é raro nunca se desfaz, apenas se eterniza em silêncio.

⁠No silêncio dos meus pensamentos, percebo que cada batida do meu coração ecoa um chamado para seguir os caminhos que o amor desenha. É impossível imaginar a magnitude de tudo que sinto, pois os sonhos que cultivei, repletos de esperança e ternura, foram todos inspirados por você. À medida que abro os olhos para a realidade diante de mim, vejo que é tempo de enfrentar o mundo, armado apenas com a força desse sentimento imenso. Com você no coração, sigo determinado a lutar pela nossa história, pois cada momento ao seu lado é um precioso segundo para ser vivido intensamente.

⁠Já me apaixonei por outras, mas, vez após vez, foi por você que meu coração realmente pulsou. Diante do amor sublime que sinto por você, os amores comuns nunca tiveram sequer uma chance de florescer.

Meu tempo aqui é curto. É bom imaginar que tem algo além daqui, sabe?

E o meu erro foi crer que estar ao seu lado bastaria.

Os Paralamas do Sucesso

Nota: Trecho da música Meu erro.

MULHER

Para as fadas do apocalipse


Quando te sonho, és a perfeição
Quando te penso, és meu exagero
Quando te encontro, és minha ilusão
Quando te perco, a mulher que eu quero

E segue a vida nessa busca louca
De quem, para viver, precisa amar
E eu já nem sei, se ao beijar tua boca
Sorvo o veneno que me vai matar

Se em todo vício está a perdição,
Que ninguém chore o fim que eu tiver
Estarei calmo, enfim, no meu caixão,
Sem brigas, sem stress, e sem mulher....

AUTORIA REGISTRADA

Meu investimento de hoje é adquirir conhecimento saudável para poder passar para as próximas gerações.


@ManualDoInvestidor

Meu paraíso particular, ninguém sabe quao bem eu escrevo, ninguém vê quao bem eu vomito palavras que formam frases, eu sou a garota do abismo, mas já fui a girafa rosa, vomitar versos é algo que faço deis de a meninice, quando aprendi sobre poesia e tudo aquilo, eu amo escrever, eu posso dissecar a mim mesma numa folha, seja digital ou física,

"Algumas pessoas de alma estreita dizem: "Por isso ou aquilo, que é meu objetivo de vida, eu abro mão de tudo..."

Abrir mão de algo é se negar a plenitude da existência, assim estas pessoas não vivem, só existem, por um curto período de tempo....

⁠FOLHA MORTA

Se a minha boca não te surpreende
se o meu corpo não te satisfaz,
o que te falta para ir em frente,
pra seguir teu rumo, me deixar em paz?

A vida a dois não é cláusula pétrea
se for por força de obrigação
o amor definha, vira folha morta
logo um se despede, outro fecha a porta
é o fim da rota de contradição.

Mas o medo de ficar sozinho
fecha o caminho da libertação
se não há coragem pra pular no abismo
prefere-se o cinismo, vida de ilusão.

Logo tudo cala, quando ninguém fala
a porta se fecha e a luz se apaga
e os dois se encaixam na mesma prisão.

Se eu fosse falar a verdade
Talvez você se comovesse.
Perdi meu pai aos onze anos — e com ele, o lar.
A casa deixou de ser abrigo, tornou-se lembrança.
O conforto e a segurança que uma infância promete
se desmancharam na poeira do tempo.

A vida se desenrolou como um fio invisível
que eu apenas seguia, sem saber aonde levava.
Mas não escrevo para comover ninguém.
Sou um homem realizado no pouco que premeditei:
ser poeta — não por escolha, mas por destino.

Desde menino, tive uma clarividência silenciosa
sobre o que viria a ser.
Uma voz interior me dizia
que havia um mandato das alturas:
cantar, mesmo que o canto fosse triste;
dar forma ao invisível;
soprar o fio de Ariadne
que me conduziria pelo labirinto da vida.

Entre fragmentos e quedas,
fui forjado por dores que não escolhi.
E nelas, descobri a necessidade inevitável
de escrever — sempre com lágrimas,
sempre com o sangue secreto da alma.

Não havia mapa, só o instinto e a necessidade.
E foi nas escolhas, muitas vezes cegas,
que aprendi a me reconhecer.

Hoje compreendo que minha existência,
apesar de comum, sempre esteve repleta de sentido:
era o ensaio do homem que eu me tornaria —
um ser moldado pela perda,
mas iluminado pela busca.

A Crueldade da Poesia


A poesia me abriu o peito
e pediu meu sangue.
Quando a entreguei,
ela leu em silêncio, sorriu
e foi embora.


Fiquei ali,
com o coração pingando,
verbo amputado, sem sentido,
entendendo — tarde demais —
que a poesia não consola,
nem o poeta, nem a musa.
Poeta não é herói:
ela o consome,
o destrói.

Geralmente, o último gole de vinho não é meu.
Ele pertence aos que suportaram pensar até o fim.


A Oscar Wilde, pela inteligência como arma contra a hipocrisia.
A Hemingway, pela ética seca diante do absurdo.
A Rimbaud, pela violência precoce do gênio e pelo abandono.
A Flaubert, pela disciplina quase cruel da forma.
A Voltaire, pela lucidez ferina,
por ter combatido a estupidez com ironia
quando a coragem ainda era possível.


E o último dos últimos,
quando o vinho já não promete nada,
vai para Baudelaire.
Porque ele soube que a beleza não nasce da pureza,
mas do atrito entre o tédio e o abismo.


Depois disso,
o copo vazio.
O silêncio.
E a noite continua,
como sempre.

Não me espanta mais tudo que vejo, pois o meu olhar que se ocultava e me prendia em mistério, hoje corre solto com o tempo

Inserida por almanysol

Olá caro(a) amigo(a), seja bem vindo(a) ao meu espaço.
Alguns me chamam de louco poeta sonhador, tão somente por que acredito nas escritas da vida. Mas, isso é a pura verdade, pois o livro de nosso destino é escrito em capitúlos alternantes de lucidez e insanidades. As vezes somos essa certeza de coerência e razão, mas em outras somos lunáticos quando agimos na loucura dos desejos. Serei sempre o autor de meu códice, mesmo que para isso me encontre em estado de puro desvairamento. (Almany Falcão - Poeta do Sol)

Inserida por almanysol

Depois da meia noite... esse é meu ritmo. Sou notívaga! Meu "relógio interno", isto é o meu metabolismo, ou a forma como meu corpo gerencia a minha energia, está regulado para uma atividade predominantemente noturna... Não que só funcione ou agite mais à noite, mas preferencialmente...


As madrugadas são maravilhosamente inspiradoras. Esse é meu ritmo. Ler, ver TV, ouvir música, escrever, trabalhar, limpar o apto, organizar o armário, refletir, colocar os pensamentos em ordem, fazer nada... é incrível mas se não durmo até a meia-noite meu corpo transborda energia e sei lá fico ativa querendo fazer mil coisas.


É justamente como a letra da Pitty - com exceção do te vejo brilhar, a não ser pela lua, essa sim brilha imponente quando tá escuro, adoro - é quando tá escuro que eu me sinto em casa. Esse é o meu ritmo, mas não é o ritmo do mundo. Assim as minhas crises notívagas antecedem dias de “ressaca' noturnas no ritmo em que mundo funciona. Não que isso estrague meus dias e me deixe ranzinza ou mau humorada, de forma alguma. O que acontece é que tenho só um pouco menos de energia.


Perfeito seria se fosse sempre assim, já são quase 4 horas estou por aqui ainda no meu ritmo notívago. Depois vou dormir e amanhã sem despertador para tocar. Só vou acordar quando meu corpo decidir que chega de dormir. Esse é meu ritmo!

Inserida por analuisanascimento

AO ACORDAR E VER UMA SIMPLES FRECHA DE LUZ ADENTRAR NO MEU QUARTO...NA MINHA CABEÇA JA SE TORNA UMA RAZÃO MAIS QUE SUFICIENTE PRA SE TORNAR UMA INSPIRAÇÃO POÉTICA...

Almany Sol - 14/06/2012

Inserida por almanysol

QUERO AGRADECER A SUA VISITA A ESTE MEU CANTINHO DE POETA. ESSE DOM DE ESCREVER E SER POETA, AS VEZES ME ENTRISTECE MUITO... SIMPLESMENTE PORQUE OS POETAS SÓ SÃO VALORIZADOS E RECONHECIDOS DEPOIS QUE MORREM. SÃO POUCAS AS PESSOAS, ASSIM COMO VOCÊ, QUE DÃO O DEVIDO VALOR ENQUANTO EM VIDA O POETA SE EXPRESSA.

Almany Sol - 14/06/2012

Inserida por almanysol