Saudade do meu Homem
Olá bela Menina,
Hoje sei é o teu dia, passei aqui só para registrar,
Te desejo Amor sincero de todos os que podem com Você comemorar.
Te desejo a felicidade deste dia especial.
Te desejo a compania de um ser celestial.
Que perca um tempo lá fora mas que me encontre num instante dentro de Você.
Que sinta meus braços neste instante te envolver.
Que sinta saudade esse sentimento que me envade por viver distante de Você.
Beijos Happy Birthday
se a ti pertences,
então toma !
se deixou ir, agora chora
versos e vaidades
complexos de maldade
vida e saudade . . momentos
O amor, poesia dos sentidos.
O pássaro e a gaiola.
Se pensarmos no dia de hoje seria muito melhor para um pássaro viver em uma gaiola.
Nela possivelmente um bom tratador o trataria com todo conforto que um pássaro pode ter: ração de primeira, água limpinha, carinho de um humano e tudo o mais que seu dono poderia lhe dar.
No entanto cada pássaro tem seu habitat natural. Alguns conseguem perceber que apesar de livres as gaiolas lhes trarão conforto e segurança. Outros preferem correr o risco, mas viver em liberdade. Enfim, todos de uma forma ou de outra somos passarinhos.
Como expectadores da natureza devemos respeitar como cada passarinho pensa e age com relação ao seu mundo para que ao final possamos um dia dizer: eu conheci um passarinho especial, mas ele se foi por sua livre e espontânea vontade.
“Prefiro...
Prefiro minhas duvidas do que as suas certezas...
Prefiro viajar nos meus sonhos do que aceitar a sua realidade...
Prefiro ter te apoiado do que ter te censurado...
Prefiro ter acredito em nada do que ter sido descrente em tudo...
Prefiro ter visto você brilhar do que ve-lâ em uma noite sem final...
Prefiro ter visto todas as estrelas caindo do que apenas o sol brilhar...
Prefiro recordar do ruído dos teus sorrisos do que ver seu semblante triste...
Prefiro lembrar que você já foi a chegada e que nunca foi partida
Prefiro saber que você já foi certeza e que nunca foi arrependimento...
Prefiro lembrar dos ventos fortes em nossos cabelos do que das brisas que pouco fizeram...
Ainda prefiro...”
O que tocou você nesse feriado?
Ela acorda com o rosto todo amaçado por estar dormindo há horas, olha pela janela e vê que ainda há sol, pois a claridade a incomoda os olhos e toca a sua pele, a unica coisa que toca sua pele.
Ela vira para o lado, com os pensamentos tristes pois ainda é dia, ela ainda tem que viver mais um longo dia tedioso sem nada para fazer, sem lugar para ir, sem ninguém para conversar. Ela vira triste por ter que sobreviver a mais um feriado ou domingo, esses em que sua rotina, que a mantêm ocupada suficiente para achar que a sua existência faz algum sentido, mas que em datas assim, há uma quebra nessas perspectivas e a unica coisa que ecoa em sua mente é um poema que ela já conhece muito bem " Está sem mulher,
está sem discurso,está sem carinho, já não pode beber,
já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou,
o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?"
E agora? Vai continuar deitada deixando mais um dia da sua vida passar em vão, mais um dia o tédio te mastigar, engolir e jogar você na lama?
Ela acorda, vira o rosto, pensa em fazer alguma coisa, tomar uma iniciativa, sair, resolve pegar uma aguá, sentar na sacada e pensar como tornar aquele resto de dia mais feliz. Mas ela desiste, está fraca de mais para isso, ela sabe que fazer qualquer coisa não vai deixa-la feliz, vai apenas, como uma bolha de sabão cobrir um vazio que se instalou dentro dela, mas assim como todas as outras bolhas de sabão são, ela vai estourar numa fragilidade e baterá nas paredes vazias do seu interior, fazendo um barulho que lhe percorrera por toda a alma e vai lhe expor o tamanho da sua dor e solidão.
Ela volta para a cama, irritada pelo dia não acabar logo, vira o rosto e adormece. Ela já não sonha mais, pois todos os sonhos são de um tempo que ela viveu e não voltará mais, e por mais que tenha sido o melhor momento da sua vida, tudo aquilo que sonhamos e sabemos que não podemos ter e que não é mais real, machuca nosso ser e se torna um lindo pesadelo. E ela vira de lado para a janela, fica feliz que a noite está chegando, e deixa as lagrimas do pesadelo escorrer pelos seus olhos e assim ela adormece novamente, entrando na rotina comum de seus dias, com uma falsa felicidade dentro de si, mas que o corpo sabe que é mentira e expulsa as lagrimas de dor e tristeza tentando amenizar o seus turbilhoes interiores. Ela finge que está tudo bem, ela finge que ficará bem, ela finge que está vivendo. E nessa bagunça toda suas lagrimas vão escorrendo pelo seu rosto e ocupando o lugar do sol, tocam sua pele, a unica coisa que toca.
Gira
Não para continua a girar
Trás novas sementes
Não deixa parar
Faz as lágrimas secar
Trás brisa da inocência
Sopra em mim a felicidade
Vento me faz sentir
As boas lembranças que levou de mim
Vento,vento, vento
Sopra a saudade pra longe de mim.
Hiato
Fiz a ti um verso,
Uma lembrança,
Fiz a ti uma memória,
De tantas outras, fiz a ti.
Revés o mundo tem,
O seu explicável,
Seu firmamento trancado,
Abraça-me.
Anamnese eu,
Diferente de tantas outras,
Intensa,
Cobra-me.
Tu,
Uma centelha de estímulo,
Calmo,
Espero.
Uma escada ao ar livre,
A conversa, a curva do sorriso,
Um toque, o beijo... O beijo!
O tchau.
Vem novamente a sensação
de algo que não foi cumprido,
d'alma que chora baixinho
por um amor que há partido
Doem nas entranhas as veias,
onde célere o sangue corre,
nutrindo o coração que esperneia
e de saudade, aos poucos,
sufocando, já morre...
GRACINHA
Eu sou aquela caixa d'água a tilintar dentro da noite veloz. Lá fora, o sereno caía vadio enquanto os rumores dos carros mexiam com as luzes dos postes. Tchiqui, tchiqui, tchiqui... Quase sempre, o ventilador ao pé da cama. A cama. A cama. Aquela cama... Na área, o churrasco embalava os nossos estômagos famintos. A fumaça passeava por todo espaço. Chegava na cama. A cama. Aquela cama... Ao meu lado direito, meu mano: pequeno, raquítico, olhos negros, cabelos lisos. No centro, a mana: covinhas amontoadas, coqueirinhos na cabeça, chorinho fácil a descolar na boca. Ao lado esquerdo: vovó. Vovó. GRACINHA. Corpo roliço, cabelo despreparado, pele macia e branca. Sua mão a "irribuçar" os netinhos com colcha vermelha. Sua mão a cantarolar no meu peito. Um dois três carneirinhos. O ronco, o sereno a cair, os rumos dos carros e eu-caixa d'água, eu-saudade, eu-vontade-de-voltar.
Passe o tempo que tiver de passar
Quando você voltar eu vou estar aqui
A mesma de sempre
Com o amor de sempre
E a saudade de sempre.
Sinto saudades
De um carinho que nunca foi real
De uma companhia que achei que fosse ficar
De um sorriso que me fez acreditar
Sinto saudades
Dos longos papos sempre leves
Do cigarro partilhado
Sem esquecer o vinho tomado
Sinto saudades de pensar
Que tudo era especial
Que tinha em você um amigo
Que faria minha vida fenomenal
Vivo um momento inédito,
no qual o deslumbre
se funde com o sentimento,
mesclando com a doce saudade
e dizendo que nada é vaidade.
Por ventura descarto o prazer,
agrego tudo que mais
me faz sofrer,
E como se não bastasse
a sua vaidade,
me vem a vontade de eu tentar ser feliz.
Olhei para trás e lá, distante, estavam nossas últimas pegadas. O coração apertou. O mar que adorava beijar nossos pés se acanhou e as areias que amavam sentir nossas vibrações, estavam irreconhecíveis... frias. Nossas pegadas denunciavam que caminhávamos para lados distintos, abrindo um espaço tão enorme que só cabia saudade.
Você é a única mulher com quem eu sonho, é a única que eu penso, acho que independente do tempo nunca vou te esquecer.
