Saudade Desconhecido
Me disse ela
Que também tem saudade
Do beijo nunca dado
Do toque nunca trocado
Do sorriso nunca efetuado
Da música nunca compartilhada
Do silêncio respeitado
Do olhar inesperado
Do encontro nunca marcado
De mim ao seu lado!
Saudade da infância
De terra na mão
Brincadeira de roda
Correr na rua
Pés descalços
Birra pro banho
Muita bagunça
Pouca importância
Nenhuma preocupação
Nos braços da saudade
Acordei no meio da noite, sentindo um silêncio que pesava mais do que a escuridão.
Não era medo – ou talvez fosse, mas de um jeito diferente.
Um medo que não pede socorro, só escuta o eco do que já foi.
Fechei os olhos e vi você.
Seu abraço morava em mim, mesmo sem estar ali.
O tempo, teimoso, levou sua presença, mas não soube apagar o que ficou.
Porque amor de verdade não some, só muda de forma.
Vira cheiro no vento, calor no peito, voz na lembrança.
E mesmo quando a saudade aperta, há um consolo invisível
Que me embala como você fazia.
O passado não volta, mas sussurra.
E toda vez que a noite me encontra, eu escuto.
Fecho os olhos, respiro fundo
E me deixo levar por aquilo que nunca me deixou.
Para ela, que foi meu lar antes mesmo que eu entendesse o que era ter um.
Nada acontece por acaso, tudo tem volta, o tempo é melhor remédio para tudo, a saudade machuca, o sofrimento faz crescer, e um verdadeiro amor nunca morre...
A saudade é uma mistura de sentimentos. É confusão de pensamentos. É Esperança. É amor. É solidão. É um pouco de alguém em você. É um pouco de você que alguém levou. É um pedaço de um coração. É uma lagrima salgada. Ou até mesmo um sorriso sem razão.
Por ora a distância me sangra
por ora a saudade me mata,
mas por ora meu coração resiste
só por saber que você existe.
Ontem eu senti saudade de usar meu pouco charme, e quis apaixonar alguém sem vontade nenhuma de ser conquistada, só pra provar que por mais que eu tenha perdido mil coisas quando perdi você, a minha habilidade em achar graça na vida e fazer os outros acharem graça em mim, continua aqui, então, eu continuo aqui, meio escondida atrás de remorsos e decepções, mas finalmente, estou voltando ao normal.
Eu já chorei de saudade, já fiquei com ódio por ser esquecido no meio da multidão de entre cinco pessoas – é, eu sei que multidão significa mais pessoas, só que pra quem vive na solidão, a sombra soma como companhia –, eu também já tive remorso por ter deixado pra trás algo que eu quis muito, algo que eu ainda queira e nunca terei. Já pedi á um colega pra ser meu amigo, pra uma ex-namorada também ser, e já recebi os mesmos pedidos, mas eu não tive a resposta tão esperada, e não respondo o mesmo. Meus amigos me deixaram parado lá atrás, e, se eu continuasse os esperando, eu ainda estaria por lá, mas não significa que eu os esqueci, não significa que eu não esteja os querendo perto, para rir, contar as novidades, chorar, e rir de novo do passado que tivemos e falar o velho clichê, bons tempos não é amigo? Tempos que não voltarão mais, tempos que nem daqui á quarenta anos teremos esquecido, e muito menos trarão de volta o presente que nos afastara. Um se foi por vontade de Deus, eu não o julgo mesmo tendo feito errado, e ainda sim, eu queria que ele estivesse aqui pra ver a minha vitória, porque ele deveria estar compartilhando comigo, -que Deus o tenha meu grande amigo, Yuri Gustavo-. Outros acho se foram porque quiseram, não ligam mais, não vão mais nos correios para enviar aquela carta com as fotos dos familiares no final do ano na cidade que a avó deles nasceram. Tem aqueles que se diziam meus amigos, esses sim, chegaram a me conquistar, ter uma parte de mim pra eles, mas não souberam cativar, -ninguém tem paciência quando se trata de mim-, mas que mesmo assim, eu não tenho paciência também, sinto raiva muito fácil, e tenho medo do abandono. Meus pais me abandonaram, meus irmãos me abandonaram, meus casos de amor, desistiram de mim, eu também desisti, e não me quero em muitas das vezes e em muitos lugares. Só não sinto pena de mim, mas ainda sim, me vigio pra não ter. Eu aprendi a viver na solidão, no escuro, no quarto vago á quem souber me deixar em paz. Eu me cuido, porque ninguém consegue, as vezes nem eu mesmo. Não corro mais atrás de amigos, de amores. Não peço abraço, muito menos beijo. Não cobro carinho, não desejo atenção. Sou carente, mas me sinto bem assim. Porque me acostumei, me acostumei tanto a viver assim, como optei, por querer que venham falar comigo e eu tratar bem quando, do que eu tentar contato e tratar indiferente, e brigar, xingar, chorar, e etc… Não quero desavenças, quero paz, a minha paz. Só, ou contigo. Porque eu tenho um anjo, e esse anjo me salva toda vez que volta, e esse anjo, tem nome, e se chama, saudade.
Fomos amigos
Antes sorrisos, segredos e confiança,
Hoje, saudade,
Tristezas, lembranças.
O que o tempo nos fez, amigo?
Tirou-nos o brilho de um sonho imortal,
De uma amizade forte e fraternal,
Que jurávamos que nunca adormeceria.
O que o tempo nos fez, amigo.
Fomos ouvintes, confessos e secretos,
como cofres lacrados por dentro,
Servimos de apoio, conselheiros por natureza.
Hoje nem um alô, nem um aceno, nenhuma certeza.
O que o tempo nos fez amigo?
Tirou-nos toda beleza,
O brilho da amizade mais certeira.
E por quê? É o que pergunto, amigo.
Sou o mesmo,
Mesmo que em outro endereço,
Mesmo que com outro sorriso,
Sou o mesmo,
Aquele que sempre lhe quis bem,
Nas horas boas e de aflitos,
Em seus abraços, em seus conflitos;...
O que o tempo nos fez, amigo?
Ei saudade
Precisamos conversar
Tão covarde quando você vai passar
Tá pegando pesado comigo
Todo dia um novo motivo pra me judiar
O sol de fim de tarde pouco aquece.
Em tudo sopra uma saudade fria.
Recolho os sonhos e recolho os fatos:
todos serão iguais no anoitecer.
A pior tristeza é sentir saudade dos momentos que um dia nos fizeram felizes e ter a certeza de que, por algum motivo, eles não voltarão a acontecer.
“E a fé é, afinal, um tipo de saudade — de um lar que jamais visitamos, mas que nunca deixamos de anelar.”
