Saudade Desconhecido
Tempo
A natureza cresce
Vida de repente cai
Afinal, quem dá corda ?
No tempo que se esvai
Flui alegre, com sorte
Mas certas coisas condenam
Quem sabe...a morte
O tempo, que tempo?
Aquele de tudo!
Agora me lembro
Mas conte de novo
A história da vida
Notícias de mim
O Tempo governa
A ditadura que semeia
E o vento socorre
A mentira que freia
E entra na dança
Dos astros do início
O início do fim
Eu não sei vocês, mas na minha cabeça, eu faço perguntas que nenhum tipo de especialista consegue responder. Já se perguntou quantos “E se” você tem? Exemplo, e se eu não achar a pessoa certa? E os será? Todos têm o seu ponto de interrogação, o meu aparece constantemente.
A dificuldade de acreditar em nós mesmo é grande, até o próprio Jesus tinha isso; talvez algumas pessoas tivesse essa “autoconfiança” mais forte que outros. Já se perguntou: o que será que vai acontecer e depois tentou desvendar ou imaginar o que poderia acontecer. E as tais negações que fazemos sem tentar? É claro que alguns quesitos é obvio negar...
Exemplo, eu não sei se consigo mais tentou? Sou a favor de quem se arrisca, para mim a pessoa que se arrisca, vive em uma adrenalina que meu bem, dá gosto de viver!
Enfim, em minha opinião temos que “apagar” essas tais interrogações e viver na exclamação! Diga “Eu vou achar a pessoa certa” e “eu vou conseguir” se arrisque! E apenas use a interrogação para perguntar se o almoço está pronto!
Amizade é assim, a gente gruda, a gente ri, chora, fica alegre, fica triste, tira selfie e o tempo vai passando e a vida se tornando cada vez mais divertida. Que seria de nós sem amigos?
Acreditar que sabe de tudo é ignorar a expansão do conhecimento, um desrespeito à inteligência humana.
Respeitar não é concordar com o outro nem se opor
Respeitar é compreender e ser paciente
é aceitar as diferenças e trabalhar em defesa da paz
Não há respeito em guerras
Em quaisquer tipos de violência também não há
Mas o respeito é o princípio de uma boa convivência
Capaz de destruir guerras e construir paz
Quem respeita não precisa fazer isso para ser respeitado, seria hipocrisia
Quem respeita de verdade só precisa que esse ato seja compartilhado
Respeitar os outros é respeitar o mundo
e respeitar o mundo é respeitar a si próprio.
QUANDO UM FILHO SE TORNA PAI DE SEU PAI
Bom dia
Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.
É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai na morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.
A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas.
Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná-los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus.
Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete.
Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo Zé acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
– Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
– Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali.
Publicado no jornal
Zero Hora
Que nossos filhos saibam o sentido da vida e nos digam sempre onde estão !!!
Lágrimas nem sempre são sinônimos de tristeza, assim como sorrisos nem sempre são sinônimos de felicidade...
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