Saudade de uma Pessoa Especial

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Saudade é ausência
que continua ocupando espaço.

“Envenena-me de saudade
a realidade é o antídoto.”

Assassinato da Saudade

Saudade
A gente
Não mata

Saudade
A gente
Engarrafa
E guarda

Saudade
É coisa boa
Que fica lá

Quietinha
Bem guardada
Onde deve
Ficá

⁠Sarcasmo e Arvore

Com dificuldade
Ergo-me

Na saudade do amigo
Que
Se perdeu na eterna saudade

Daquele espelho
Me olhando
Tomo o café da manhã

À minha e à sua vontade
O gigantesco abismo
Goza a delícia de ser

Lábios roxos
Assim passeio por ele
Sem sua infantilidade

Onde a cobra fuma
Seu moderado cigarro
Admirando seu ventre

Trazendo o sol batido de vento
Enquanto o mar tece a trama
Imóveis na solidão

Juntos a novos anjos cativos
Na luta de classes

Honorárias prisioneiras
Mulheres
Que o simples toque pode romper

Por um momento
Todos e infinitos talentos em seu seio
Maior que a força contida no ato
Na móvel linha do horizonte

Quando a saudade nos alcança, ela não dá esperança, mas só dá pancadas, com o chicote das lembranças, a gente avança e com elas acumuladas.

Já chorei de saudade, mas também de gratidão.

A saudade é um animal faminto que nunca se sacia.

A saudade é a janela aberta para o quarto onde a felicidade ainda mora.

A saudade da simplicidade é o luto por um tempo em que os problemas eram menores que a inocência.

A saudade é a prova de que o tempo anda para trás, ao menos na memória.

O homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra por saudade.

A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.

A saudade tem cheiro, tem peso, tem pulso, ela me abraça quando menos espero, e me faz lembrar que sentir é humano, só não deixo que ela me afogue, eu respiro fundo e sigo carregando memórias.

A saudade existe porque a alma não
esquece o que foi verdadeiro, ela dói, mas também afaga, e eu aceito essa dualidade
com maturidade, pois amar sempre
deixa marcas.

A saudade não é a ausência de um corpo, mas a presença fantasmagórica de um tempo que não se resigna, é a memória
em brasa, o passado que se recusa
a ser apenas pó.

Vence quem transforma o luto em ofício diário e converte a saudade em canção que constrói pontes invisíveis.

A saudade canta com uma voz que ninguém ensina, vem das feridas do tempo, e transforma ausência em uma música que dói.

Quando a saudade alcança, não nos dá esperança, só dá pancada, vem sem aviso, acerta o peito, desorganiza o fôlego e nos lembra, com brutal delicadeza, que houve amor onde hoje só mora o vazio.

A saudade não chega devagar,
ela atravessa a porta como quem tem direito. Não traz esperança, não oferece consolo, só deixa o impacto seco de quem já perdeu. É memória sem afeto, é amor sobrevivendo em forma de dor.

A saudade é uma moeda que não se desvaloriza. Troco por lembranças, por músicas, por fotos. Com ela compro consolo quando falta companhia. Às vezes a moeda pesa, mas é firme e confiável. E guardo ainda mais quando o cofre do peito treme.