Saudade de Filho que Estuda Fora

Cerca de 36916 frases e pensamentos: Saudade de Filho que Estuda Fora

​LÁPIDE DA ALMA
(​A peregrinação final da saudade)

​Nas lágrimas que borram o céu altivo,
vejo a lua que chora, triste e sombria;
as estrelas, espremidas e sem brilho,
na trágica sina de minha melancolia.
​No vão oco e obscuro de minha incoerência,
busco-te num coração flagelado e de luto;
perambulando em busca de minha existência,
sou peregrina enclausurada num reduto.
​Teu sorriso disperso na luz do luar eu vi...
sigo nesse destino que congela e paralisa,
nesse arrebatamento transfigurado em ti.
​Saudade enegrecida que causa tanto tormento,
círculo vicioso que entorpece e me agoniza…
Diante da lápide, minhas lágrimas borram o teu retrato,
e o vazio, enfim, em mim se eterniza.

​Lu Lena / 2026

La vie presque en rose!

Está tudo tão diferente...


Às vezes sinto saudade de mim, de quem eu era. O problema é que não me lembro mais de como eu era! Tão pouco tempo, e tantas mudanças! Não sei onde me perdi, também não sei se me encontrei! Sequer sei se foi melhor ou pior. Quando tiver essa resposta, digo-vos...


Se algum dia eu a tiver...


Mas, sabe de uma coisa?


Está tudo tão diferente...

Tudo volta, o dia, a noite, a fome, o sono, volta a saudade quando achamos que ela já passou. Volta o medo quando pensamos que ele embora. Volta a dúvida quando a certeza já não explica mais. Tem até um ditado que diz que "a vida dá muitas voltas" e dá. E nessas voltas ela bagunça tudo ou põe tudo lugar.

hoje dia sossegado, há uma ave que foge para o desconhecido, eu no nimbo da saudade onde as horas eram maiores e ocultavam a chave do meu destino...

Saudade é o nome do lugar que as pessoas que amamos vão morar quando morrem.

Nem toda saudade significa que a pessoa precisa voltar. Às vezes ela só marcou território dentro da memória.

A saudade é a janela aberta para o quarto onde a felicidade ainda mora.

A saudade da simplicidade é o luto por um tempo em que os problemas eram menores que a inocência.

A saudade é a prova de que o tempo anda para trás, ao menos na memória.

O homem é o único animal que tropeça duas vezes na mesma pedra por saudade.

A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.

A saudade tem cheiro, tem peso, tem pulso, ela me abraça quando menos espero, e me faz lembrar que sentir é humano, só não deixo que ela me afogue, eu respiro fundo e sigo carregando memórias.

A saudade existe porque a alma não
esquece o que foi verdadeiro, ela dói, mas também afaga, e eu aceito essa dualidade
com maturidade, pois amar sempre
deixa marcas.

Vence quem transforma o luto em ofício diário e converte a saudade em canção que constrói pontes invisíveis.

Quando a saudade alcança, não nos dá esperança, só dá pancada, vem sem aviso, acerta o peito, desorganiza o fôlego e nos lembra, com brutal delicadeza, que houve amor onde hoje só mora o vazio.

A saudade não chega devagar,
ela atravessa a porta como quem tem direito. Não traz esperança, não oferece consolo, só deixa o impacto seco de quem já perdeu. É memória sem afeto, é amor sobrevivendo em forma de dor.

A saudade é uma moeda que não se desvaloriza. Troco por lembranças, por músicas, por fotos. Com ela compro consolo quando falta companhia. Às vezes a moeda pesa, mas é firme e confiável. E guardo ainda mais quando o cofre do peito treme.

​A saudade é uma onomatopeia que ninguém consegue pronunciar, um eco de passos que nunca chegam a tocar o chão do corredor. Escrevo o teu nome no vidro embaçado, esperando que o frio traduza em som o que o peito tenta, mas falha em organizar. No fim, resta apenas esse vocábulo estranho, um balbucio oco, a onomatopeia de um adeus que não teve coragem de fazer barulho.

A saudade de quem partiu deve ser vivida como uma Sonata ao Luar: calma, profunda, levemente triste, mas infinitamente bela e reconfortante para a alma. O luto não é o fim do relacionamento, é a transformação dele em uma presença invisível que nos acompanha em cada gesto de bondade. Honre os que se foram vivendo a vida que eles gostariam que você vivesse: com coragem, com brilho e com amor. Eles vivem em cada nota que você toca com intenção e com a memória do que foi vivido.


- Tiago Scheimann

Quando a saudade nos alcança, ela não dá esperança, mas só dá pancadas, com o chicote das lembranças, a gente avança e com elas acumuladas.