Saudade de Filho que Estuda Fora
Quis o destino me separar de você, mas eu não quis culpar você e minha saudade e minha ansiedade, quase para o meu coração; mas isso, você não deve saber: mas deve saber, como nunca senti ódio de você e não há nada que eu deseje mais, que a tua felicidade; eu vi nas minhas lágrimas palavras, que só querem lembrar como é celestial a gratidão que há na saudade de amor.
O tempo pode passar, mas sempre vou amar você, vou pensar em você; meu coração não pertence há mais ninguém; você é a razão do meu sonhar; tudo que é bom eu quero com você, só com você há beleza; minha vida é você, meu paraíso celeste: posso com você renascer e meu coração florescer; só com você, esse amor puro me tem; não importa quantas vezes eu descreva, eu nunca achei nada que fizesse, entender minha alma.
Eu largo tudo pra ir com você, eu não ligo pro mundo, nem pro dinheiro, eu pedi pra Deus: eu perco tudo, mas deixa ela comigo, ela é minha vida; ele não deixou e quiseram falar da fé, mas eu perdi e não vou compreender, eu não sei mais o que é fé: se toda fé não bastou: Deus ainda me levou você; mas o amor por você, não há quem leve de mim; o tanto que sinto tua falta, o amor que há por você: é mais forte que o destino e não há tempo, nem razão que mude isso.
Vou transformar o destino que me levou você, querendo que eu há esqueça, querendo que eu siga a vida; quando me tiraram você, tiraram tudo de mim e agora: eu desafio a vida e o destino, eu não vou mais deixar de amar você e pode não ser nessa vida, mas eu quero provar para Deus que o tempo e o destino: não podem mudar o amor e, mesmo longe, pode acreditar, eu não vou deixar de amar você e tudo que sinto, eu vou honrar por toda minha vida.
Mesmo sem você aqui, eu estou esperando você aqui; mesmo que não volte, eu estou com saudade aqui; quando me sinto só, eu descrevo você aqui; quando não acho palavras, eu choro aqui; quando durmo, te faço mais presente aqui.
Nas palavras que eu não disse: se descreveu no tempo, no tempo sem você; mas a saudade tem sobrescrito o tempo; isso é o amor, que não passou com o tempo; me fez poeta além do tempo; não há ódio, não há rancor; o amor que descrevo descreve a oração que implora você comigo.
Nosso romance, em cálice de amor tinto, descreve a cor do amor; nossa relação, bordada a graça do celestial; na linha do tempo, um presente é passado; anjos observam você e eu, e celebram o amor, cuidam da saudade e da gratidão por nós e por amor.
Posso lembrar dos beijos doces como mel; sentir você sem tocar, fazendo meu coração voar como beija-flor; não vivo sem minha flor; quando me deixa sem você, sinto tanto medo e sofro na dor bela de amor, por amor de quem não está e está no coração que dói.
É você, sempre será você; me leve onde você está; me deixe onde você está; sua ausência me torna poeta, descrevo saudade, sempre por amor e por você; não precisam entender; não há mais ninguém; só você precisa saber: como eu te vivo, te respiro, te desejo e te amo, vida minha.
A sensação que me vem quando descrevo você é como se estivesse do meu lado e talvez esteja; eu não posso toca-lá, mas meu coração é abraçado; talvez eu comece chorar e até posso sorrir; dá a impressão que vai me chamar e, mesmo só, te imagino no altar, na saúde ou na doença, diz que me ama.
É impressionante a falta de educação dessa tal de saudade. Aparece sem avisar, fica tempo demais e quando vai embora insiste em deixar tudo bagunçado.
Que o Senhor da Vida liberte os que trilham as Estradas da Saudade calçados com as Sandálias do Remorso!
Amém!
Que o Senhor da Vida liberte os que trilham as Estradas da Saudade calçados com as Sandálias do Remorso!
Amém!
Liberta, Senhor!
Arrebentai as Sandálias do Remorso de todos que revisitam as lembranças dos que partiram antes de nós!
Saudades, sim — Tristeza, não!
Amém!?!
Porque a Saudade, por si só, já é estrada longa o bastante — feita de Memórias, Silêncios e Ausências que aprendem a conversar conosco.
Mas há quem caminhe por ela ferindo os próprios pés, calçado com as sandálias do arrependimento.
São passos, às vezes, demasiadamente pesados, que machucam o coração a cada lembrança do que não foi dito, do abraço adiado, da reconciliação interrompida...
No entanto, a verdadeira cura começa quando entendemos que o amor não termina com a partida — apenas muda de endereço.
E quem parte não deseja nos ver presos ao que faltou, mas gratos pelo que foi vivido.
Descalçar o remorso é um gesto sagrado: é permitir que a saudade volte a ser caminho de amor e não de castigo.
Que possamos, então, revisitar nossas lembranças com a graça de quem sabe que o perdão é o único calçado capaz de levar a alma em paz, sobretudo pelas estradas pavimentadas pela Saudade.
Amém!
Sempre que a saudade desiste de fingir costume e me abraça um pouco mais apertado, o que me consola é a gratidão e a certeza do azar de ter tido tanta sorte.
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.
Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.
Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.
E está tudo bem.
Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…
Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.
Nem toda ausência precisa virar ruído.
E nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.
Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.
Que se contente com ela.
E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.
Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.
É o berço do descanso da alma…
O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.
Saudade dos bons e velhos tempos em que quase todos queriam — e se atreviam — a ser diferentes uns dos outros.
Havia uma coragem deveras silenciosa em não caber nos moldes.
As pessoas ousavam ter opiniões impopulares, gostos estranhos, sonhos improváveis.
Erravam com a própria assinatura.
Discordavam sem medo e sem culpa — olhando nos olhos.
Não precisavam de plateia para existir, nem de aplausos para sustentar suas convicções.
E muito menos subir o tom para tentar sustentar uma ideia.
Hoje, a pressa por pertencimento parece ter substituído o desejo de identidade.
A originalidade virou risco; a repetição, estratégia.
Ser diferente, que antes era um ato quase instintivo de afirmação, passou a ser cuidadosamente calculado para não desagradar o rebanho — ainda que cada um jure ser pastor de si mesmo.
Talvez o medo de ficar só tenha nos ensinado a falar em coro.
Talvez a avalanche de vitrines e vozes tenha nos convencido de que é mais seguro ecoar do que criar.
Mas há um preço muito alto nessa homogeneização voluntária: quando todos repetem, ninguém realmente diz; quando todos performam, poucos vivem.
Sentir saudade daquele tempo é, no fundo, sentir saudade de uma liberdade mais bruta, menos polida e menos aprovada.
Uma liberdade que permitia ser estranho sem ter que pedir desculpas.
Que entendia que a verdadeira diversidade não nasce de discursos ensaiados, mas da coragem nua e crua de sustentar a própria diferença.
Porque, no fim, não há nada mais semelhante do que pessoas tentando, desesperadamente, parecer iguais.
Os que sacrificam demais o presente para viver o futuro, chegam nele com saudade da saúde que não aproveitaram no passado.
Quem negligencia o presente para viver o futuro costuma acreditar que está fazendo um investimento muito seguro.
Troca horas de sono por promessas, adia encontros por metas, empurra o cuidado com o corpo para depois da próxima conquista.
Vivem como se a vida fosse um rascunho — como se o agora fosse apenas um corredor apertado que precisa ser atravessado às pressas para, enfim, chegar ao grande salão do “um dia”.
Mas o futuro tem um hábito curioso: ele chega.
E quando chega, não traz de volta as madrugadas mal dormidas, as refeições engolidas às pressas, os abraços adiados, os sinais ignorados do próprio corpo.
Ele chega cobrando juros silenciosos — nas dores crônicas, no cansaço que não passa, na energia que já não acompanha os sonhos.
Há uma ironia delicada nisso tudo: trabalhamos para garantir dias melhores e, no processo, entregamos os dias que já eram bons.
Buscamos segurança e acumulamos ausência.
Queremos estabilidade e perdemos vitalidade.
E quando finalmente alcançamos o futuro tão esperado, às vezes ele nos encontra com a saúde fragilizada, e uma saudade imensa do tempo em que podíamos ter vivido com mais equilíbrio.
O presente não é inimigo do futuro.
Ele é a matéria-prima dele.
É no agora que o corpo se fortalece ou se desgasta, que a mente respira ou se sobrecarrega, que a alma floresce ou se cala.
Não há amanhã saudável construído sobre um hoje negligenciado.
Talvez a sabedoria não seja abandonar os planos, mas aprender a não se abandonar enquanto os constrói.
Porque sucesso algum compensa o arrependimento de ter tratado a própria saúde como algo descartável.
E não há futuro tão próspero que substitua o privilégio de estar inteiro — física, mental e espiritualmente — na única linha do tempo que realmente nos pertence: o agora.
O melhor dia para se viver é hoje.
Hadil
Sinto saudade dos seus lábios,
que a minha boca ainda não sabe,
mas inventa em sonho
como quem adivinha o gosto
de um destino antes do beijo.
Saudade do seu olhar,
que nunca pousou inteiro sobre mim,
mas que eu já reconheço
como se houvesse em mim
um lugar antigo esperando o seu encontro.
Saudade do seu sorriso fácil,
esse sorriso ainda inédito,
que eu nunca vi de perto,
mas que já ilumina
os cantos mais silenciosos do meu dia.
Saudade dos seus braços,
dos abraços que ainda não vieram,
mas que o tempo, generoso e secreto,
parece guardar
como quem protege um instante sagrado.
Saudade da sua presença,
do som da sua voz perto de mim,
dos detalhes pequenos
que ainda não conheço:
o jeito de chegar,
de rir sem aviso,
de interromper o mundo
só por estar aqui.
É uma saudade absurda,
dessas que nascem antes da hora,
dessas que desafiam a lógica
e florescem mesmo sem memória.
Porque sinto falta
não do que vivi com você,
mas do que em algum lugar
já começou a existir em mim
antes mesmo de acontecer.
Tenho saudade adiantada,
invertida, impossível,
do instante exato
em que o tempo enfim vai ceder
e eu deixarei de imaginar
para finalmente te encontrar.
Puro encantamento
Pensar em você dói,
a saudade chega a causar desequilíbrio,
na consciência a conexão é presente e os sentidos se comportam de maneira extraordinária,
nas orações os motivos são meros detalhes, já os pedidos são muito sensíveis,
num instante uma pausa para o vazio, no momento seguinte uma ininterrupta viagem sobre nós,
entre sonhos e medos e entre planos e desejos, uma voz no ego é ouvida, logo um abraço protetor é sentido,
então, arrebatado pelos sentimentos anciões sou levado aos sorrisos e perfumes daquela encantadora borboleta rabo de dragão e ali me perco nos labirintos do seu doce encantamento.
Conexão que arde
Tentar esquecer uma conexão que arde é a mesma coisa que cutucar a saudade com a distância,
Um coração casca grossa é sensível a insistência do retorno, porque as ideias opostas não se separam com tanta facilidade,
Através do choro as noticias chegam sobre você e elas deixam marcas nas lembranças, então começo a montar o quebra-cabeça na linguagem do amor que apenas nós dois conhecemos,
E independente do que os meus olhos veem como arte o meu coração está preparando em silêncio na certeza do que nunca deveria ter acabado.
Como seria ?
No véu da razão o ciclo da saudade entoa sua melodia,
Nas lembranças a nostalgia,
Nas lágrimas, autonomia,
Na cumplicidade da inocência, a curiosidade de como seria se...
A saudade é um oceano. Profundo, imprevisível e, muitas vezes, indomável. Quando alguém que amamos parte, somos lançados a esse mar sem aviso, sem mapa e sem bússola.
No começo, tudo parece um naufrágio: as lembranças vêm como ondas altas, quebrando sobre o peito, levando o ar, o chão e o sentido.
E assim seguimos… nadando entre ondas de saudade, guiados pela fé de que, um dia, o mar se acalmará e as águas que hoje doem se transformarão em calmaria. Porque, no fundo, o luto é só o amor tentando aprender a respirar sem o corpo, mas com a alma inteira.
Prefiro sentir saudade
Prefiro sentir saudade
Do que ver você
Me ignorar.
Fingindo que sou
Apenas mais uma
Na multidão.
Que não sente
O mesmo que eu...
Esse amor tão intenso.
A saudade é
Imensa,
Eu sei...
Mas prefiro
A distância
Do que a certeza
De que prefere
Não lutar
E me esquecer.
Talvez, usando
Alguma
Mágica,
Que apague
Um amor verdadeiro.
Prefiro sentir saudade,
Mesmo que doa
E destrua os meus desejos.
Prefiro sentir saudade
A ter que vê-lo
Me dando as costas
Mais uma vez.
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