Saudade de Alguém que Partiu Faleceu
“Há pensamentos que não pedem uma resposta; pedem apenas que alguém tenha coragem de permanecer dentro deles até que deixem de doer.”
“O estranho de conhecer alguém profundamente é perceber que, enquanto aprendíamos seus detalhes, também estávamos entregando a essa pessoa novos lugares para nos ferir.”
Não há prisão mais cruel do que aquela em que o carcereiro é alguém que te chamava de amor, de mãe, de pai ou de amigo.
Tanta gente tem tudo e ajudam ninguém, a gente tem nada e está sempre ajudando alguém.
Nem sempre a ajuda seria dinheiro, onde não tê-lo precisaria de ajudas.
Uma coisa é casar-se com alguém sem importar-se com interesses, outra coisa é não interessar-se em importar-se com quem.
Deus cria homens que inventam Deuses.
Se alguém está certo, então alguém está mentindo, indo com as outras.
Ou existem multi realidades, onde cada um prefere a sua.
Não questione quando alguém se afasta de você. Nem toda partida precisa de explicação. Respeite os ciclos da vida, preserve sua paz e siga em frente. Quem é para ficar encontra motivos para permanecer; quem parte, deixa também um aprendizado.
Antes de você chegar, eu nem imaginava que alguém pudesse transformar meus dias de forma tão bonita. Ter você na minha vida foi um dos maiores presentes que o destino me deu, e a cada dia tenho mais certeza de que conhecer você foi uma das melhores coisas que já me aconteceu.
Tem dias em que tudo o que eu quero é um abraço demorado, ficar colada em alguém que me faça sentir segura. Em outros, o que mais preciso é da minha própria companhia, do silêncio e da paz que só a solidão pode oferecer.
Às vezes, sinto vontade de conversar por horas, dividir pensamentos, rir, desabafar. Em outras, as palavras parecem pesar, e o silêncio se torna a forma mais sincera de expressar o que estou sentindo.
Aprendi que não há contradição nisso. Somos feitos de fases, emoções e necessidades que mudam o tempo todo. Nem sempre precisamos explicar nossos altos e baixos. Às vezes, basta respeitar o que o coração pede em cada momento. Afinal, acolher a si mesmo também é uma forma de amor.
Tem dias em que quero ficar colada em alguém. Em outros, só quero me encontrar no silêncio.
Às vezes, minha alma pede conversa. Outras, ela floresce no silêncio.
Não é confusão. É apenas o coração seguindo o ritmo das próprias marés.
Às vezes, só percebemos o quanto alguém é raro quando deixamos de ter acesso ao seu coração e passamos a sentir a distância.
Nunca apague a sua luz para caber no brilho de alguém; cada alma tem seu próprio céu, seu tempo e sua maneira única de iluminar o mundo.
Nem sempre precisamos de alguém que tenha todas as respostas.
Às vezes, precisamos apenas de alguém que nos ajude a suportar as perguntas, a nos ouvir, sem julgar.
O que será que a vida espera de mim?
Às vezes me pergunto se ela espera que eu seja alguém digno. Alguém que tenha aprendido as regras do mundo, que saiba distinguir o certo do errado, que cumpra os valores que me ensinaram e carregue, com alguma dignidade, tudo aquilo que esperaram que eu fosse.
Mas quem decidiu o que é ser digno?
Talvez dignidade seja apenas uma palavra que inventamos para dar nome à maneira como esperamos que o outro viva.
Desde cedo nos ensinam o que devemos ser. Estudamos para ser alguém. Trabalhamos para ser alguém. Construímos relações, acumulamos histórias, conquistas, fracassos, títulos e lembranças — quase sempre tentando responder a uma pergunta que ninguém nos fez diretamente, mas que parece estar escondida em tudo:
“Você está sendo aquilo que deveria ser?”
E talvez seja justamente aí que a vida se torne estranha.
Porque, enquanto tentamos corresponder ao mundo, vamos nos afastando lentamente de nós mesmos.
Talvez a vida não queira de mim grandes feitos. Talvez não queira que eu seja extraordinário, admirado ou lembrado. Talvez queira apenas que eu consiga existir sem precisar transformar cada passo em uma prova de que mereço estar aqui.
Ser alguém simples.
Alguém que compreenda a si mesmo, ainda que nunca completamente. Alguém que reconheça as próprias contradições, faça as pazes com algumas delas e aprenda a conviver com aquilo que jamais conseguirá compreender.
E, quem sabe, compreender um pouco os outros.
Porque talvez compreender o outro seja também perceber que ninguém sabe exatamente o que está fazendo. Há pessoas que parecem ter todas as respostas, mas carregam perguntas que nunca tiveram coragem de dizer em voz alta.
Talvez todos nós estejamos apenas tentando encontrar alguma forma de chamar de vida aquilo que fazemos com o tempo que nos foi dado.
E então penso que talvez eu esteja fazendo a pergunta errada.
Talvez não seja a vida que espera alguma coisa de mim.
Talvez seja eu quem espere alguma coisa dela.
Espero que, em algum momento, tudo faça sentido. Que os encontros tenham uma razão, que as perdas tenham deixado alguma coisa, que os caminhos que não escolhi tenham me conduzido, de alguma maneira, até onde deveria estar.
Espero que exista alguma espécie de resposta escondida depois de todas essas perguntas.
Mas talvez não exista.
Talvez eu esteja procurando por algo que nunca teve nome.
Algo simples e, ao mesmo tempo, impossível de explicar. Algo que não cabe em uma profissão, em uma relação, em uma conquista ou em qualquer uma das palavras que usamos para definir uma vida.
Algo que talvez exista apenas naquele lugar silencioso dentro de nós onde ninguém mais consegue entrar.
E talvez seja por isso que, mesmo quando conquistamos aquilo que um dia desejamos, ainda sentimos que falta alguma coisa.
Porque há desejos que não sabem dizer o próprio nome.
Há vazios que não pedem para ser preenchidos, apenas compreendidos.
Há partes de nós que passam anos esperando que finalmente prestemos atenção nelas.
Talvez viver seja esse movimento estranho entre aquilo que o mundo espera de nós e aquilo que, silenciosamente, esperamos encontrar dentro de nós mesmos.
Talvez amadurecer não seja finalmente descobrir quem somos.
Talvez seja aceitar que nunca seremos uma resposta definitiva.
Somos perguntas em movimento.
Somos aquilo que fomos, aquilo que perdemos, aquilo que escolhemos, aquilo que recusamos e também tudo aquilo que ainda não conseguimos ser.
E talvez a vida não esteja esperando nada de nós.
Talvez ela simplesmente aconteça.
E sejamos nós que, diante dela, insistimos em perguntar:
“O que devo fazer com tudo isso?”
Talvez a resposta não esteja em descobrir o que a vida espera de mim.
Talvez esteja em descobrir o que, apesar de tudo, ainda faz com que eu queira continuar vivendo.
A maior ofensa que a Matemática reclama é de ser considerada dificíl com alguém que não tenta desafiar-lá.
Não entendo o escandalo que as pessoas fazem quando alguém comete erro. Toda a gente é escandalosa, mas há gente que tem respeito com o mesmo por isso não o usa para colocar a vista o erro do outro.
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