Santidade
O recato exterior de uma mulher reflete sua ordem interior, testemunhando a santidade de Cristo por meio de sua postura.
"Paulo enfatizou a unidade da Igreja porque a verdadeira santidade não se revela apenas em jejuns e orações, mas na forma como tratamos o próximo."
Há pessoas que usam uma capa de santidade apenas para esconder a podridão da alma; quem tem visão real enxerga além da fachada e escolhe caminhar com os puros de coração.
Basta chegar o Carnaval para as redes sociais desfilarem santidade, mas basta acabá-lo para o mundo virar um inferno.
Entre os que se valem da folia para se divertirem e os que se valem do nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover, fico com os assumidos e previsíveis.
O calendário mal anuncia o Carnaval e as redes sociais se fartam de santos improvisados: perfis austeros, discursos moralistas, dedos em riste…
A fé, a virtude e os bons costumes desfilam com mais rigor que qualquer escola de samba instrumentalizada.
Mas é curioso como, ao soar da última batucada, esses mesmos altares virtuais se esvaziam — e o mundo, sem aviso, volta a parecer um inferno cotidiano.
Talvez o problema nunca tenha sido a folia, mas o julgamento dos que se acham mais dignos da Misericórdia de Deus do que os outros.
Porque há quem não goste do Carnaval — e isso é legítimo.
O que soa dissonante é a necessidade de condenar a alegria alheia, como se o gosto pessoal fosse mandamento divino.
A virtude que precisa julgar e humilhar para existir já nasce manca.
Se os “santos” que rejeitam a festa julgassem menos e evangelizassem mais, talvez a hipocrisia não tivesse tanto espaço para sambar.
Faltaria palco.
Afinal, moral que só aparece em datas específicas não é princípio — é só outra fantasia.
E essa, convenhamos, também acaba na Quarta-feira de Cinzas.
O que sobraria de nós, se pudéssemos desumanizar todos os que julgamos desprovidos de santidade?
Talvez restasse muito pouco — ou nada — não deles, mas de nós mesmos.
Porque, ao retirar do outro a sua condição humana, não estamos apenas julgando; estamos também esculpindo os contornos do nosso próprio abismo.
A desumanização nunca é um ato isolado: ela reverbera, ecoa, corrói silenciosamente aquele que a pratica.
É tentador acreditar que a falha alheia nos autoriza a elevar muros morais, como se pudéssemos habitar um território puro, livre das contradições que enxergamos nos outros.
Mas essa pureza é uma ficção assustadoramente confortável.
A linha que separa o “santo” do “profano” não é um muro — é um fio tênue que atravessa cada um de nós.
Quando negamos humanidade ao outro, fazemos isso porque reconhecemos, ainda que inconscientemente, algo dele em nós que nos incomoda.
A imperfeição alheia funciona como um espelho indesejado.
E, incapazes de sustentar esse reflexo, preferimos quebrá-lo — mesmo que isso custe a nossa própria integridade.
No fim, desumanizar é uma forma de fugir.
Fugir da complexidade, da empatia, da responsabilidade de reconhecer que ninguém é inteiramente digno de santidade — e, ao mesmo tempo, ninguém é completamente destituído dela.
Se pudéssemos, de fato, retirar a humanidade de todos os que julgamos indignos, talvez descobríssemos tarde demais que éramos os últimos a permanecer… e já não haveria mais nada de humano em nós para sustentar essa medonha solidão.
Não acredito em imagens e santos beatificados,
porque a santidade é um privilégio humano,
que só existe enquanto houver a luz da vida,
pois nenhuma ação procede de um ser morto,
onde já não há mais existência de virtudes.
Almany Sol - 28/09/2012
Não acredito em gente que quer me pregar santidade, mas não tem a mínima ética ou seja falso moralista, mal-educado com os outros ou desumano com as pessoas e seus sentimentos.
Tô começando a ficar assustado com a palavra santidade por causa disso!
se a santidade for novidade na vida de um cristão a unica coisa que que ele não esperimentarar na vida é o novo de Deus.
Você acha que a sua adoração é consciente à grandeza, autoridade, santidade e vontade suprema de Deus?
Santidade não faz parte de outro mundo, não é algo inalcançável. Ela faz parte do seu mundo. É de um mundo interior que está no templo que não é feito por mãos humanas. O templo é de carne. O pátio externo é seu corpo, o lugar santo a sua alma, e o Santo dos santos o teu coração. A santidade é gerada no altar do teu coração, lá é a fonte de todo teu corpo. Se lá houver santidade você será santo, se não, assim também será com todo o templo "carnal".
