Sangue
Autobiografia
EITO que ressoa no meu sangue
sangue do meu bisavô pinga de tua foice
foice da tua violação
ainda corta o grito de minha avó
LEITO de sangue negro
emudecido no espanto
clamor de tragédia não esquecida
crime não punido nem perdoado
queimam minhas entranhas
PEITO pesado ao peso da madrugada de chumbo
orvalho de fel amargo
orvalhando os passos de minha mãe
na oferta compulsória do seu peito
PLEITO perdido
nos desvãos de um mundo estrangeiro
libra… escudo… dólar… mil-réis
Franca adormecida às serenatas de meu pai
sob cujo céu minha esperança teceu
minha adolescência feneceu
e minha revolta cresceu
CONCEITO amadurecido e assumido
emancipado coração ao vento
não é o mesmo crescer lento
que ascende das raízes
ao fruto violento
PRECONCEITO esmagado no feito
destruído no conceito
eito ardente desfeito
ao leite do amor perfeito
sem pleito
eleito ao peito
da teimosa esperança
em que me deito
Na dança do universo, todas as coisas estão entrelaçadas, como os laços de sangue que unem uma família. Cada evento na terra ecoa nos corações dos filhos da terra, pois somos parte do todo. O homem, em sua jornada, é apenas um fio na trama da vida, uma pequena parte do cósmico. Cada ação reverbera através do tempo e do espaço, tecendo consequências que retornam a ele como um eco. Seu toque na teia da existência é um toque em sua própria essência. É um lembrete de que somos todos interdependentes, ligados por uma rede invisível de conexão. Na consciência desse vínculo sagrado, reside o poder de nutrir e proteger, sabendo que cada ato de bondade é uma bênção compartilhada e cada dano é uma ferida infligida a si mesmo.
Leve-me, eu imploro!! Estou sangrando, mas não vejo sangue... Faça-me descansar em seus braços, beije-me e leve minha alma convosco, assim eu descansarei para sempre.
Sou um moleque sangue bom, mas já errei, não nego. Fiz péssimas escolhas, mas eu prezo em ser sincero.
indício do futuro
embaixo de onde pisamos
há rios subterrâneos
formados pelo sangue
de todas as mulheres,
de todos os tempos e cantos.
aquíferos vermelhos,
vindos de ventres e feridas.
inavegáveis.
lá vão se acumulando
até o dia em que brotarão
em toda a superfície,
inundando a Terra,
varrendo florestas,
o poder e o medo.
e tudo renascerá.
O Grito da Resistência
Nasci acorrentado,
na terra do sangue derramado.
Minha pele é o preço, minha alma, o fardo,
e o mercado exige o que não soube negar.
Cada golpe corta minha carne,
mas o que mais fere é o grito engasgado,
a raiva que cresce em minha alma,
a dor que não se vê, mas me consome.
Me chamam de “animal”, me tratam como terra,
mas meu espírito não se dobra.
Sou o grito que tentam calar,
sou a força que resiste, mesmo acorrentada.
Minha cor não é mercadoria,
é resistência, raiz, história.
A luta é minha, a memória é minha,
e um dia, a liberdade será nossa.
E quando os muros da opressão caírem,
quando o silêncio for quebrado de vez,
a liberdade será nossa não como promessa,
mas como o grito de quem sempre se levantou,
como a força imortal de quem nunca se curvou.
O vazio é um vampiro que se alimenta de nosso sangue, domesticado como um gato em uma gaiola enquanto "eles" brincam de ser Deus
Isso terminou com minhas lágrimas derramadas em formas de sangue
Eu nasci num mundo cheio de maldade
Muita hipocrisia e ilegalidade
Sangue, correria e sagacidade
A primeira dura na rua, eu vi a vida de verdade!
Nada mais me abala do que saber que tem gente que tem o meu sangue e fala mais mal de mim que os inimigos que eu nem sei se realmente existem 😔💔👊🏻
Amar alguém que não carrega nosso sangue exige maturidade. Mas é também a forma mais nobre de gerar humanidade.
" 100 tentantivas são cansativas
ops gostava de uma menina
Derrepente meu sangue ferveu quente
Fênomeno borboletas
Bruxaria cai em brisas
Seus risos tornaram-se melodias
Calafrio em um esforço perdido...e agora em desenhos esbouço seu sorriso."
Fico me perguntando, qual o sentindo do coração, a não ser bombear sangue. Mas pra que ele sofre tanto? Pq o coração tem certas escolhas que a mente não consegue compreender? Sinto que meu coração vai sair pela boca a qlqr instante, meu estômago está com mil borboletas, meu corpo gelado como gelo, como se eu estivesse partindo. Mas não, é só a emoção do sentimento, a emoção mas inútil que alguém poderia sentir. A que ponto chega? Ao ponto de esquecer todo o passado, passar por cima de tudo e seguir em frente? Como se nada tivesse acontecido? Não, eu não quero isso, não quero mais esse sentimento, quando penso que esqueci a dor, a dor do desprezo, a dor da frustração e da tristeza que me perseguia dia após dias, infelizmente ela não se foi. Só estava guardada, como um presente embrulhado em uma caixinha, e infelizmente, esse buraco, essa dor, foi aberta novamente, com uma simples lembrança do passado, uma simples fala, me veio tudo a tona, todas as lembranças, a saudades dos tempos, da luz que me trazia paz, bom eu achava que trazia. Mas nunca foi luz, era apenas trevas que me sobrecarregava, e eu enganei ao meu coração, enganei a minha alma. E agora, como posso eu me livrar disso? Como posso, apagar tudo e nunca mais sentir toda essa emoção, que anda sobre meu corpo? Eu não sei. Ainda não tenho respostas pra isso, mas um dia espero ter e espero que toda essa dor se vá, para bem longe! E me faça sorrir e poder amar, como um dia eu te amei.
Os ventos que despertaram as estrelas Estão soprando através do meu sangue.
Dê valor à sua mãe, ela é importante 365 dias do ano. Seja ela sua mãe de sangue, de consideração, tia ou avó, dê valor! Colecione histórias boas com ela!
Sou sobrinha-neta da Ilusão, tenho marcada em meu sangue a marca amarga da ferradura agalopada do solene marchar da carruagem de meus sonhos, ébrios de tentação. Sou a cria amarga do roubo esperançoso de minhas racionalidades fatais, que enganam, deturpam e profanam a doçura antes presente em meus sonhos. Sou o devaneio solto pelas ruas, a loucura a planar sobre os campos férteis da solidão, sou o resultado infame da mistura sórdida de meus antepassados de terra e vão.
Sou tantas e de tantos, sou tato e pranto, sou cólera e acalanto, não sou nada, nada, mas ainda assim, canto. Canto as lamúrias através de pena e cetim, debruço-me sobre meu viver torpe e vomito palavras pobres em versos e prosas em carmim.
Não domino a poesia, mas a poesia domina-me a mim, quebro meus pudores em mil pedaços de taco, ligo meus temores um a um em mil laços, reconstruo minhas convicções em mais mil espaços e ao final, sobrando-me apenas a dor e o cansaço, enfim me desfaço.
Triste é ver a inveja acontecer dentro da sua genealogia, pessoas do seu próprio sangue imitando suas conquistas. Ao invés de comemorar com você.
