Sangue
Tela
Comecei a pintar teu rosto
Na tela do meu pensamento
Meu sangue servia de tinta
Porém o tom vermelho forte
Não conseguiu esconder
A maldade que nele existia.
Cada traço teu pintado
Mostrava a imaturidade na testa
A traição nos olhos
A mentira na boca...
Depois da tela pronta
Olhei de outro ângulo
Sorri...
Ele não foi suficientemente amado.
Riso Neves
As lágrimas correm o meu pulso e o que eu vejo são gotas de sangue, pedaços da dor que restou em seu lugar.
Não acredito que não é pra sempre.
Quando eu estava deitada em seu coração sentia, havia parte de mim.
Mas como ficar se eu nem sei mais quem sou.
perdida por lá, e você sempre será parte de mim.
A cor da pele não deve ser atributo de julgamento ou indiferença; até porque o sangue e o brilho no olhar é o mesmo para todas as raças e classes sociais.
Para onde vai cavalheiro
Com esta espada escorrendo
Sangue alheio ?
Em uma guerra entre
A paz e a escuridão
O mais forte vence
Ou todos morrerão em vão
Ao caminhar a está guerra cavalheiro
Sobre o que sente é egoísta
ou verdadeiro?
Só lhe falo não desista
Olho ao redor, só vejo sangue,
ódio, dor e tristeza
A paz se ergue...
Mas a escuridão ainda estão ao meio a nobreza
Sangue Pútrido
Sangue que percorre minhas artérias
Por quanto tempo andarás por este corpo distorcido?
Quando não estiver mais em minhas entranhas
Causarás dor à minha querida parentela?
Sangue que flui em meus capilares,
O que fazes além de transportar substâncias vitais?
Saber que secar-me de ti trará minha libertação
Deixa-me imperturbado
Vejo olhares mórbidos
Não obstante, vejo olhares famintos por Deus sabe lá o quê
Por toda as partes, há seres buscando uma vida melhor
Cansados da rotina inflamável
O sangue já está a faltar no meu coração
Intensa dor vem-me bem nos átrios
Que já estão, demasiadamente, desgastados pela ansiedade
Infecção na alma deixa-me suscetível à morte
Porta de entrada para tormentos em longa escala
Sinto o sangue escorrer de minhas extremidades
Inspiro o odor característico da podridão
Será que trago comigo devaneios de uma pura solidão?
Termino esta escrita pedindo a Deus
Para que afaste de minha inútil presença
Anjos caídos que estão prontos para declarar minha sentença
Rodrigo A. Silva
Meus filhos, não são atletas, nem artistas;
Sangue do meu sangue, carne da minha carne. Sãoos melhores do mundo.
joanarodrigues.com.br
Ahhh!!! E eu ainda sou
Apaixonada por você
Não me importo com a aparência
Se tem sangue de anjo ou de demônio.
É a visão perfeita, o homem que ronda
Meus sonhos.
A ética, a moral e a verdade, some quando o assunto envolve sangue em 99,9% das famílias, onde o certo torna-se errado e o errado apoiado.
Calvário de saudades
E eu sangue Catolé
Quero jogar o meu Balde
No cacimbão da saudade
Em fumaças do café
Minha lata remendada
E o cacimbão tão distante
Lembrança arame farpante
Outras vezes cafuné
Memória que aprisiona
Desejo estaca fincada
Semente em peito plantada
Alçapão de passarinho
Imbira , tramela e espinho
Noites frientas as claras
Corte taio de navalha
Palhas, gravetos e ninho.
Saudade tum tum pilão
Desejo casco de boi
Memórias doce de leite
De sonhos baião de dois
Fiz guerra no peito meu
Pra findar esse desgosto
Um dos três vai sair morto
A saudade, o desejo ou eu.
De chicote lapiante
Imbiras de amarra cruz
Lembrança coroa espiante
Vinagre e lança cortante
Calvariante sem luz
Sem túmulo e ressurreição
Lembrar de alguém que se quer
E não se ter como quer
Calvário deste cristão.
Tem coisa que não vale seu suor, seu esforço, sua dor, seu sangue...Às vezes é mais valioso aquilo que é simples e objetivo, muitas vezes esta bem próximo e nosso desgaste e teimosia são tão fortes, que não percebemos.
Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo...(além da
sífilis, é claro)*
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora...
Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas o meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa...
