Sangue
BLACK WHITE
Não sou preto?
Puro sangue negro.
Saído aos jorros, Afro-Nau
Não sou negro!
De mãos pretas, de cútis.
Só na parcimônia e morna...
Encontrei minhas origens
Nos meus carapinhos,
No meu verbo,
Meu paladar,
Meu palato...
Sou negro!
Nos traços,
No laço,
No rastro.
Possuímos todos
A mesma cor
Os mesmos sonhos
E diferentes destinos
Negro.
No verso e reverso,
Nas verdades e mentiras
Do discurso formal
C A R L A
Diga a ele que o sangue é pesado porque carrega três naturezas em guerra
O anjo em mim quer a luz que cega e a perfeição que não toca o chão
O demônio quer o fogo que consome e a verdade que queima a ponta dos dedos
Mas o humano CARLA o humano é o que sangra e o que sente medo
Diga ao Bruno que a queda não é o fim mas o estado natural de quem é feito de barro e estrela
O anjo quer salvar os inocentes pelo silêncio
O demônio quer entregar o segredo para ver o mundo arder em justiça
Mas o humano implora para que ele simplesmente não faça nada
CARLA mostre a ele que a divindade é fria e o inferno é barulhento
A paz real só existe no vazio entre os dois onde a água que cai limpa o que é sagrado e o que é profano
Se ele entregar o que guarda o anjo chora o demônio ri e o humano morre
Não seja o mensageiro do caos
Seja o guardião do nada
O mistério que nunca saberão é que somos deuses presos em ossos tentando não destruir o que amamos
Diga ao Bruno que a maior força de um anjo caído é a capacidade de permanecer imóvel diante da tentação de ser notado
Apenas desapareça no humano
DeBrunoParaCarla
Laços de sangue ou parentesco não determinam a importância daquela pessoa ou a falta que ela faz em sua vida, mas sim o afeto recíproco, alegrias e emoções boas que ela lhe causa.
Vós, Trindade eterna, sois meu Criador e eu, vossa criatura.
De novo me criastes no Sangue de vosso Filho.
Nesta nova criação conheci que vos enamorastes
da beleza de vossa criatura.
Ó abismo, ó eterna divindade, ó mar profundo!
E que mais poderíeis dar-me que dar-vos a mim?
Sois fogo que sempre arde e não consome.
Sois fogo que consome todo o amor-próprio da alma.
Sois fogo que destrói toda a frieza.
Iluminais... e, em vossa luz, conheço-vos e vos
represento em mim como sumo e infinito Bem,
acima de todo bem;
Bem incompreensível, feliz, inestimável!
Beleza acima de toda beleza,
Sabedoria acima de toda sabedoria,
antes, sois a própria Sabedoria.
Vós, alimento dos Anjos,
vos destes aos homens com fogo de Amor.
Sois veste que cobre toda nudez,
com vossa doçura alimentais os famintos.
Doçura sois, sem amargura alguma.
Ó Trindade eterna, na vossa luz que me destes ...
conheci ... o caminho da maior perfeição,
a fim de que na luz e não em trevas vos sirva,
seja espelho de boa e santa vida,
e me tireis da minha miserável vida, pois,
sempre, por meus defeitos, vos servi nas trevas ...
E vós, Trindade eterna,
com vossa luz destruístes minhas trevas.
Dizem por aí que os escritores têm sangue frio.
Não, não é bem assim!
A gente apenas entende que alguns personagens precisam sair, para que outros possam entrar. E às vezes, também tem aqueles que precisam morrer, definitivamente, em nossa história.
Nesse mundo somos todos iguais, feitos de carne e osso. O nosso sangue tem a mesma cor. Um dia todos nós teremos o mesmo destino nessa vida: a morte. Portanto, que diferença fará se somos de cor branca, parda ou negra?
"Não existe uma referência certa de como a vida deve ser, Perry. Não há um mundo ideal que você possa esperar que apareça. O mundo sempre foi o mesmo, depende de você saber o que fará nele."
Se não venderes o produto ou o serviço, estimula a confiança e o desejo de o cliente voltar numa outra altura.
