Salvação
“a vontade do homem tem seu lugar próprio na questão da salvação [...]. Quando um homem recebe a Graça Divina de Cristo, ele não a recebe contra a sua vontade [...]. Nem mais uma vez, note bem, é a vontade tirada. Deus não vem e converte um agente livre inteligente em uma máquina”.
C. H. Spurgeon, "God's Will and Man’s Will", n. 442 (Newington: Metropolitan Tabernacle; 30 de março de 1862)
O medo de ir para o inferno e a ânsia por salvação acabam sendo os caminhos mais curtos para a perdição e desespero!
O que torna Cristo único é a salvação, o diabo comum é perdição, por isso, mesmo que confundas bem com o mal, haverá sempre aquele que confunde mal com bem.
A vida deixa marcas de todos os tipos; mas, a salvação é a única marca divina que fica no coração para quem deseja entrar na Vida Eterna.
A maior crueldade praticada pelo próprio homem é a rejeição da sua salvação, quando Deus consentiu no sofrimento e na morte
de Seu Filho à cruz para salvar a sua alma
da condenação eterna.
Algumas pessoas são boias de salvação, outras âncoras pesadas e outras, ainda, um barco que resgata e indica um caminho!
Se a salvação é um ato onde Deus determina o resultado, o conceito de livre-arbítrio autônomo deixa de existir nesse processo.
O niilismo mata a esperança ingênua em salvação divina. O humanismo ressuscita a esperança madura na ação humana. Um destrói, outro reconstrói.
Se a fé for movida apenas pelo desejo de salvação, ela não passa de um desejo egoísta, revelando que, no fundo, ninguém ama deus de verdade.
Se a salvação é apenas pela graça, então posso pecar à vontade e fazer tudo o que sempre quis. Obrigado, Lutero! Finalmente posso ser um psicopata sem me preocupar com o inferno!
A autêntica experiência de salvação é transformadora. Ou impacta a orientação total da vida ou não é autêntica.
O fim pelo qual Cristo vive, e pelo qual Ele deixou Sua igreja no mundo, é a salvação dos pecadores.
Esclarecendo: Na teologia Arminiana clássica, a eleição para a salvação é condicional e baseia-se na presciência divina (prognosis). Deus, antes da fundação do mundo, olhou através do tempo e pré-conheceu quem responderia positivamente à graça preveniente por meio da fé em Jesus Cristo. Portanto, os eleitos são aqueles que Deus pré-conheceu que creriam e perseverariam na fé.
A salvação não é conquistada por quem somos, mas é a resposta ao amor e à graça de Deus. Esta graça nos alcança apesar da nossa natureza pecaminosa e nos capacita tanto a crer quanto a receber a salvação.
A graça divina precede o mérito humano, operando a salvação não por virtude nossa, mas pela livre e condescendente misericórdia de Deus, que nos alcança em nossa total depravação.
