Sair de Casa
Martelo constrói casa ou quebra crânio.
Depende da mão.
Tela aproxima quem tá longe ou afasta quem tá do lado.
Depende da intenção.
A maioria usa pra atalho.
Pra sumir sem barulho.
Pra sentir sem se comprometer.
Pra amar em modo avião.
-Van Escher
*Raiz de 1979*
Se não ensinar em casa, alguém ensina.
No meu tempo, bastava uma olhada.
A gente já entendia o recado inteiro.
_Van Escher
*Domingo de Chope, Segunda de Caos*
Domingo: Saí pra jantar, tomar um chope.
Voltei pra casa leve, feliz... e sem celular
Segunda-feira: acordei no modo detetive.
Procurei em gaveta, bolsa, geladeira.
Liguei pros amigos, na vizinha, pro ex.
Correria danada o dia inteiro.
Achei. Tava no restaurante.
Carregadinho, descansado. Igual eu não.
Moral: meu celular curte mais o happy hour que eu.
Ele ficou, eu fui embora.
Ps: Da próxima vez ele paga a conta.
Já que vai ficar mesmo…
_Van Escher _🎪 🫣🤣
"Antigamente o Wi-Fi da educação era olhar da mãe.
Pegava em qualquer canto da casa.
E era rápido.
_Van Escher_”
Um espaço bem concebido não muda apenas a forma como a casa parece; muda a forma como as pessoas vivem, convivem e se sentem dentro dela.
A casa deve ser o lugar onde recuperamos a energia que o mundo nos pede. A decoração certa não resolve todos os problemas, mas pode tornar cada dia mais sereno, funcional e inspirador.
Investir na decoração da casa não é apenas melhorar a estética; é criar um cenário onde a felicidade quotidiana encontra espaço para acontecer.
O termo “casa” na bíblia significa família. Uma igreja familiar. Longe da “cultura do Templo”. O Templo deve abraçar urgentemente a “cultura da igreja família”. Também não adianta apenas “igreja familiar” se esta segue as mesmas práticas do templo onde as pessoas insistem em manter suas respectivas condições dando sobrevivência às mesmas tensões e comodismos.
De que adianta?
De que adianta eu ter um dom e enterrá-lo no quintal de casa? De que adianta eu ter uma voz e não usá-la para o bem? De que adianta saber que minhas mãos receberam o dom de curar e, ainda assim, eu não tocar ninguém? De que adianta possuir o dom da palavra se eu escolho o silêncio quando eu poderia semear esperança?
Que tudo o que eu tenho, todos os meus dons e tudo o que sou, sejam colocados a serviço do bem que nasci para fazer!
Que tudo o que eu toque se multiplique, inclusive, eu mesma. Que tudo o que eu toque prospere. Que, em todos os lugares por onde eu passe, eu espalhe o amor. Talvez assim, eu tenha feito a vontade daquele que é superior.
Nildinha Freitas
O Visitante
Há quem entre
sem fazer barulho.
E, ainda assim,
desorganize a casa inteira.
Toca nas paredes,
elogia a luz,
senta à mesa,
fala como quem pretende ficar.
Depois rareia.
Não vai embora de uma vez.
Seria honesto demais.
Vai sumindo aos poucos,
como quem espera
que o silêncio faça o trabalho
sujo.
A casa observa.
Não cobra.
Não chama.
Não implora.
Só aprende.
Porque há presenças
que não quebram nada,
mas deixam tudo mais frio.
E no fim,
o que pesa não é a partida.
É lembrar que alguém soube
entrar
e ainda assim
não teve coragem de
permanecer.
A rosa que ela plantou 🌹
O sorriso dela era casa,
luz de tarde, abraço bom.
E quando a rosa nasceu,
foi como ouvir sua voz dizendo:
‘Eu continuo aqui, meu bem…
em cada flor que o amor tocou.’
Uma Flor no meio do Obstáculos
que percebe quando a planta está murchando por falta de sol ou por excesso de tempestade em casa.
Aqui está uma proposta de texto, escrita com a delicadeza e a força que o seu olhar de educadora exige:
O Olhar que Cura: A Pedagogia da Escuta e do Amparo
A Educação Infantil é, acima de tudo, o solo onde a confiança começa a brotar. Para muitos pequenos, a creche não é apenas um prédio; é o primeiro território de paz. Como pedagogos, nosso olhar precisa atravessar a superfície. É um olhar que vem de dentro, pois entendemos que a criança não chega inteira à escola; muitas vezes, ela chega fragmentada, como um mosaico cujas peças foram espalhadas pelo vento.
Antes de qualquer avaliação pedagógica ou julgamento sobre o comportamento, o educador deve se debruçar sobre o "currículo da vida" daquela criança: a sua história, o silêncio da sua casa, a bagagem invisível que ela carrega na mochila.
O Jardim do Silêncio e o Espinho (Metáfora)
Imaginem dois pequenos botões de flor que chegaram ao nosso jardim: Anita e João.
Anita trazia um silêncio que pesava mais que o mundo. Suas pétalas estavam fechadas, e seus olhos eram como poços de água parada, escondendo uma tempestade de dor. João, por sua vez, apresentava espinhos para todos os lados; sua agressividade era o seu único escudo contra um mundo que o feria. No corpo de João, as marcas de "brasas externas" revelavam o calor insuportável de um ambiente que deveria ser sombra, mas era incêndio.
Em uma manhã cinzenta, o silêncio de Anita transbordou em lágrimas. A pequena flor estava despida de sua proteção mais básica, ferida em sua essência mais sagrada por quem deveria podar os perigos, mas acabou sendo a própria geada. O vento que soprava em sua casa era tóxico; sua raiz principal, a mãe, estava perdida em névoas densas, vendendo o próprio perfume para alimentar sombras.
O Olhar do Jardineiro (O Pedagogo)
Foi o olhar atento que percebeu que aquelas flores não estavam apenas "difíceis", elas estavam pedindo socorro. O educador não se limitou a observar a superfície da folha; ele sentiu o tremor da raiz. Através da escuta sensível, as palavras que Anita não conseguia dizer foram ouvidas pelo coração da escola.
Acionamos a rede de proteção — o sol que dissipa a fumaça. O perigo foi afastado, e o solo foi trocado. Hoje, eles crescem em um jardim cuidado pelos avós, onde há terra firme para pisar.
Conclusão: O Papel do Educador
Essa história nos ensina que o papel do educador na Educação Infantil vai muito além do "ensinar". Somos sentinelas da infância. Uma criança agressiva ou uma criança em silêncio absoluto está gritando uma história que ainda não sabe contar com palavras.
O trauma deixa marcas, como cicatrizes em um tronco de árvore, mas o cuidado pedagógico, o trabalho em rede e a proteção constante podem mudar o destino do crescimento. Ensinar é importante, mas enxergar a bagagem que a criança traz é o que realmente salva vidas. A creche não é depósito. É base. E uma base sólida se constrói com olhos abertos, braços prontos para o colo e uma coragem implacável para proteger quem ainda não consegue se defender.
Nota: Todos os nomes e contextos foram alterados para preservar a dignidade e a identidade das crianças envolvidas, reafirmando o compromisso ético com a proteção integral da infância.
"Saudades de um Colo"
Quando a mãe se vai,
a casa fica grande demais.
O silêncio ocupa o lugar do: "filha, comeu direito?"
E a gente entende: o colo acabou.
Agora eu sou o colo.
Sou eu quem mede febre de madrugada,
quem faz a sopinha sem receita — só reza e intuição.
Sou eu quem adivinha o choro antes que vire soluço.
E dói perceber que o jogo virou.
Que ninguém vai largar o mundo para segurar minha mão
quando a gripe me derrubar na cama.
Ninguém vai sentar do meu lado só para eu não me sentir só.
Filho ama, claro que ama.
Mas filho não desmarca a vida para cuidar da gente.
Filho tem pressa. Tem sonho. Tem voo.
E mãe… mãe é sempre porto. Nunca destino.
A mãe que se foi levou junto o mimo.
Levou o "deixa que eu resolvo",
o "vem cá que passa",
o café na xícara certa, só porque ela sabia.
Agora eu sou a mãe.
E entendo que mãe nunca muda:
mesmo cansada, mesmo doente, mesmo com saudade,
a gente abre os braços primeiro.
Mas lá no fundo, bem fundo,
a menina que eu fui ainda espera.
Espera um colo que não volta mais.
Espera a sopa que só ela sabia fazer.
Espera ouvir: "fica tranquila, eu tô aqui".
Mãe não tem mãe.
E quando a nossa se vai,
a gente vira órfã com filho no braço.
O Visitante II
Depois que a casa aprendeu,
nunca mais abriu a porta
com as duas mãos.
Agora,
quem entra
já encontra o chão gelado,
as luzes apagadas
e uma cadeira vazia
posta no lugar certo:
longe demais
para parecer convite.
Há pessoas tão monótonas
que nem chegam como tempestade.
Chegam como poeira.
Sentam,
falam pouco,
prometem nada,
mas ainda assim
ocupam espaço
como móveis velhos
em cômodos que já pediam fogo.
Eu sempre soube.
Só não dizia alto
porque há verdades
que ficam mais bonitas
quando provadas
pelo próprio desaparecimento
dos outros.
No fim,
ninguém me surpreende.
Apenas confirma.
Uns rareiam.
Outros somem.
Alguns fingem delicadeza
enquanto deixam a lâmina
em cima da mesa.
Mas todos,
absolutamente todos,
partem do mesmo jeito:
fazendo silêncio
como se o silêncio
não tivesse digitais.
Eu vi.
Vi quando a presença
começou a virar intervalo.
Vi quando a palavra
perdeu peso.
Vi quando o cuidado
ficou preguiçoso.
Vi quando o “perfeito”
já vinha vestido
de despedida.
E ainda assim,
não pedi explicação.
Porque pedir clareza
a quem vive de sombra
é oferecer vela
a um túmulo.
A casa não corre mais
atrás de visitante.
Não limpa pegadas.
Não guarda copo.
Não espera retorno.
Deixa a poeira assentar
e aprende o nome
de cada ausência.
Há gente que se acha mistério,
mas é só repetição
com perfume barato.
Há gente que se acha perda,
mas era só tempo
escorrendo pelo ralo.
Há gente que pensa
que deixou saudade,
quando deixou apenas
uma prova:
eu estava certo.
Sempre estive.
E se um dia perguntarem
o que aconteceu,
direi sem raiva,
sem saudade,
sem brilho nos olhos:
nada.
Só mais alguém
entrou numa casa
que não merecia conhecer
e saiu pequeno demais
para virar lembrança.
Porque, no fim,
o que assusta não é perder pessoas.
É perceber
que algumas nunca tiveram altura
para serem chamadas de perda.
Aproveite tempo ocioso, estude 📚
Aproveite o percurso para casa, ouça 📖
Näo desperdice tempo com aquilo que não te acrescenta.
A diferença entre nós e aqueles que admiramos está na forma como gastamos o tempo.
Uma casa com livros no lugar de eletrônicos resolveria 90% dos problemas de muitas famílias. Limite de tela é para inglês ver. Pais adoecidos não têm poder de cura.
O que realmente possuímos?
Hoje descobri a verdade
Eu não tenho
Casa
Não tenho
Abrigo
Não tenho nada
Não possuo nada
Não tenho família
Não tenho mãe
Não tenho esposa
Não tenho filhos
Nem amigos
Nem tenho animal
De estimação
Não tenho nem
Inimigos
Não tenho roupas
Não possuo roupas
Não tenho dinheiro
Não tenho comida
Eu não tenho nada
Não possuo nada
Nada esta no meu controle
Nem este fôlego de vida
é meu
O que me resta agora?
Na verdade somos
só um mordomo da Existência.
Há amores que não pedem casa, pedem abismo. O nosso foi assim: intenso, especial, mas inabitável. Não por falta de sentimento, mas por excesso de medo. Não por ausência de amor, mas por incapacidade de o sustentar no mundo real. O que existiu entre nós nunca foi pequeno... apenas nunca encontrou chão.
Nós nos amamos no território onde tudo é permitido: na palavra, na promessa, na eternidade abstrata do “para sempre”. Ali, o amor era livre, belo, absoluto. Mas quando se aproximava da vida concreta (do tempo, das escolhas, das consequências) ele recuava, tremia, se escondia. Amar, para nós, não era encontro: era vertigem.
Você me amou sem me escolher. Eu te escolhi sem poder te ter. E nesse descompasso, criamos um laço feito de presença e ausência, de retornos e fugas, de silêncios que gritavam mais do que qualquer declaração. Não foi mentira. Também não foi completamente verdade. Foi sentimento sem morada.
O que nos uniu não foi a possibilidade de ficar, mas a impossibilidade de partir por completo. Eu fui o lugar onde você sentia sem precisar decidir. Você foi o lugar onde eu esperava sem poder avançar. Um amor clandestino não por traição apenas, mas por existir fora do tempo certo, fora da coragem necessária.
E ainda assim, isso não me diminui. Nem te transforma em vilã. Mas nos impede de seguir.
Porque há amores que não adoecem por falta de afeto, e sim por falta de destino. Eles não morrem... suspendem. Ficam pairando como uma música bonita demais para ser interrompida, mas dolorosa demais para ser repetida.
Talvez seja isso que fomos: um amor real demais para ser esquecido, e impossível demais para ser vivido. E amar assim é belo, mas ninguém mora no abismo.
