Sabia
Como eu não sabia o que era, então “não ser” era a minha maior aproximação da verdade: pelo menos eu tinha o lado avesso: eu pelo menos tinha o “não”, tinha o meu oposto. O meu bem eu não sabia qual era, então vivia com algum pré-fervor o que era o meu mal.
Para viver vc tem que ter um motivo, viver por nada é o mesmo que estar morto e minha razão de viver é ver ela feliz.
Não se importe com as palavras cruéis que os outros te dizem, não dê espaço ao medo, ao complexo, não limite-se por causa de ninguém.
Não perca teus horizontes, você precisa ir longe.
Todo ano, os ru-manos pegam a árvore mais pontuda lá da floresta e enchem ela de festão e bolinhas, até que a árvore fique toda brilhante e bonita. Depois, colocam uma estrela mágica brilhante no topo dela, fazem um desejo e, de manhã cedo, eles ganham tudo aquilo que pediram.
Que trágico. Que triste. Tentando se encaixar. Você nunca vai ser um rato de verdade. Você é uma desajustada. É uma esquisita. Uma aberração.
A Carta.
Quando você foi embora, fiquei triste a chorar. Pois sabia que uma parte de mim se foi, e não sabia se iria voltar.
Pensativo hoje me vejo, refletindo os tempos bons. O seu cheiro, o teu beijo, seu carinho foi tão bom.
Espero que nunca esqueça que eu muito lhe amei e o romance que tivemos eu sempre me dediquei. Vou fazer a ti um pedido, para esta carta sempre guardar. Para quando estiver triste de mim você lembrar. Vou fazer outro pedido, caso se arrepender, volte logo, vem correndo, sempre vou amar você.
O Ônus e o Bônus do Silêncio
O silêncio pode ser uma arte — uma escolha sábia quando as palavras seriam navalhas afiadas. Mas já parou para pensar no turbilhão de pensamentos de quem espera, desesperadamente, ouvir ao menos uma palavra?
Há uma tortura cruel em tentar decifrar o que se esconde nesse vazio. O que se passa no outro lado do silêncio? Talvez seja um ato inteligente calar-se quando tudo o que temos a dizer reflete dor ou ressentimento. Mas será que já pensamos no quanto esse silêncio pode ferir profundamente quem escolhe sufocar suas palavras, engolindo cada sentimento como se fossem cacos de vidro?
Existe toxicidade no silêncio? Sim, quando ele se torna uma prisão que sufoca experiências não verbalizadas e necessidades não atendidas. Quando não dizemos o que nos incomoda, essas emoções se acumulam até explodirem de forma destrutiva.
Silenciar e esperar que o tempo resolva tudo é uma ilusão cômoda. É angustiante esperar que o tempo cure feridas que poderiam ser tratadas com um diálogo consciente e empático. Às vezes, bastaria a vontade de escutar — e ser escutado.
Por outro lado, o silêncio pode ser transformado em arma. O tratamento de silêncio é uma forma cruel de manipulação, abuso e punição. Ele faz com que o outro se sinta inseguro, ansioso, rejeitado, invisível e, muitas vezes, culpado por algo que nem compreende.
É preciso sabedoria para respeitar o silêncio do outro, mas também coragem para verbalizar esse respeito, validando os sentimentos de ambos.
Então, o silêncio é sabedoria ou covardia? Depende. O mérito está em saber quando calar — e quando falar, pode libertar.
Porque quando Deus me mostrou você,
sabia a porção exata do que faltava em mim.
Cada parte,cada canto do meu coração tem alguém.
E você é o pedaço que faz com que ele seja mais bonito.
" - A vida é chata sem você. Eu senti sua falta. É claro que eu senti sua falta!
Eu sabia que sentiria, mas não foi do tipo "hey, tivemos momentos legais, vamos manter contato…"
Não foi assim. Foi mais tipo "não consigo comer, não consigo dormir, eu não me lembro mais como sorrir".
Mais ou menos assim… Eu acho que, quando você foi embora,
levou meu coração com você."
Você acredita em Deus? Não sabia por que, sentia que deveria decidir- se, era uma pergunta que ficara sem resposta, queria sempre poder responder a tudo, estar pronto a ser interrogado, fugir às respostas dúbias, hesitantes, que nada diziam. Olhou pela janela o céu estrelado, a imensidão infinita do céu... Não foi preciso muito para concluir que, sem Deus, jamais chegaria a entender onde o universo começava e onde acabava, de onde vinha ele, para onde iria. Concentrou-se, respirou fundo, e declarou com firmeza:
— Acredito.
