Saber Cuidar - Leonardo Boff
O Príncipe Que Sabia Demais
Não nasceu para reinar. Nasceu para saber.
Hamlet foi gerado num ventre real, mas com a alma exilada desde o berço. Carregava nos olhos uma pergunta que nem os livros respondiam. Vivia cercado de mármore, mas conversava com sombras.
Quando seu pai morreu, não chorou: escutou. Ouviu passos noturnos nas muralhas, sons que não vinham da terra. O mundo, que já lhe parecia uma peça mal encenada, agora ganhava um novo diretor: o fantasma.
Foi então que tudo se partiu. O trono, o amor, a honra, a razão — tudo virou verbo conjugado em interrogação.
“Ser ou não ser?” — perguntou. Mas essa pergunta já não era dele. Era de todos os homens que pensam antes de agir, de todos os herdeiros do mundo que suspeitam do próprio legado.
Hamlet não é trágico porque hesita. É trágico porque compreende. Ele vê que a justiça é um jogo de máscaras, que o amor pode apodrecer como carne no verão, que a linguagem é um labirinto onde até a verdade se perde.
Amou Ofélia — mas não soube proteger seu amor do apodrecimento geral.
Matou Polônio — como quem atira na parede da própria consciência.
Deu espetáculo diante dos atores — porque sabia que o mundo era palco, e que, para tocar o rei, era preciso fingir loucura.
Mas o fingimento o consumiu.
Hamlet não morreu no duelo. Morreu aos poucos, cada vez que precisou calar sua lucidez para seguir vivendo.
E quando enfim caiu, ferido, com a morte como única certeza, murmurou ao amigo Horácio:
“O resto é silêncio.”
E ali está Hamlet: no intervalo entre a fala e o vazio, entre a dúvida e o gesto.
Não morreu. Transformou-se em espelho.
Todo homem que pensa diante do poder, todo jovem que descobre o apodrecimento sob a ordem, todo filho que escuta a voz do pai morto no fundo da alma — é Hamlet.
Aquele vizinho que coloca som alto talvez pense que você curte as músicas dele.
Saber disso não te faz adorá-lo?
"Sextou, e a Paixão de Cristo nos alcançou. Você quer saber o quanto Deus te ama? Olhe para Jesus, ele é a expressão desse amor."
Quem mora no interior
não quer saber da cidade
em terra de plantador
não se fala em vaidade
aqui se diz sim senhor
e quem oferta o amor
jamais entrega a metade.
O que é amar?
Amar é saber esperar,
é saber controlar as emoções
e saber ouvir sentimentos.
Amar é saber que a vida não é só alegria.
É poder sentir saudades e, ainda assim, saber que há alguém do outro lado te esperando.
É aceitar o que o outro diz e se abrir,
da dúvida ao medo, das inseguranças ao amor.
Amor é sentir e não dizer,
é fazer que seja bem cuidado
e não somente com boas palavras.
Amar é ter o tempo ao favor,
a distância não passa de alguns minutos nas lembranças.
Amor é lutar.
Amar é sentir.
Amar é ter voo.
Amar é poder ser.
Saber que podemos encontrar segurança e proteção em Deus é um grande conforto e um alicerce para a nossa fé. Essa certeza nos acalma em meio às incertezas da vida.
Sempre consola a uma assembleia de simplórios conselheiros saber que tem à sua frente um chefe cuja sabedoria corresponde ao nível dos presentes.
Às vezes, a gente precisa ser mais compreensivo com as pessoas, sabe? Saber ouvi-las sem críticas e sem julgamentos. Apenas ouvir e mostrar que elas podem contar com você.
Algumas pessoas carregam bloqueios e traumas do passado ou do presente, e muitas das vezes não sabem o que fazer. Passar essa empatia e segurança pra elas é muito importante. Isso vai ajudá-las a ter força pra vencer esses problemas.
Isso vai manter uma relação familiar ou amorosa saudável e duradoura.
Tão importante saber o que te move, é saber o que te trava. Reconhecer os obstáculos que nos impedem de alcançar nossos objetivos é tão importante quanto saber o que nos motiva.
A vida testa para saber se você realmente deseja aquilo que diz querer.
— Maycon Oliveira
Essa frase foi escrita por Maycon Oliveira – O Escritor Invisível, autor do perfil ‘O_Escritor_Invisivel’ no site Pensador.
Gente que levanta outras é gente que entendeu a vida.
Não é sobre ser melhor, ter mais ou saber tudo. É sobre ser abrigo quando o outro desaba, ser impulso quando falta força, ser presença quando o mundo vira ausência.
A gente nunca sabe a dor que o outro carrega. Mas pode escolher ser alívio, ser cuidado, ser ponte — não muro.
Palavras podem curar. Atitudes podem salvar. E um coração disponível pode ser o milagre que alguém estava pedindo em silêncio.
Seja luz. Seja abrigo.
O mundo precisa de menos competição e mais compaixão.
Diego Santos
Em pedaços
O rio era fundo e mesmo sem saber nadar não me afoguei, apenas flutuei,
os ruídos romperam o silêncio,
em cada passo respeitei as escolhas com acolhimento,
valorizei com prioridade cada período da nossa história,
perdido no caos, arremessei sentimentos e eles remaram e remaram sem trazer respostas,
a mente grita, a alma dói,
pensamentos fantasmas, um corpo a deriva,
coração quebrado em pedaços e ainda assim bate forte.
Estar disponível não é estar acessível o tempo todo — é saber até onde posso ir sem me perder de mim.
Diante do incorrigível, importa saber o que nós vamos escolher falar e fazer, para o nosso próprio bem, em comunhão com nosso destino!
Reconhecer que a ignorância é uma bênção é como renascer de novo num dia ensolarado; já o saber arranca a ilusão, pois só quem ousa refletir entende como é ser consciente. Dito isso, se a inteligência ‘explodir’, talvez nem nos pertença mais, eheheheh. No entanto, é mais divertido quando aprendemos com os erros… isso, se entenderes, claro.
O que mais me causa estranheza e chama minha atenção é descobrir e saber que chegamos neste mundo sem nada, pertences, movimentos ou falas. Lutamos por tudo, fazemos questão de tudo… rs e no final, partimos e deixamos tudo… partimos sem nada, movimentos ou falas…
