Poema de sábado: inspirações em versos
Puro suco 🫴🏿👏🏿
A alegria contagiante no sábado a noite,
sorrisos, energia boa, luzes coloridas, e aquela boa vibe.
Aquela música que não deixa ninguém ficar parado.
As pessoas animadas, dançando com respeito. Pelo jeito ninguém quer ir embora, essas coisas boas da vida, a gente tem mais que aproveitar.
Sábado chegou.
Ô Deus, obrigado por esse sábado.
Obrigado pelo descanso que chega, pela saúde, pela família e por tudo que o Senhor já preparou pra hoje.
Que o Senhor, Pai, cuide do que eu não posso resolver e abençoe tudo que eu tocar hoje.
Que o nosso sábado seja leve, de paz na mente, sorriso no rosto e coração tranquilo.
Amém.
Sou Artventista, porque faço artes até no sábado, enquanto alguns descansam amo levar o Pão Nosso para os famintos e ainda dou muito trabalho para todos crescerem em obras.
✎ᝰ. ˎˊ˗ Sábado terminado, véspera de domingo, todo mundo querendo ver uma boa série e eu, como não sou todo mundo, estou me iludindo a escrever uma.✮⋆˙ᝰ.ᐟ☕︎
Então o sábado aflorou
O sabiá cantou animado.
Enquanto o bem te vi ensaiava um verso.
O beija-flor fazia festa.
Aproveitando essa seresta.
Bom dia com paz e alegria 🤍💕🌺
*O FOGUETE QUE FICOU NO QUINTAL*
O sábado amanheceu com aquele sol que parece ter preferência pelos sábados.
Durante a semana ele se esconde atrás de nuvens, prédios, compromissos e caras fechadas. No sábado, resolve aparecer. Como se também tivesse direito a descansar.
Eu estava na varanda quando ouvi o primeiro grito.
Depois outro.
Depois uma discussão sobre quem tinha pegado o brinquedo de quem.
As crianças tinham chegado.
Meus filhos, meus netos, suas vozes, suas provocações e aquela capacidade irritante de transformar qualquer cinco minutos de silêncio em uma guerra civil de pequenas proporções.
A casa ficou diferente.
O gato também percebeu.
Era talvez sua primeira experiência com crianças. No começo ficou parado, olhando para aqueles pequenos seres correndo pela sala como quem observa uma espécie desconhecida. Depois descobriram o gato.
Em menos de dez minutos ele já estava sendo disputado.
Um queria pegar.
Outro queria fazer carinho.
Outro dizia que era dele.
O gato olhava para mim com uma expressão que parecia perguntar por que eu tinha permitido aquela invasão.
Não fiz nada.
Algumas coisas precisam ser vividas até o fim.
Inclusive a paciência de um gato.
Na cozinha, as crianças descobriram a torta.
Uma delas desapareceu.
Depois outra parte.
Quando percebi, havia apenas algumas migalhas e uma espécie de silêncio constrangido entre os pratos.
Teria que encomendar mais duas.
Talvez três.
Na sala, atacaram a estante.
Mexeram nos livros.
Puxaram alguns.
Empilharam outros.
Os livros que ainda estavam nas caixas abertas foram parar no chão.
Fizeram castelos.
Muralhas.
Fortalezas.
Durante alguns minutos, aquela pilha de livros que eu passei anos tentando conservar em ordem parecia ter encontrado uma função muito mais honesta.
Servia para brincar.
No pátio, havia três balanços presos às duas árvores.
Nunca tinham parecido um playground.
Naquele sábado, pareciam.
Havia caixas de madeira, pedaços de tábua, coisas esquecidas na garagem.
Então meu neto olhou para um tambor velho e decidiu que aquilo era um foguete.
Um foguete.
Fiquei olhando para ele.
Ele não precisava de tecnologia.
Não precisava de combustível.
Não precisava de autorização da NASA.
Precisava apenas de um tambor velho, algumas tábuas e uma noite estrelada.
E então me lembrei de uma coisa que eu havia esquecido.
Eu também já quis ir para o espaço.
Houve um tempo em que eu acreditava que pisaria num foguete.
Não porque entendesse de ciência.
Porque toda criança precisa inventar um céu onde a vida pareça valer a pena.
O foguete nunca foi um veículo.
Era uma mentira bonita.
Daquelas que a gente conta para si mesmo antes de descobrir que o mundo costuma distribuir mais boletos do que milagres.
Depois vieram os quarenta.
A idade em que o espelho deixa de fazer gentilezas.
Foi quando percebi que nenhum foguete pisou no quintal daquela casa.
O que chegou foram contas.
Responsabilidades.
Cansaço.
Algumas mulheres que passaram como chuva de verão.
Amigos que aprenderam a sorrir para fotografias enquanto enterravam silenciosamente a própria fome de existir.
Eu ainda procurava alguma coisa.
Não sabia exatamente o quê.
Chamava de sentido porque qualquer palavra menor pareceria covardia.
Aos quarenta ainda existe uma certa arrogância.
A gente acredita que está atrasado, mas que ainda dá tempo.
Aos sessenta e dois, a conta fica diferente.
Não dói apenas o corpo.
Doem também as expectativas que sobreviveram tempo demais.
Os dias começam a parecer copos vazios esperando uma bebida que ninguém serve.
Não é exatamente tristeza.
É um cansaço antigo.
Uma coisa que dorme no peito e acorda antes da gente.
Às vezes olho para uma folha caindo de uma árvore e tenho vontade de colocá-la de volta no galho.
É um impulso ridículo.
Mas compreensível.
Porque a gente passa boa parte da vida tentando devolver as coisas ao lugar.
Um casamento ao começo.
Uma amizade ao primeiro abraço.
Um pai à juventude.
Um amor ao instante anterior à despedida.
Só existe um problema.
Folhas não voltam.
Pessoas também não.
E o tempo é o sujeito mais mal-educado que conheço.
Ele não pede licença.
Não negocia.
Não aceita pagamento parcelado.
Enquanto isso, o mundo continua vendendo a mesma velha mentira.
Todo mundo merece um dia melhor.
É bonito dizer isso.
O problema é que ninguém ensina o caminho.
Ensinaram-me a trabalhar.
A competir.
A produzir.
A acumular.
A parecer bem.
Ninguém ensinou a existir.
Talvez por isso tanta gente tenha aprendido a construir uma vida que parece ótima por fora e não serve para morar por dentro.
Basta abrir qualquer tela.
Casas perfeitas.
Viagens perfeitas.
Corpos perfeitos.
Casamentos perfeitos.
Famílias sorrindo diante de uma paisagem que provavelmente alguém levou vinte minutos para escolher.
A vida virou vitrine.
E ninguém quer aparecer com a mercadoria quebrada.
Eu olho para antigos amigos.
Alguns parecem ter vencido.
Casas maiores.
Carros melhores.
Viagens.
Fotografias.
Sorrisos impecáveis.
Mas já não acredito muito nessa luz.
Existe um sol artificial iluminando a terra da normalização.
É uma luz forte.
Só não aquece.
Ali, o verbo ser foi lentamente assassinado pelo verbo ter.
As pessoas compram identidades em prestações.
Vendem a própria autenticidade em troca de aprovação.
Sorriem como quem cumpre expediente.
Abraçam como quem assina contrato.
A empatia virou artigo de luxo.
A delicadeza passou a parecer fraqueza.
A verdade tornou-se inconveniente.
E talvez seja por isso que eu viva dentro de uma espécie de bolha.
De um lado, o mundo do faz de conta.
Do outro, o mundo real que quase ninguém parece querer habitar.
Eu ainda acredito em coisas que parecem ter ficado velhas.
Palavra.
Lealdade.
Silêncio.
Afeto.
Presença.
Acredito que uma pessoa pode sentar ao lado da outra sem precisar fotografar o momento.
Acredito que carinho não precisa de testemunhas.
Acredito que uma amizade não deveria depender de utilidade.
Talvez eu esteja errado.
Aos sessenta e dois, já aprendi que estar errado é uma das poucas coisas que ainda podemos fazer de graça.
Durante muitos anos procurei minha rainha da beleza.
Não a mulher das revistas.
Essa desaparece quando a maquiagem encontra a primeira lágrima.
Eu procurava outra coisa.
Uma beleza sentimental.
Uma mulher cuja inteligência soubesse abraçar sem tocar.
Que pudesse permanecer em silêncio sem transformar o silêncio em distância.
Alguém cuja alma não estivesse à venda por curtidas, status ou conveniências.
Ainda procuro.
Talvez ela também esteja perdida em algum balcão de bar.
Talvez esteja cansada.
Talvez tenha desistido.
Talvez tenha encontrado alguém.
A vida não costuma prestar contas.
Naquela tarde, porém, havia outras coisas acontecendo.
Meu neto continuava construindo o foguete.
Pegou uma caixa.
Depois uma tábua.
Depois o tambor.
Pediu ajuda para amarrar uma coisa na outra.
Disse que precisava ficar pronto antes da noite.
Queria olhar as estrelas de dentro dele.
Eu ajudei.
Não porque acreditasse que aquilo fosse realmente um foguete.
Mas porque, naquele momento, percebi que talvez eu tivesse passado tempo demais tentando provar que os foguetes não existiam.
Talvez essa seja uma das doenças da idade.
A gente descobre como o mundo funciona e começa a desprezar quem ainda acredita que ele pode funcionar de outra maneira.
Olhei para aquelas crianças correndo pelo pátio.
O gato fugindo de um lado para outro.
Os livros espalhados.
As migalhas da torta.
As caixas.
As tábuas.
O tambor.
A casa completamente fora do lugar.
E, pela primeira vez em muito tempo, aquilo não me incomodou.
Talvez porque o caos deles tivesse alguma coisa que o meu mundo organizado perdeu.
Vida.
Não a vida vendida nas fotografias.
A outra.
A que grita.
Que suja.
Que derruba.
Que quebra.
Que pergunta.
Que inventa foguetes com um tambor velho.
Fiquei pensando que talvez envelhecer seja descobrir que o mundo nunca prometeu salvação.
O foguete não veio.
Aos quarenta, eu descobri.
Aos sessenta e dois, aceitei.
Mas naquele sábado alguma coisa mudou.
Porque o foguete não precisava mais ser meu.
Ele estava ali.
No quintal.
Construído pelas mãos pequenas de quem ainda não sabia que o mundo cobra caro pelos sonhos.
E talvez seja isso que eu queira para eles.
Que demorem muito para descobrir.
Que tenham coragem de olhar para as estrelas sem perguntar quanto custa.
Que não confundam sucesso com felicidade.
Que não entreguem a própria autenticidade em troca de aplausos.
Que saibam amar sem transformar o amor em vitrine.
Que tenham amigos capazes de permanecer quando não houver fotografia.
Que aprendam a sentir a dor sem fazer dela uma identidade.
Que não tenham vergonha da delicadeza.
Que não deixem ninguém convencer que possuir é mais importante do que ser.
E, principalmente, que vivam.
De verdade.
Porque talvez a grande tragédia não seja envelhecer.
Talvez seja chegar aos sessenta e dois, olhar para trás e perceber que passamos a vida inteira tentando parecer vivos.
Naquela noite, meu neto entrou no tambor.
Olhou para o céu.
Perguntou se eu achava que dava para chegar até as estrelas.
Eu olhei para ele.
Depois olhei para o foguete improvisado.
E disse que sim. Olhe bem para o infinito, feche os olhos e demore um pouco. Abra, feche e demore. Isso irá fotografar o céu. Depois, ligue a inguinação e voe.
Ele sorriu.
Foi um sorriso verdadeiro.
Sem câmera.
Sem postagem.
Sem filtro.
E foi provavelmente a coisa mais verdadeira que vi naquele sábado.
Fiquei na varanda enquanto as crianças brincavam.
O sol já tinha ido embora.
As estrelas começaram a aparecer.
E, por alguns minutos, eu não pensei nos quarenta.
Nem nos sessenta e dois.
Nem nas coisas que não voltam.
Nem nos amigos que se perderam.
Nem nas mulheres que foram embora.
Nem nos boletos.
Nem nesse mundo que aprendeu a vender felicidade em prestações.
Fiquei apenas ali.
Ouvindo meus netos.
E percebi uma coisa que talvez eu tenha levado sessenta e dois anos para entender:
alguns foguetes não foram feitos para sair do chão.
Foram feitos para nos lembrar de olhar para cima.
E talvez seja isso que importa.
Não chegar às estrelas.
Mas não perder a capacidade de procurá-las.
"Pode encomendar o caixão pros contatinhos,
porque se sábado for bom igual a chamada...
o despacho vai ser em massa."
Van Escher
Disseram para Helena Vigiar o Vovô Nino
Era 14 de setembro de 2014, um lindo sábado de muito sol e calor. A família estava reunida no sítio dos sogros de Nino, Swami e Aurialda, para comemorar antecipadamente o aniversário da vovó Lívia, seu Bem. O sítio era um verdadeiro refúgio ecológico, com aceroleiras carregadas, dois pequenos lagos e uma variedade de animais: gatos, cachorros, galinhas, patos, papagaios, maritacas, lebres e, de vez em quando, até alguns veadinhos. Era daqueles lugares em que a natureza parecia fazer questão de estar presente em todos os cantos.
Helena, sua primeira neta, tinha acabado de completar um ano. Ela adorava passear com o vovô Nino pelo sítio e, assim que chegava, já queria ir jogar pão velho para os peixes e os patos. O problema é que ela também gostava de comer o pão que deveria alimentar os bichinhos. Como o vovô Nino sempre foi meio estabanado, sua esposa e sua enteada viviam dando-lhe broncas. Chegaram, inclusive, a recomendar à pequena Helena: “É melhor você cuidar do seu vovô Nino!” Eles achavam aquilo engraçado, mas não imaginavam que, naquele mesmo dia, Helena teria motivos de sobra para levar o conselho a sério.
Perto da hora do almoço, o vovô Nino resolveu colher acerolas para Helena. Como ela ainda era pequenininha, ele a pegou no colo, puxou um galho carregado de frutas e começou a ajudá-la a colher. Estava encantado com aquela cena, vendo a netinha colher as acerolas, quando, ao abaixar um galho maior, deparou-se com uma cobra enorme, esticada tranquilamente sobre ele. Qualquer pessoa sensata teria soltado o galho na mesma hora e se afastado. O vovô Nino, porém, teve uma ideia que, olhando para trás, parecia bastante questionável: resolveu mostrar a cobra para Helena. Só não pensou em um pequeno detalhe: talvez a cobra não estivesse interessada em participar daquela experiência educativa com o vovô e a neta.
Quando chegaram em casa, Helena correu para contar à mãe, com a sinceridade e a inocência de uma criança de apenas um ano: “O vovô mostrou a COBA!” A mãe ficou apavorada e, conhecendo muito bem o avô que tinha, tratou logo de confirmar suas suspeitas: “Eu falei que é preciso vigiar o vovô Nino! Ele é um perigo para a Helena!” Diante de uma acusação tão bem fundamentada, o vovô Nino não teve nem como apresentar sua defesa.
Mas a aventura daquele sábado ainda guardava outra surpresa. Helena havia comido tantas acerolas durante o passeio que, ao entardecer, começou a vomitá-las. Resultado: mais uma rodada de broncas para o vovô Nino. Naquele dia, ficou difícil saber o que havia sido mais perigoso: a cobra encontrada no galho ou a quantidade de acerolas que a netinha resolveu comer. De qualquer maneira, ficou provado que um simples passeio para colher frutas poderia render uma história para a vida inteira.
Apesar das broncas — e talvez até por causa delas — o vovô Nino nunca deixou de fazer suas brincadeiras com Helena. Afinal, algumas das melhores lembranças da vida não nascem de momentos perfeitamente planejados, mas justamente dessas pequenas aventuras, das situações inesperadas e das trapalhadas que, com o passar dos anos, acabam se transformando nas histórias que mais gostamos de contar.
Esta é uma das muitas histórias que o vovô Nino gosta de contar para Elisa, irmã de Helena, suas duas deusinhas. E Helena, até hoje, adora ouvir a história daquele vovô que, em um belo sábado de setembro, saiu para colher acerolas e acabou apresentando uma cobra à própria neta. Talvez seja por isso que, quando alguém fala em “vigiar o vovô Nino” , ele prefira não perguntar muito sobre o assunto.
Peregrino Nino Carneiro
Manhã de sábado, dia cinza, chuva caindo de um céu nublado, o pulso da vida continua a pulsar a cada batida do coração, no florecer detalhado de uma bela flor, na harmonia de uma linda música, uma expressividade de grande emoção, os ventos usando com veemência a sua liberdade, uma movimentação persistente, versos de desabafos, de sentimentos sinceros a partir da inspiração que transita pela mente, bendita a arte que permite enxergar as cores veementes da simplicidade, ouvir o que a tranquilidade tem a dizer, apesar da embaraçosa obscuridade que está à volta, capaz de entristecer, portanto, uma visão atenta que serve como uma espécie de rota de fuga para não esmorecer.
O Sábio Sábado nos convida a tomar uma decisão, nossa vida é feita de lutas e batalhas, somos avaliados, analisados e julgados e tempo todo. Nações espirituais dominam nossos pensamentos, espíritos de guerras interiores, espíritos de corrupção, de violência, de ameaças. Temos que nos decidir a fazer parte do povo, do exército do Senhor, hoje é dia de tomar essa decisão de nos render para o bem e servir somente o bem. Esta na hora de viver uma vida de reconciliação com Deus, um despertar verdadeiro de arrependimentos e correção de atitudes, deixe Deus fechar a arca dos pecados em sua vida e comece a exercer a vocação sagrada da conquista da obediência a Jesus Cristo, levante esse espírito guerreiro que existe em você e coloque para correr todos os demônios que impedem você de pensar e participar das coisas boas desse mundo. Não seja do grupo que ouviu falar e sim do grupo que faz! Sua vida é abençoada e você é uma benção que existe para participar das bençãos de Deus. Deus ama todo mundo, mas gosta de pessoas corajosas, valentes e seguras. Rei Davi conquistou o reino de Deus sendo corajoso, nenhum medroso cansado conquistará vitórias nem nessa vida, nem na outra.
O Sábio Sábado nos diz para tomar cuidado com as comparações, não se compare com ninguém, não meça os limites do seu trabalho, da sua bondade, da suas ações com outras pessoas. Não compare jamais a sua vida, o seu casamento as suas escolhas com as outras pessoas, principalmente nas redes sociais.
Temos que entender em Deus que ele nos fez cada um com suas benças e um diferente do outro justamente para que possamos ser mais saudáveis e frutíferos a cada dia para honra e glória unicamente do nome de Jesus Cristo.
O maior desafio do Cristão nos dias de hoje é o uso das redes sociais justamente pelos perigos de comparação, nesse mundo virtual parece que todo mundo está sempre feliz e sempre melhor que você na família, nos relacionamentos, no trabalho, nas viagens, e deixa a falsa aparência que a sua vida que é repleta de presentes e milagres de Deus todos os dias é uma vida chata, dessa falsa percepção nasce a ansiedade e a depressão e Jesus se entristesse com isso e essa tristeza celestial será refletida através de você sem você perceber. Por isso, nesse sábado vamos focar nos milagres e nas bençãos que recebemos todos os dias, acordar é um grande milagre, tomar um café é uma grande benção. Pense nisso! E seja grato por sua vida abençoada e real.
Aquele sábado no shopping revelou a força avassaladora do que sinto por você e a imensa gratidão que carrego no peito por ter conhecido o amor através dos seus olhos. O mundo ao redor simplesmente desapareceu, silenciando toda a multidão. Mesmo vendo você acompanhada de outra pessoa, meus olhos ignoraram o resto do universo, porque a sua presença é a única coisa que realmente importa para mim. Fiquei completamente estático por trinta minutos, hipnotizado, apenas observando seus passos e a magia do seu sorriso que tantas vezes iluminou os meus dias mais escuros. Sinto um agradecimento profundo por cada detalhe seu, uma gratidão eterna pelo simples privilégio de ver você sorrir, mesmo que de longe. É um sentimento que transborda, que aperta o peito de um jeito bom e doloroso ao mesmo tempo, misturando uma admiração pura com um amor que desafia qualquer lógica.Diante dessa força que nos une, eu preciso te pedir desculpas. Perdão por todas as vezes em que não soube demonstrar o tamanho desse sentimento. Desculpa se em algum momento falhei com você, se não fui o suficiente ou se minhas atitudes causaram qualquer ferida no seu coração. Me perdoa por não ter segurado sua mão com mais força quando o mundo quis nos afastar, e por qualquer palavra dita ou silêncio que tenha te magoado. Meu peito dói ao pensar que posso ter te feito sofrer, e hoje tudo o que mais desejo é o seu perdão pela minha imperfeição diante da pureza do que vivíamos. Me desculpe por não ter sido o abrigo perfeito que você merecia e por todas as falhas invisíveis que só o tempo me fez enxergar.Meu corpo permanecia ali, paralisado, mas minha mente e minha alma viajavam no tempo, transbordando de agradecimento por cada segundo que compartilhamos. Revivi intensamente a textura de cada abraço que me confortou, o som de cada conversa que me transformou e a cumplicidade única dos nossos dias. Sou profundamente grato por tudo o que você me ensinou e por ter me feito descobrir a versão mais bonita de mim mesmo. Agradeço a Deus e ao destino por terem cruzado nossos caminhos, pois a sua existência na minha vida é o maior presente que eu poderia receber. Há uma gratidão em mim que não cabe em palavras, um reconhecimento silencioso de que a minha história mudou para sempre depois de você, tornando o meu coração eternamente seu, não importa o rumo que a vida tome. Amar você me tornou alguém melhor, mais sensível e mais humano, e por essa evolução eu serei eternamente grato.Peço desculpas também por insistir nesse sentimento, por não conseguir simplesmente seguir em frente como se você não fosse o meu mundo. Me perdoa por te amar tanto assim, a ponto de parar a minha vida por trinta minutos apenas para te ver passar. Sei que você está seguindo o seu caminho, e me desculpe se expressar isso agora parece egoísmo, mas o meu amor por você é inesquecível, arrebatador e grande demais para ficar guardado no silêncio. Perdoe-me por essa saudade teimosa que se recusa a ir embora e por carregar comigo a esperança silenciosa de que as nossas almas ainda se reconhecem na multidão.Olhar para você de longe foi um misto doloroso e lindo de saudade profunda e admiração pura. Naquele instante, tive a certeza absoluta de que o tempo e a distância são incapazes de apagar o seu brilho em mim. Meu sentimento por você transcende qualquer ausência; ele é eterno, puro, inabalável e tem uma força que simplesmente não tem explicação. É algo misterioso, que vai além da razão, que o coração sente mas as palavras não conseguem traduzir. É uma ligação de almas, um laço invisível que me prende a você de uma forma que eu não sei explicar, não sei controlar e nem quero curar. Você é o meu amor inesquecível, a página mais linda que o destino escreveu na minha vida. Você continua sendo, e sempre será, a minha lembrança mais feliz, o meu eterno porto seguro, a minha maior gratidão e o grande amor da minha vida.E foi ali, observando você de longe, que compreendi a maior lição que a vida poderia me ensinar: o verdadeiro amor não prende, não exige e não se destrói com a distância. Aprendi que amar alguém de verdade significa ser grato pelo tempo que foi permitido caminhar junto, e ter a maturidade de desejar a felicidade do outro, mesmo quando essa felicidade não nos inclui. A maior beleza da vida está em aceitar que algumas pessoas entram na nossa história não para serem o destino final, mas para nos transformar para sempre. Hoje entendo que guardar você no meu coração, com todo esse respeito e carinho, é a minha forma mais sincera e bonita de honrar o que fomos e de continuar vivendo com paz na alma.
Era sábado, a garoa caía,
bem leve, molhando a calçada,
e eu fui ao BarCana tranquilo,
sem pressa, sem hora marcada.
Ali estava a Rose, proprietária,
dona daquele cantinho acolhedor,
e entre conversa, risada e lembrança,
a noite ganhava seu próprio sabor.
Uma garrafinha de catuaba
ia chegando ao seu ponto final,
enquanto a chuva, mansinha,
deixava mais bonito o temporal.
Não era noite de grandes planos,
nem de procurar explicação;
era apenas viver aquele instante,
com simplicidade e satisfação.
A vida talvez seja justamente isso:
saber o momento de chegar e partir;
ficar quando existe vontade,
e ir embora quando é hora de dormir.
Porque eu tenho pousada, tenho trabalho,
e a manhã não espera ninguém:
quatro e meia já estou de pé,
fazendo o café para quem vem.
Enquanto muita gente ainda dorme,
eu já começo o meu dia a cuidar:
dos quartos, da casa, dos hóspedes,
e de tudo que precisa funcionar.
Então terminei minha catuaba,
dei boa-noite e fui embora,
não porque a noite estivesse ruim,
mas porque o descanso também tem sua hora.
E enquanto a chuva caía lá fora,
eu voltava pensando, talvez,
que a vida não precisa de luxo
para oferecer beleza e prazer.
Às vezes basta uma mesa,
uma conversa e uma amizade,
uma garrafinha quase vazia
e um pouco de chuva na cidade.
Felicidade não precisa de ocasião:
ela aparece nas coisas pequenas,
quando a gente presta atenção...
Sandro Paschoal Nogueira
Hoje, na madrugada de um sábado, às 1h da manhã, me peguei pensando novamente. Com um pouco de sono, dor de cabeça e uma vontade imensa de ingerir álcool para ver se o turbilhão de pensamentos pode se tornar apenas um sonho.
Não me vejo como uma pessoa triste ou depressiva. Sou apenas um rapaz feliz, amoroso e extremamente chato durante o dia. Porém, acredito eu que a madrugada — não sei, talvez o silêncio — me traz algo interno, algo que tento enterrar com meu ego, minhas ações, meu ser, ou não sei.
Eu penso: caramba, que interessante. Aos olhos das pessoas, pareço ser um cara tão normal, até gente fina para alguns, mas, por dentro, lá no fundo do subconsciente, sou uma pessoa má e perversa.
Acho que talvez, de alguma maneira, isso possa transparecer às vezes, mas eu realmente não sei.
Tenho tanto medo de realmente transparecer os meus piores pensamentos que não consigo fazer isso nem escrevendo para mim mesmo. É incrível.
Mas, enfim, voltando ao teor do tema tratado, uma madrugada consegue ser extremamente complexa para mim. Que loucura.
Eu também me peguei pensando em algo interessante. Acho que eu não realmente, ou necessariamente eu... Para ser sincero comigo mesmo, acredito que tudo o que sou — isso incluindo vestimentas, atitudes, relacionamentos com as pessoas, estilo, vivências e os caralhos —, acho que tudo isso que construí até o ápice dos meus 21 anos é uma forma de me manter mais sociável, sei lá, mais amável, mais namorável, mais confiável, mais alguma coisa com “ável”. Eu não sei se realmente tenho que me tratar, ou procurar ser alguma coisa que ainda não sei se sou.
Mas acho que aquilo que sou hoje em dia realmente não sou eu. Talvez eu seja uma pessoa mais ruim, mais fria, mais cara fechada. Ou então uma pessoa fria demais para quem amo e quente demais para quem não amo.
Não sei.
Realmente, é uma madrugada complexa.
É engraçado, não é? É sábado à noite e ele está se enchendo de bebidas, mulheres e orgias, e eu estou em casa estudando o Estatuto da OAB e o Código Civil, lutando para ser alguém na vida. Somos tão diferentes muito embora estivéssemos em sincronia uma vez; dois planetas que certa vez giraram em perfeita sincronia e agora giram em órbitas opostas. Eu me vejo daqui a dois anos, formada -graças a Deus- talvez advogando, talvez assessorando, talvez fazendo residência judicial, mas eu não consigo visualizar o futuro dele. Formado? Talvez...Bem sucedido? Dificilmente. Bêbado todo fim de semana? É possível. Talvez nem a Tanatologia possa explicar o estado de putrefação em que ele se encontra. Coliquativo, talvez?
Era sábado à tarde, primavera e Caetano cantava "Queixa" enquanto ele atravessava a rua de mãos dadas comigo e eu segurava o vestido com a outra mão para o vento não levantá-lo. A música invadia a praça, as pessoas cantavam, riam, bebiam e ele me girava numa dança improvisada. Caetano parecia cantar para nós e eu nem sabia quem tinha arrasado quem nessa nossa atração magnética, hipnótica, apocalíptica...
Bom dia!
Que o sábado chegue com a delicadeza da brisa e a luz mansa de um novo amanhecer. Que cada instante floresça em sorrisos sinceros, serenidade e pequenas alegrias capazes de renovar a alma. E que, ao cair da noite, o coração esteja leve, repleto de paz e de esperança para abraçar com coragem e entusiasmo os dias que ainda virão.
Que o sábado se despeça em silêncio, levando consigo todo o peso que o coração já não precisa carregar. Que a paz envolva a noite como um abraço sereno, e que o descanso renove cada sonho, cada esperança e cada força adormecida. Ao nascer de um novo dia, que a alma desperte leve, o coração transborde gratidão e os passos sigam cheios de entusiasmo para viver as belas oportunidades que Deus preparou. Boa noite!
