Ruth Rocha Amor
Há amizades que cumpriram o seu tempo e deixaram sementes... lembranças boas, risadas, lições. E talvez isso já seja suficiente. Nem todo laço precisa durar para ser verdadeiro.
Jesus nos convida a entregar o cansaço a Ele... não para que tudo desapareça de repente, mas para que o caminho se torne mais leve de percorrer.
Deus conhece cada lágrima que cai no seu travesseiro… e Ele não tem pressa de te ver sorrindo. Ele só fica ali, com você, até que o seu coração, bem devagar, encontre um novo jeito de seguir.
A fé não apaga a dor, mas transforma o caminho.
É a mão de Deus segurando a nossa, enquanto a alma aprende, devagar, a respirar de novo.
É essencial desenvolver sensibilidade para perceber o que não está sendo dito.
Nem todo silêncio é paz. Às vezes, ele é um pedido não ouvido.
Ainda existe caminho quando alguém decide, de verdade, ouvir.
Ouvir não só palavras… mas o que ficou guardado nelas.
Recomeçar exige intenção. Exige baixar as defesas, deixar o orgulho de lado… e escolher cuidar outra vez.
Precisamos ter cuidado com o “amém” que dizemos quase sem pensar… e com o “pode deixar que eu vou orar” que, muitas vezes, não cumprimos.
Diante de Deus, palavras não são leves... elas têm peso, têm verdade, têm compromisso.
Que o nosso“amém”(que significa: Assim seja!) seja sincero… e que a nossa oração seja vivida, não apenas prometida. Porque Deus sonda o coração e conhece a intenção de cada palavra.
Quando colocamos alguém em oração, não é o tamanho das palavras que toca o céu… é a sinceridade do coração.
Às vezes pensamos que precisamos de longas orações, de momentos perfeitos, de joelhos dobrados e palavras bem elaboradas… mas Deus vê além de tudo isso. Ele escuta o simples, o espontâneo, o sussurro que nasce do amor.
