Ruth Rocha Amor
"Isabel... Isabel..."
Era bem assim no começo, meio e fim.
Haviam palavras como mel e fel para rimar
E alguns elogios pra me bajular
Havia doçura e amor
No lugar vazio e dor
Era um versinho para mim
Rabiscado em uma folha de papel
E nele dizia assim
"Meu coração sempre dirá Isabel... Isabel..."
Se você possui cargo de chefia, gerência ou diretoria, não se iluda, tem alguns subordinados esperando uma oportunidade para tomar o seu lugar. Infelizmente isto é uma realidade da vida. Digo isto com toda propriedade pois durante grande parte da minha vida profissional convivi com esta situação. Fique atento principalmente com aqueles que sempre estão lhe elogiando e se passando por amigos fiéis. Na primeira oportunidade alguns deles irão lhe trair incondicionalmente.
Izzo Rocha
Começo a conhecer-me
Eu existo!
Existo na inquietude de minhas
palavras
Na calmaria do meu choro
Na mansidão da minha raiva
Na imensidão do meu ser
Existo em tudo e quase nada
Na conseqüência
No ato
É fato
Eu sou esse ser
Incompleto
Complexo
Perplexo
Por não entender
Que existe por si só
Que mal há em existir, e não
entender?
Eu não repudio esses momentos de
solidão (minha)
Onde eu preciso estar só
Simplesmente por que me sinto só
É inquietante e eu não repudio
Não há colaborador algum para
isso
Apenas sinto
Eu não repudio as palavras que
somem em meio a minha solidão
abstrata
Eu consigo entenda-la
Por isso sinto
Como quem sente um invasivo
vento entrando porta adentro
E eu não repudio o que
desconheço.
Ao meu PAI
Sobre o meu desapego.
É que eu tenho esse jeito de
consolidar as farpas, de magoar com
facilidade, de me magoar com mais
facilidade ainda, eu sei que sou um
tanto inconstante e mudo de
freqüência como quem muda de
roupa e me moldo a momentos e
sofrimentos, a alegria e felicidades.
E esse meu jeito de sentir muito e
mostrar tão pouco... Conheço meu
desapego, meu desassossego e
minha saudade. Minhas infinitas
vontades. Quanta força literária num
pequeno fragmento. Quase pude
sentir o coração pulsando. Gritando
que eu me arrependo que eu te
quero por perto, e que você já pode
voltar pra mim.
Me aventuro nesses momentos
únicos onde imagino nós dois lado a
lado (companheirismo), quanta
lamentação, quanto tempo
desperdiçado, quanta falta!
escrever algumas coisinhas de vez
em quando sobre ti, é como regar
uma plantinha que esta a um passo
do fim. Mais são apenas
pensamentos soltos, pequenas
divagações. Aquilo que de tanto
pensar quer sair da cabeça,
quer mudar...
Eu preciso sair das palavras!
Escrever é a única forma que encontrei de externar tudo o que penso e sinto. A maioria das pessoas são hipócritas demais pra ouvir todas as minhas verdades.
Um dia eu espero que perdoem toda essa minha precariedade e essa constante sensação de abandono e carência. Aceito todas as minhas culpas, mas não descarto a culpa de ninguém.
Diz o que eu não já posso dizer
A quem já não quer mais me ouvir.
Vai lá e fala para mim!
Diga que ainda sinto igual
Diga que a distancia ainda me faz mal
Diga qualquer coisa que possa trazer aqui pra perto de mim O que já não tenho mais.
Diga que eu sonho com o perdão
Diga que ainda bate forte o coração
Diga que ainda sinto aquele tremor
E que aquele amor não acabou
"Eu amo você! Volta pra mim?"
A se eu pudesse voltar,
ao tempo de infância,
onde tudo o que eu queria,
era ser mais uma criança.
Andar descalço,
correr na chuva,
brigar na rua,
e rir de tudo depois.
Falar alto,
estusiasmada,
sem nenhuma vaidade,
apenas a felicidade,
de ser tão desvairada,
Se eu pudesse voltar a infância,
seria sempre criança,
muleca pra toda hora,
falaria tantas bobagens,
esqueceria toda a saudade,
num simples chute de bola.
Se eu pudesse voltar o tempo,
em que eu nem me olhava no
espelho,
apenas gastava dinheiro,
com balas e bigudins.
Teria o cabelo enrolado,
andaria com o rosto suado,
sem me importar com os outros,
que de tanto se retocarem,
ja nem se olham no espelho,
pois não enxergam a alma,
que mora no corpo alheio.
Se eu voltasse!
Eu não teria problemas.
Apenas seria criança.
Como muitas que por ai tem.
Arteira...
Faceira...
com vontade de crescer,
sem a menor noção de vida,
apenas a ânsia de amadurecer.
Eu já coloquei para tocar musicas em volume total nos fones para não ter que ouvir meus próprios pensamentos... Mas o que vem de dentro não da para silenciar. A gente pode até fingir que não ouve, que não importa ou que não dói... mas abafar essa tal voz não é tao fácil assim.
Tudo bem, já entendi que não consigo faze-la calar, mas bem que ela podia pelo menos, falar mais baixo. Nem que seja só até eu conseguir pegar no sono.
É que já esta chato ficar ouvindo o mesmo nome o tempo todo, entende?
O Brasil é o país da manipulação e da indução, somente os ricos e os famosos recebem e se beneficiam de todos os privilégios. O povo que se dane!
Por que às vezes eu me sinto desorientada por dentro? E todos meus sentimentos revirados me causam dor. Porém o que me incomoda não é a dor, o que me dilacera de fato é está profunda solidão. Que de tão minha, me cega, me impossibilitando ver todos os anjos que estão ao meu redor.
