Ruth Rocha Amor
QUEM
Quem projetou esta manhã, quem rebuscou,
Do escuro que se perpetuava, suas entranhas,
Quem criou esta manhã, a todos determinou,
Seus nomes, e que se a chamem estranha.
Os arroubos de alegria e gestos entre os homens,
Se faz exato, pela beleza, de costume esperada,
E o que se vê, um plasma apartado de sua cor,
Um gesto de quem procedente, foi malogrado,
E não trouxe ao espelho a ver o que se afigurava.
Uma manhã por certo, destoa, do ocaso barrento,
Se aproxima mais, no entanto não é fim, uma farra,
Que só quem dela exauriu-se teve este tormento.
Quem concebeu esta manhã, o fez por ver,
Dos seus olhos opacos a visão mais distorcida,
Do que pede o homem, clemente, a viver,
E estampou-se o tempo errado já no seu começo.
UM GESTO
Basta um gesto teu, por descuidado que seja,
Eu já me abeiro a ti, e colado ao teu ouvido,
Me declaro apaixonado, como se ainda esteja,
A começar uma aventura, uma outra recaída.
Amor não me canso do teu amor, e sem notar,
Já de minha boca saem palavras, aquelas lindas,
De quem com zelo, e certeza que o amor não finda.
Repete, várias vezes, e quanto mais digo mais afina,
A minha voz proposital, o meu amor que determina.
Qual o louco que tendo à mão a pérola procurada,
Dá-se a mostrar, deixa-la em lugar fácil ao outros,
Qual o homem em sua sanidade, tendo já encontrada,
A felicidade plena da vida, diz-se infeliz, outro louco.
Ao teu primeiro gesto, uma palavra de lábios,
Já me prostro em teus pés como diante de altar,
E no meu consciente vago, procuro saber dos sábios,
Que diriam a uma deusa, ternuras de lhe encantar.
NÃO SEI
Eu que tantas vezes chorei, tantas vezes ri,
Eu que tantas vezes sem saber, o fiz
Sem saber o porque da lágrima,
E só me derramava em mim, calmamente.
Eu que tantas vezes chorei
E tantas vezes achei que chorei mais que ri.
E se isso for verdadeiro, menos olhei
E mais eu vi.
Por que o mundo é infecto e cheira mal,
Ás alturas em que se está, vê-se um final,
Que não nos agrada ir, antes ficar.
Quantas vezes chorei por alguém chorar,
Quantas vezes estanquei meu choro,
Ao ouvir alguém cantar.
Mas o fétido mundo,
Também produz um barulho,
Que só os surdos pra suportarem.
Por isso chorei em demasia,
Pois as pessoas que eu sabia chorarem,
Por ver lágrimas em seus olhos,
A essas fui solidário, e me derramei.
E eu que tantas vezes chorei e tantas vezes ri,
Não ri mais do que chorei,
Nem chorei mais do que ri, de mim,
Sabedor do mundo, do seu querer profundo
Que a gente chore muito mais.
naenorocha
MUDANÇA
Como um vasto campo, nesta estação, sem nada
Assim meus olhos surpresos vêem agora,
A campina que nas primaveras de outrora,
Refletia o melhor da vida, as flores, alagadas.
E o que terá havido que o tempo não conta,
A vez de outras campinhas de outros lugares,
Verdejarem enquanto a essa se desmonta,
Pra virar um deserto onde só se ver barro.
Permutam as estações, umas suaves, outras não
Umas que trazem alegria e festa, outras estéreis
Uma que se enchem de flores, como era a vez desta.
Mas em se perpetuar assim, esta, a vida muda a razão.
Ah, primaveras de outros tempos, e que ninguém tocou
Quem se atreveria sequer pensar, mudar, o absoluto,
O tempo que tão astuto, faz de si o que se notou,
A forma, o jeito, como ele faz, isso nunca se revelou.
PIANO
Na sala principal da casa da direita, jaz um piano,
Em quem ninguém toca,
Nem a displicente mariposa nele toca,
Pra não dizer que nada, absoluto, lhe toca,
Toca-lhe a flanela leve, até por seus teclados.
Do que vale um piano inerte, fechado,
Como se houvesse dentro alguém calado,
No ponto já de seguir o cortejo.
No meu quintal resistem dois ipês antigos,
Que já nasceram como gêmeos, irmãos parecidos,
Qando é noite que o vento afoito balança sua fronte,
Eu ouço, do ranger dos galhos a mais suave melodia.
Por isso não vejo a necessidade de um piano
Em minha sala, as teclas se grudariam,
Porque eu não toco,
E pra que serve um piano que não toca.
Como pode eu enfrentar qualquer perigo para tentar salvar a vida de alguém que nunca vi, e as vezes negar algo importante à alguém que sempre está ao meu lado simplismente por pirraça?
"...Parece que ecoa dentro de mim. É forte , mansa. É confortante e então começa a se dissipa essa tal escuridão ... Por que será que gosto tanto dessa voz ? Será que é por que sai dos lábios mais lindos que já beijei? E em fala no beijo... É ele o responsavél por esquentar o frio que outrora acompanhava a minha triste escuridão interior. É o tipo da coisa que enquanto mais se tem , mais se deseja. A minha ânsia de beija-lo é quase incontrolável. É insaciável !... "
Apagas da tua visão
Meu batom carmim
E te verei campina
Verde toda direção
Entre os montes cimo
Os teus seios deslizantes.
Eu sorvo toda a tua pele
Toda, tudo tão inteiro
E tudo será como eu quero
Como um beijar primeiro.
E onde em mim tu tocares eu
Serás como Midas
Mas não no ouro
E serei, por mim conduzido.
Te elevarei ao poço
Da minha vida
Rainha por um tempo bom
E eu terei caído.
Amor, amor, amor
Te chamarei, querida
Me sugarás teu beija-flor
Todo equilíbrio
Uma canção dos ditos
De Moraes Vinícius
E musicarei os versos
De Neruda, em vida.
NAENO - com reserva de domínio
Ser humilde é não mudar o seu caráter diante de um bom emprego ou de uma promoção, é continuar sendo simples e humano com quem quer que seja.
Tem momentos que as
tribulações parecem me sufocar,
as nuvens negras se
acumulam para me cegar,
as minhas pernas não têm
mais forças para caminhar,
Então, em lágrimas eu te
entrego a minha oração
e sinto o teu Espírito
renovar meu coração.
Hoje é sexta-feira!
Aproveite para cuidar bem do seu interior...
#11;Remova sentimentos que não produzem paz.
#11;Livre-se da mágoa que fica no fundo da gaveta do coração.
#11;E empenhe todo esforço necessário para tirar todas as manchas dos lençóis da consciência.#11;
Seu corpo é o templo do Espírito Santo, cuide bem dele.
Uma casa limpa exala o Bom Perfume
Não importa quantos desafios
você teve que enfrentar,
quantas lágrimas teve que derramar.
Não importa quantas pessoas
te deixaram pra trás...
Se teve decepções, não importa mais.
Pois cada luta te faz mais experiente
e amanhã...
O Sol vai brilhar novamente.
