Ruth Rocha Amor

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Há relações que se constroem em torno da necessidade constante de validação, como se o amor precisasse ser confirmado a cada instante, em cada gesto, em cada palavra. O coração inseguro pede provas sem cessar, não por falta de afeto recebido, mas por não saber confiar no que já foi dado. E assim, o vínculo se torna frágil, porque nenhum sentimento resiste ao peso da cobrança incessante. O outro, sufocado, carrega uma responsabilidade que não lhe pertence: sustentar a insegurança alheia, preencher vazios que não são seus, ser presença mesmo quando precisa de ausência. Surge então o vitimismo, essa máscara que transforma carência em acusação, que coloca a culpa no outro por amar e não saber amar. O amor vira palco de exigências, e cada ausência é interpretada como abandono, cada silêncio como desamor. Mas amar não é vigiar, não é exigir, não é transformar o outro em espelho da própria falta. Amar é liberdade, é maturidade para suportar o silêncio, é confiança que se sustenta mesmo na distância. Quem não sabe amar acaba confundindo entrega com posse, e presença com obrigação. E nesse labirinto de insegurança, o sentimento estranho cresce, até se tornar insuportável. Só quando se entende que o amor não pode ser prisão, que o outro não é responsável por validar a cada segundo o que já existe, é que nasce a possibilidade de um encontro verdadeiro. Amar é caminhar lado a lado, sem correntes, sem culpas, sem cobranças. É deixar que a chama aqueça sem consumir, que a presença seja escolha e não sentença, que o vínculo seja poesia e não peso. Porque amar de verdade é saber que o outro é livre, e ainda assim escolher ficar.

Tatianne Ernesto S. Passaes

O amor que se torna amizade é uma travessia silenciosa, mas carregada de eternidade. Ele não se apaga, não se dissolve no esquecimento, mas se reinventa em outra forma de presença. No início, o amor é vertigem: é o encontro que acelera o coração, a urgência de estar junto, o desejo que não conhece limites. É chama que consome, é tempestade que arrasta, é promessa de infinitude. Mas o tempo, com sua sabedoria paciente, mostra que nem sempre a intensidade pode ser sustentada. O que permanece, então, é a essência — e essa essência, quando verdadeira, se transmuta em amizade.
Essa metamorfose não é perda, mas conquista. O que era paixão se torna confiança; o que era desejo se torna cuidado; o que era promessa se torna memória viva. A amizade que nasce do amor carrega uma densidade única, porque conhece os segredos, os silêncios, os abismos e as alturas. É uma amizade que não se constrói apenas no cotidiano, mas que guarda em si a lembrança de um encontro que já foi maior do que a vida.
Há uma filosofia profunda nesse processo: compreender que os vínculos humanos não precisam se romper para mudar. O amor não desaparece, apenas muda de forma, como a água que deixa de ser rio para repousar como lago. Continua a ser água, continua a ser essência, mas agora habita outra paisagem. Já não corre com velocidade, mas reflete o céu com serenidade. É permanência, é horizonte, é eternidade.
E há também uma poesia nessa transição. Amar e depois ser amigo é reconhecer que a intensidade não é a única medida da verdade. É perceber que o amor não precisa sempre arder para existir — às vezes, basta iluminar. E nessa luz tranquila, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser paixão, continua a ser presença. Ele se torna companheirismo, cuidado, memória viva. Ele se torna amizade.
No fundo, o amor que se torna amizade é uma vitória contra o esquecimento. Ele prova que os encontros autênticos não se desfazem: apenas se reinventam. E nessa reinvenção, descobrimos que o amor, mesmo quando deixa de ser chama, continua a ser calor. Não como incêndio que consome, mas como brasa que sustenta. Não como tempestade que assusta, mas como horizonte que acolhe.
Assim, o amor que se torna amizade é mais do que uma transformação: é um testemunho de que nada do que é verdadeiro se perde. Apenas se transforma. E nessa transformação, encontramos talvez a forma mais pura de eternidade: quando o amor escolhe sobreviver em outra forma, não como paixão que devora, mas como amizade que permanece.

O amor ao próximo mencionado na bíblia,
não é amar apenas os que te amam,
mas os que te odeiam, isso mesmo,
é amar os teus inimigos.

⁠Eu, penso assim:
DEUS não atrai ninguém pela dor,
mas pelo amor.
Pela dor, a pessoa se converte,
depois que a dor passa,
ela se afasta de DEUS.
Pelo amor , mesmo na dor,
ela permanece,
na sua fé em DEUS.

Só bata com uma Flor
e só mate de Amor,
pra Ela morrer de prazer,
mas ainda gostar de viver!

Amor fiel é você não ter nenhum real no bolso
e ainda ouvir de quem você ama: EU AMO VOCÊ!

meu bem
veja bem
o amor não dói
o que dói
é amar
o que não se tem

Deus se revela
em mãos limpas,
em um coração puro,
em quem não guarda maldade
e vive o amor.
Fora disso, é só religião criada por homens.

_Um amor perdido …

Sinto falta,

Sinto falta da sua bagunça,

Sinto falta da sua calma,

Das suas cores…

Do seu cheiro de café,

Sinto falta de você falando do céu, e dos planetas que estavam lá,

Se era Júpiter, se era Marte…
Sinto falta de você falando das suas peculiaridades, das coisas que você gosta…

Isso era importante, nunca vou achar algo assim.

Nunca vou achar ninguém igual a você.


Então por que você deixou isso passar?

Eu não sei…

Eu sou um desastre, mas amanhã eu vou tentar ser um desastre um pouco menor por amor a Cristo.

"O amor, transforma rotina em poesia e no amor, até o silêncio vira conversa."

Pequenina
Hoje eu falaria sobre a fé e a razão


Eu falaria em minhas poesias


Sobre amor e perdão.


Eu seria presença de luz na escuridão


Eu plantaria uma muda de amor


Em cada coração que sofresse dor


Eu voaria como o vento ,levando orações ao relento


Olhos de pedra sem pena de mim ,tentaram me jogar nas trevas sem fim


Mas o amor a Deus me guiou, me deu colo e não me julgou


Eu aprendi a cair e chorar, tentaram abalar minha Fé abalar


Mas na oração ,aprendi a levantar


Minha missão foi falar de amor


Eu apanhei e chorei de dor


Fiquei pequenina, fui amparada na palma da mão do Senhor.


Eu te contaria minhas tristezas.


Mas Deus fará delas riquezas


Eu posso deitar e chorar.


Mas eu prefiro ao vento me aliar, levando orações ao relento


Ensinando o duro a amar. o meu dever é ajudar


Não posso julgar, melhor ser aprendiz do que ser juiz


Sou pequenina aos olhos alheios


Mas grande é a minha Fé e o mundo é pequeno.


Eu voaria como o vento, abraçando a dor e transformando-a em amor.


Hoje eu falaria sobre a fé e a razão


E transformaria minha oração em canção.......

Ecos de um Amor que Não Volta

Cada amor tem uma história.

E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.

É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.

Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?

Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.

Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.

Tempestades de Amor e Verões de Justiça

Sei bem que, neste vasto mundo que o Criador nos deu para habitar e cuidar, há muitos corações famintos por vingança. Mas o que mais me encanta é saber que há muitos, muitos mais famintos por amor.

Então, em qualquer tempo da nossa existência, que tenhamos verões de justiça.
Que tenhamos tempestades de amor.
Que tenhamos ventos fortes de fé.
Que a chuva do céu lave a tristeza de todos, que ilhas de esperança se formem e que possamos nos agarrar às árvores da paz.

Que eu possa, também, conectar minha energia de alegria com todos os meus e com os seus.

E que hoje, nesta Sexta-feira da Paixão, possamos suportar as dores do dia a dia e, aos domingos, celebrar o amor sem dor.

A Face Oculta do “Amor”

Um grande homem… ou talvez apenas um grande ser?
Ou um grande líder? Tipão ou tirano?
Talvez — e com certeza — um grande lixo.

Quando alguém diz que ama uma criança, mas por trás de suas palavras existem pensamentos libidinosos e cruéis, então não é um ser humano falando — é o próprio demônio agindo.

"Quem eu sou?


Eu sou leveza, fluxo com a vida.
Eu sou empatia, amor, presença, beleza, cuidado, calma, paciência.
Eu sou o silêncio.
Sou a noite estrelada, a lua cheia.
Sou a chuva serena… e a chuva forte que lava.
Os raios que iluminam o céu.
Eu sou a voz da consciência.
A visão clara que enxerga através do sentir.
Sou o livro que faz as lágrimas caírem.
Sou a natureza verde, a água das nascentes, o rio que deságua.
Sou a liberdade do beija-flor.
A águia acima das nuvens.
O vento que sopra entre as montanhas.
Sou o encontro dos rios com o oceano.
A onda que quebra na areia.
A luz que atravessa o mar.
Sou a onda das infinitas possibilidades.
O estalo da fogueira.
Sou o portal que se abre ao gerar a vida.
A lágrima da mãe ao pegar seu filho no colo.
Sou a íris dilatada de um olhar apaixonado.
A curiosidade de uma criança.
A risada que nasce da alegria.
O toque sutil de duas mãos dadas.
A batida do coração que sustenta a vida.
Sou as linhas do tempo em coesão.
O transcender de uma nova consciência.
O desapego da matéria.
A alegria de estar viva.
O eterno aqui e agora.
A alma que vibra em infinitas existências.
O resplandecer de toda a criação."

Aprendemos que o amor de mãe é incondicional. Aprendemos também que a vida deve nos servir que as árvores nos dão frutos, os mares e lagos nos oferecem água para saciar a sede, os peixes nos alimentam, a chuva faz tudo florescer. Mas existe um momento em que essa ideia se quebra. É quando a realidade encontra a fantasia. No inverno, não há frutos. A árvore não se importa se você está com fome, se tem filhos, ou se vai sobreviver ela apenas segue seu ciclo. A chuva, quando tarda, não se preocupa com suas plantações, com seus animais ou com o sustento da sua vida. E o leão não pergunta se hoje de manhã você fez caridade, ele apenas precisa se alimentar. A vida não gira em torno de nós. E é nesse entendimento que algo desperta. Percebemos que viver exige responsabilidade: planejamento, esforço, adaptação. Aprendemos a lidar com a seca, com a escassez, com a ausência e, principalmente, a não depender daquilo que não controlamos. Isso é despertar. Isso é sair da ilusão. Mas a natureza ensina, ensina a se respeitar. Eu dou o meu melhor fruto, mas quando chega o inverno, eu me recolho e me respeito, reconheço meus limites. É em silencio ela diz’’ assim como não esperei você vir me regar para gerar meus frutos, também não me espere para se alimentar.

Louvarei ao criador com Amor
Ricky Henry
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Quem traÇou o caminho, dos espinhos
Se feriu...
Quem deixou a rosa ir embora...
Sem a essência ficou...
A dor no peito esfolou...
Um coração cheio de amor...
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O jeito é louvar pra espantar a dor e a solidão.
Quem ama Deus é como um jardineiro..
Que da a vida pra salvar uma flor...
Regar e cultiva o botão que não desabrochou...
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Com Amor, de amor é de amor...
Ao Criador,
Louvarei... louvarei... louvarei ao Senhor...
És refugio, és a cura és Paixão um só amor!
Louvarei, louvarei, louvarei ao Senhor.
Com Amor, de amor é de amor...
Amanheceu mais um dia e pra quem não louvou, e não regou sua flor...
Então as pétalas murcharam eo vento levou...
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Esqueceu não cultivou
Deixou no calor, sem água desfalecendo a flor...
É assim hoje em dia quem não cultua e não busca o Criador...
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Vamos louvar com devoção ao nosso Senhor...
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De pé podem aplaudir...
Por que Jesus já está aqui! ...
Louvarei... louvarei... louvarei ao Senhor...
És refugio, és a cura és Paixão um só amor!
Louvarei, louvarei, louvarei ao Senhor.
Com Amor, com amor com amor...

"Como pode encontrar um amor que você sente que já teve ela em outras vidas, assim foi nosso encontro um encontro de almas um encontro de vidas de sempre pra sempre"


Nanda farias ❤️

Labirinto de Espelhos


Traga-me amor e eu te mostrarei a ausência; traga-me ódio e eu te entregarei o desprezo. Mostre-me quem você acredita ser e eu te revelarei a infinidade de versões que posso assumir para te confundir. Enquanto você se ancora em definições estáticas, eu habito a variável. Eu me transmuto conforme a conveniência do nome pelo qual desejo ser invocado, um camaleão de intenções ocultas sob a superfície do óbvio.


Sou o ruído branco que preenche os vácuos da conversa. Você ouve o necessário, aquilo que sua mente consegue digerir, mas jamais decifra o que foi silenciado entre as sílabas. Minhas palavras são iscas, nunca o banquete.


Como um oceano que desconhece a paz, não ofereço margens seguras. Sou a inquietude das águas profundas, onde as ondas não obedecem ao vento, mas brotam e fornecem ao comando do meu próprio caos interno. Não há um lado certo para o impacto; a maré sobe onde eu decido que o solo deve ser submerso.


Sou o espelho que não reflete a imagem, mas a distorce até que você não reconheça o que projetou. Minha essência é o movimento perpétuo de quem aprendeu que ser qualquer coisa é a única forma de não ser ninguém. No final, você encontrará apenas o rastro da espuma na areia — o sinal de que estive lá, sem nunca ter se deixado capturar.


Silvio Jr.