Ruas
Imersos em minh'alma
estarão sempre os meus versos,
com a fragilidade e ingenuidade de um beija-flor...
batendo as asas e colorindo sonhos
e acreditando sempre que a vida é amor!
Não enchi a taça
com a bebida que você provou...
o seu vinho era seco;
o meu, ameno, tinto suave,
levemente degustado
sem a pressa que acaba uma festa,
quando a ressaca se transforma em dor!
Não faça do teu sentimento um wi-fi...
A senha disponível pode muito te machucar
e coração é lugar de um só morar!
Já não tenho em mim
o gosto amargo da partida...
Sinto-me leve com a despedida,
pois não mais há motivo pra ficar!
Levo comigo o teu sorriso
numa marca de batom
e deixo pra ti o meu cheiro
que ficou no edredom...
Lembranças de uma noite
em que o dia não amanheceu,
porque o que brilhava estava em nós,
éramos o sol!
Descontraída estava a Mona,
toda lisa e sedutora,
insinuando sensações
com um sorriso abrasador...
Quis desbancar a Vênus,
como sua sucessora,
erotizando os versos pincelados pelo autor!
Que seja farta a tua mesa,
que a prosperidade esteja sempre em ti...
mas que nunca falte a sutileza
e a sabedoria para o bem do mal discernir...
Que seja intensa a tua forma de amar,
que o teu clamor seja um clarão de paz...
que se formem distantes os redemoinhos,
que o perdão seja um gesto costumaz!
Afoguei-me inebriado no seu sorriso
e afaguei o cálice que você me deu...
Fui cúmplice, submisso e indeciso
e não tive tempo para um último beijo seu!
Dei forma à minha quimera
E nela vi cores, transformações
Fui um pouco Morfeu e quis metamorfosear
a sensação de uma ação que só um sonho sabe contar!
Num compasso galopante procurei o meu amor,
encontrei a flor-Maria, magia, bendita flor...
Nessa busca incessante fui um corcel alado
e ví o verbo "amar" inteiramente conjugado!
É mágica a luz...
que insiste em iluminar o cinza
num amarelo transcendental
onde a noite nos faz dia!
Levo flores até você
umedecidas de carinho, paz e afeto
cultive-as, mesmo sem motivo ter
me fará feliz sentir você por perto!
Optchá, oh deusa nômade
que transita à esmo num doce mistério...
viagem filosófica é o seu revoar
para outras trilhas e tribos do seu habitat
Acontecência ou acaso: estou pensando em você;
calafrios e lampejos: sinto você em mim!
E aleatòriamente eu cedo... antes que seja tarde!
A natureza é poesia,
é vida, alegria e amor!
É uma canção sem verso e melodia...
É a esperança num bailar de um beija-flor!
A poesia é uma seta
apontada em minha direção,
pois toda alma de poeta
diverge de qualquer razão!
Traduz-se um sentimento
à revelia de qualquer forma de emoção
e o que é expresso em palavras
pode não ser amor, mas sempre será paixão!
As mãos que um dia te deram amor
relatam hoje em linhas tortas uma saudade
e num choro compulsivo de inconformidade,
retratam em versos toda a sua dor!
Há um temporal em mim,
que desbota a minha cor,
mas que mata a minha sede...
Há um vendaval em ti,
que assopra os teus segredos
mas não dispersa os teus medos...
Somos Éolo, somos tempestade
somos a vontade aparente do que queremos ser...
somos safra de uma diversidade
somos flor com espinhos, somos bem querer!
M as até tu, meu véio?
O nde já se viu sair assim sem um adeus?
R epensa e volta para os teus
A alegria te chama e não quer te deixar partir...
E se tu queres, mas não podes voltar
S intonizado estarei para te ouvir!
.
M uito tu foste e sempre serás
O porta-voz da alegria de uma geração
R efizeste com teus versos, vidas e maneiras
E sem ti, lá vem o Brasil descendo a ladeira...
I mensurável já é a saudade
R esta-me deixar que as lágrimas me afague... pois sem ti,
A cabou Chorare!
